O que aconteceu em 14 de maio de 1994, Bebeto?

Bebeto e o pênalti do Riazor

Bebeto é um dos grandes jogadores brasileiros dos anos 90. Formado no Vitória, fez fama atuando no Flamengo e no Vasco, conquistando o Brasileirão pelos 2 times. Foi convocado para 3 Copas do Mundo (90, 94 e 98). Banco em 90, figura importantíssima no título de 94 e um titular contestado em 98.

Vendido para o La Coruña, o atacante ajudou o pequeno clube a se firmar entre os grandes. A equipe tinha ótimas chances de conquistar o Campeonato Espanhol de 1994. Outros brasileiros da época eram Mauro Silva e Donato


O Deportivo de La Coruña entrou na última rodada como líder. O Barcelona, um ponto atrás, era segundo. Em 14 de maio de 1994, o Campeonato Espanhol chegou à derradeira rodada com o título em mãos incertas. O Barça venceu sua partida. E ficou no aguardo do resultado em Riazor, o principal estádio da Galícia, onde o Deportivo empatava em zero.

E o jogo seguiu empatado até o fim, quando aos 44 do segundo tempo, pênalti a favor do La Coruña. O batedor oficial do time – o brasileiro naturalizado espanhol Donato – já havia sido substituído. Seu sucessor era Bebeto, um semi-Deus na Galícia. Por ter perdido uma penalidade na rodada anterior, o atacante se recusou a executar a cobrança no decisivo jogo.

A responsabilidade sobrou para o zagueiro Djukic. Ele bateu o pênalti, que foi defendido pelo goleiro González do Valência. O que todos perguntaram: Por que Bebeto não realizou a cobrança? O que aconteceu que o camisa 11, ídolo do Depor, recusou a responsabilidade de entrar definitivamente para a história do clube?


Nós da DPF procuramos algumas respostas. Fizemos a mesma pergunta para alguns amigos, comentaristas esportivos. Todos foram unânimes ao afirmar que Bebeto se omitiu da responsabilidade.

Mauro Cezar Pereira – Grupo ESPN
Foi sim uma pipocada histórica. Inclusive jogando pelo Vasco ele também se recusou a cobrar um pênalti diante do Flamengo”.

André Nunes Rocha – Blogueiro da ESPN
“Se omitiu sim, e ainda bem que o Brasil não precisou dele nos pênaltis da final da Copa”.

Leonardo Bertozzi – Grupo ESPN
Falar em ‘pipocada’ sempre soa pejorativo. Ele não se sentiu confiante e sendo o principal batedor em campo, se omitiu sim”.

Mozart Maragno – colaborador do site Olheiros.net
A cobertura esportiva em 94 ainda era precária. Lembro bem do jogo, não sei ao certo se o Djukic se impôs, mas a tendência é ele ter refugado mesmo”.

Gustavo Hofman – Grupo ESPN
Não gosto da expressão “pipocar”. Além disso, já entrevistei o Mauro Silva e o próprio Bebeto e perguntei sobre o tema. Ambos confirmaram que o atacante brasileiro não era o responsável pelos pênaltis. No entanto, pela importância da cobrança, eu acho que o Bebeto poderia sim ter assumido a responsabilidade“.

Fernando Giner – ex-zagueiro do Valência
A todo momento o Bebeto nos chamava de vendidos e perguntava se não tínhamos vergonha. É claro que houve um bônus oferecido pelo Barça. Mas veja o que são as coisas: quando apitam o pênalti, me dirijo e Bebeto e digo que tinham a vitória nas mãos, que haviam conseguido o que queriam. Ele desapareceu da minha vista, e quem teve que bater foi Djukic“.


O título espanhol de 93-94 ficou com o Barça. Aquele dia 14 de maio de 1994 jamais será esquecido pelos amantes do futebol. E você, Doente? Acha que Bebeto deveria ter assumido a responsabilidade? Ou fez certo em delegar a função já que não estava confiante? Deixe seu comentário!

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.