Ronaldo no Barcelona

  • por Victor Mendes Xavier
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O Fenômeno.

Em Barcelona, Ronaldo deixou o mundo boquiaberto, com gols e jogadas antológicas

Nenhum torcedor – ou talvez o italiano na época de Internazionale – viu um Ronaldo tão dominante tecnicamente quanto o espanhol. E foram dois Ronaldos bem diferentes. O primeiro, o catalão, estava no auge de sua forma física. Era pura explosão. O segundo, madrileno, já era mais experiente, sabia como usar a inteligência para economizar tempo e espaço em campo. Não foram poucos os jogadores a defen

derem as camisas de Barcelona e de Real. Foram 33 no total, de nomes que vão de jogadores medianos como Celades e Soler a craques como Eto’o, Hagi, Schuster, Figo, Zamora, Michael Laudrup e Evaristo. Muitos deles são bem aceitos nos dois lados da rivalidade, mas poucos (e Evaristo é um deles) são tão benquistos das duas torcidas.
Muito se fala do que Ronaldo poderia ser se não tivesse tantos problemas físicos. O barcelonista sabe como seria. A temporada do brasileiro no Camp Nou foi fora do comum. Em jogos oficiais, foram 47 gols em 49 jogos, sendo 34 (em 37 partidas) pelo Campeonato Espanhol. Foi artilheiro destacado da temporada, chegando a estabelecer o recorde de ir às redes em dez rodadas seguidas. Seus gols, muitos deles decisivos, ajudaram a carregar o Barcelona na disputa do título com o Real Madrid.

Não foi suficiente. Os merengues ficaram com o título por dois pontos (92×90), mas o Barça terminou com o melhor ataque (102×85) e mais vitórias (28×27). Faltou time. O Barcelona da época não era um esquadrão como o de hoje. O time-base era Vítor Baía; Ferrer, Abelardo, Popescu e Sergi; Fernando Couto, Guardiola, De La Pena e Luis Enrique; Figo e Ronaldo. O técnico era o inglês Bobby Robson e seu auxiliar, José Mourinho. Ainda assim, esse time não terminou a temporada 1996/97 sem título. Conquistou a Recopa ao vencer o Paris Saint-Germain na final: 1 a 0, gol de Ronaldo de pênalti. O time ainda conquistou a Copa do Rei ao vencer o Betis por 3 a 2 na decisão. O brasileiro não participou porque já estava servindo à seleção brasileira na Copa América da Bolívia. Certamente foi uma das melhores temporadas de um jogador nos últimos 20 anos. Ronaldo não ficou porque ele e seus empresários pediram um novo contrato ao Barcelona, com substancial aumento. Recebeu um “não” e preferiu ir à Internazionale. Foi eleito o melhor do mundo em 1996 e 97 e recebeu a Bola de Ouro em 1997.

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Jornalista, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa [email protected] da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas. Repórter da Super Rádio Tupi.

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