Futebol Arte Marcial – Luis Fabiano

  • por Bráulio Silva
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As brigas e expulsões de Luis Fabiano

Genial e genioso. Excelente na arte de fazer gols, infantil na coleção de expulsões. Isso desde sempre. Nos tempos de Ponte Preta, já era assim. Brigador e cabeça quente, mas fazedor de gols. Após uma passagem apagada pelo futebol francês, o Fabuloso veio por empréstimo para o São Paulo. Na primeira competição, um título. Na primeira expulsão, uma crise.

O São Paulo liderava o Paulistão de 2001 e na 12ª rodada foi encarar o União São João em Araras. Vencendo por 2×0, o volante Alexandre fez uma falta no meio de campo e acabou expulso. No lance seguinte, o personagem da coluna reclamou em demasia com o juiz e também levou o vermelho. Com dois jogadores a menos, o São Paulo chegou a ampliar o resultado. Mas no segundo tempo foi presa fácil para a equipe do interior e acabou sofrendo a virada por 4 a 3.

Ainda em 2001, outra expulsão que trouxe problemas para o atacante e o clube foi na final da Copa dos Campeões de 2001. O São Paulo havia perdido o jogo de ida por 5×3 e precisava vencer o jogo de volta por 2 gols de diferença para no mínimo levar a decisão aos pênaltis. Após um lindo gol de Petkovic, Luis Fabiano começou a xingar o árbitro Márcio Resende de Freitas, que o expulsou. Sem o artilheiro, o tricolor venceu por 3×2, mas o título ficou com o Flamengo.

No fim do ano, novamente uma reclamação o deixou de fora de um jogo decisivo. Na última rodada da primeira fase do Brasileirão daquele ano, o São Paulo encarava o Atlético-MG. Vencendo por 2×0, Luis Fabiano invadiu a área e foi ao chão. Já se levantou reclamando do juiz. Era o terceiro amarelo, tirando-o do jogo contra o Atlético-PR, que eliminaria o tricolor posteriormente.

Em 2002, novas expulsões: Atlético-MG (reclamação), Vasco (por comemorar um gol fora de campo). A rotina de expulsões persistiu em 2003. Em um jogo do Campeonato Paulista, o atacante fez uma falta violenta e foi expulso ainda no primeiro tempo, contra a Inter de Limeira.

Ante o Atlético-PR no Brasileirão do mesmo ano, outra expulsão tola, por reclamação. Na Sul-Americana daquele ano, expulsão diante do Fluminense no primeiro minuto do segundo tempo. 

O momento crítico veio no clássico contra o Corinthians, em jogo válido pelo Brasileirão. Após ser expulso pela árbitra Sandra Regina de Carvalho, o atacante aos berros disse: “Tinha que ser mulher, sua burra”. O que lhe valeu uma multa da diretoria.
Que de nada adiantou. Antes do fim da temporada, o atacante voltou a ser expulso. Após o apito final, jogadores de São Paulo e River se enfrentaram em uma batalha campal no gramado do Morumbi. Depois de ser expulso, o camisa 9 deu a famosa declaração: “Entre brigar e bater pênalti, eu prefiro ajudar na briga”. Em 2004, nova expulsão: contra o São Caetano, após discussão com o zagueiro Serginho.

No futebol europeu, o atacante se envolveu em um episódio no mínimo embaraçoso. Já pelo Sevilla, contra o Zaragoza, o Fabuloso brigou com o uruguaio Diogo. Após uma dividida na linha de fundo, os dois jogadores começaram a trocar gentilezas. Perdendo o jogo, o brasileiro perdeu a cabeça e deu um empurrão no uruguaio, que retribuiu com um soco de direita. O que vem na sequência são tentativas patéticas de socos que nem chegaram perto do alvo. Outra expulsão.

Pela seleção, apenas uma expulsão. Claro que por reclamação. Com o Brasil vencendo o Uruguai por 3×0, o atacante foi punido com o cartão vermelho novamente de maneira infantil, simulando um pênalti e reclamando com o juiz. 

No retorno ao São Paulo, além das contusões, outro fato que atrapalhou o Fabuloso foi o excesso de cartões. Por acúmulo de amarelos, desfalcou o time contra o Santos na semifinal do Paulistão. Além do vermelho contra o Tigre, outra expulsão nessa temporada foi contra o Galo. Após fazer o gol da partida, o atacante recebeu o primeiro cartão amarelo ao cometer falta dura e depois foi expulso por reclamação. Ficou irado, sendo contido pelos companheiros de time.

No começo da carreira, a juventude poderia ser uma desculpa. Mas hoje o atacante com 32 anos, com passagens pela Europa e com uma Copa do Mundo no currículo, não tem justificativas para o excesso de cartões. Ainda mais sabendo que é capaz de decidir jogos, mas para isso tem que estar em campo. 

E você, Doente? O que pensa a respeito? Quantos parafusos faltam na cabeça do atacante que é tão bom em fazer gols e ao mesmo tempo arrumar confusões? Opine

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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