Futebol arte marcial – Felipão

  • por Bráulio Silva
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Felipão, o técnico bom de briga

Luiz Felipe Scolari foi anunciado na semana passada como técnico da Seleção Brasileira. Felipão retorna ao cargo dez anos depois do pentacampeonato mundial. Mas o treinador já teve seus momentos de violência.

Como jogador, Scolari era conhecido como “Rosca”. Justamente pela falta de intimidade com a bola. O zagueiro era temido no interior do Rio Grande do Sul.

Como técnico seu estilo sempre foi de futebol pegado. O primeiro trabalho que mais chamou a atenção foi com o Criciúma. Logo depois, ele assumiu o Grêmio pela segunda vez. E por lá fez história. Tanto pelos títulos, quanto pelas confusões.

A briga que teve grande repercussão na época, foi com Vanderlei Luxemburgo. Após discussão acalorada em campo, Luxa – que treinava o Flamengo – acusou o gaúcho de ter lhe dado um soco. Que foi confirmado por muita gente. Mas Felipão não foi punido.

Em 1998, já no Palmeiras, Felipão voltou a atacar. Entre as semifinais do Estadual, não gostou de uma pergunta do jornalista Gilvan Ribeiro. Ambos discutiram e trocaram palavrões. Na sequência o treinador deu um soco no repórter (que também se envolveu numa briga com Serginho Chulapa). Dessa vez foi processado.

Em sua primeira passagem pela Seleção, a briga foi com a opinião pública. 99% dos brasileiros clamavam por Romário na Seleção. Mas o gaúcho foi irredutível. E, sem o Baixinho, conquistou o penta.

Em Portugal, ele também arranjou das suas. Barrou Vítor Baía, bancou a naturalização do meia Deco… E num jogo contra a Sérvia, em 2007, o auge! Após o empate por 1×1, começou uma discussão entre os jogadores e o mais exaltado era o zagueiro Dragutinovic. Felipão se aproximou e deu um soco no camisa 3 adversário.

No retorno ao Palmeiras, o técnico se envolveu em diversas polêmicas. Dispensou Kleber, barrou Valdívia, brigou com dirigentes. Mas dessa vez, sem agressões.

De volta ao comando da Seleção, será que o treinador se envolverá em novas confusões? Nós da DPF estaremos de olho!

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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