Especial Liga dos Campeões da Oceania: Números, retrospectos e curiosidades do torneio

Retrospecto

Em seus primeiros anos, a competição continental foi dominada pelos australianos, que venceram todos os quatro campeonatos em que participaram.

Desde a saída da Austrália da OFC, dois times da Nova Zelândia dominam o rol dos campeões: o Auckland City é tetracampeão, enquanto o Waitakere United é bicampeão. Dentre as demais nações do continente, nenhuma se sobressai às demais. Vanuatu, Fiji, Taiti, Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné e Nova Caledônia tem retrospectos bem semelhantes na disputa.

Esses seis países que tentam surpreender os neozelandeses são, por causa disso, os merecedores das vagas diretas à fase de grupos da competição, com o último dessa fase jogando um playoff contra equipes das nações menores: Samoa, Samoa Americana, Tonga e Ilhas Cook.

Os quadros abaixo mostram a posição de cada país em cada uma das edições do torneio. Até 2006 havia disputa de semifinais e final. De 2007 a 2012, campeões de dois grupos decidiam o título. Assim, os times considerados nas posições inferiores foram definidos segundo a pontuação das equipes na primeira fase e os critérios de desempate comumente adotados.

87-2006

2007-12

 Analisando  o número de vezes em que cada nação ficou entre as quatro primeiras colocada na competição, fica mais nítido o equilíbrio, já que Taiti, Fiji, Vanuatu e Ilhas Salomão tem o mesmo número de vice campeonatos e terceiras colocações.

Posições por pais

Percebe-se ainda que, com exceção das equipes das Ilhas Salomão, que fizeram a final em 2008 e 2009, nenhuma das outras ilhas conseguiu fazer finais em anos consecutivos.

O equilíbrio é nítido entre essas nações. Por exemplo, o Hekari United, quando defendeu o título, ficou na penúltima colocação do torneio, e o Taiti, cujos clubes tinham sido lanternas nas edições de 2010 e 2011, acabou como vice-campeão no ano passado.

Especificamente falando dos clubes, o Hekari United, de Papua Nova Guiné, foi o único a desbancar os neozelandeses, na edição 2009-2010 do torneio. Nenhum time, no entanto, conseguiu ser vice-campeão duas vezes. Já chegaram a essa posição times de Fiji (Ba e Nadi), Ilhas Salomão (Koloale e Kossa), Vanuatu (Tafea e Amicale), Taiti (Pirae e Tefana) e Nova Caledônia (Magenta).

O quadro abaixo apresenta o retrospecto das principais equipes no torneio:

Posições por equipes

Participações

Sobre o histórico de participação de cada equipe, vê-se que todos os australianos que disputaram o torneio foram campeões, e que apenas duas equipes na Nova Zelândia conquistaram o título. Outras quatro equipes do país participaram da competição, mas não foram além do vice-campeonato: University Mount Wellington, Central United, Napier City Rovers e Youngheart Manawatu.

O Auckland City vai, nessa edição, para sua nona participação, enquanto o Waitakere United disputa a competição pela sétima vez, mesmo número do Tafea (Vanuatu), que não disputa esse ano. O Ba (Fiji) está na sexta tentativa e o Hekari United na quinta. O quadro abaixo mostra os times com mais participações, já considerando a edição corrente.

Participações por país

 Até a edição de 2009, sempre o representante de Vanuatu foi o mesmo: o Tafea. A partir de 2009, Amicale e Port Vila já conseguiram classificação para torneios posteriores.

Chama a atenção também o fato que, nas cinco participações de Tonga (já incluindo a edição atual), o Lotoha’apai United sempre foi seu representante.

Em contrapartida, as Ilhas Salomão estream o oitavo representante diferente em 12 edições do torneio esse ano, o Solomon Warriors, assim como o Taiti estreia seu sétimo representante, o Dragon.

Outro fato interessante é que, desde  a temporada 2007, os representantes neozelandeses são sempre os mesmos: Auckland City e Waitakere United.

Times participantes

Gols

Parte dos gols dos jogos das primeiras edições não é conhecida. Então algumas dúvidas ainda persistem quando se tenta analisar quais os maiores goleadores do torneio.

Nos campeonatos iniciais, Sasho Petrovski, com 13 gols em 2001 e 4 gols em 2005, é o maior artilheiro, com 17 no total.

Porém, em números absolutos, Benjamin Totori marcou 20 vezes, sendo 7 pelo YoungHeart Manawatu (2006), 7 pelo Waitakere United (2008-2010) e 6 pelo Koloale (2011 e 2012).

Daniel Koprivcic, que marcou 4 gols pelo Waitakere United em 2007 e 12 pelo Auckland City nas três últimas edições, tem 16. Pode ser 17 a depender da referência, pois o quinto gol na goleada sobre o Tefana em 2011 é dado, por algumas fontes, a Vidal.

O salomonense Alick Maemae tem um gol marcado pelo YoungHeart Manawatu, em 2006, 5 gols marcados pelo Hekari United em 2010 e 3 gols marcados pelo Amicale nas duas edições anteriores. Além disso, ele fez no mínimo 5 gols na campanha pelo Makuru, em 2005. Não é sabido os autores do jogo de ida da primeira fase contra o Ba, de Fiji, ganho pela sua equipe por 4×1. Assim, o jogador tem 14 gols no total.

Artilheiros

Apenas três jogos sem gols aconteceram na história da competição. São eles:

– Ba x Koloale em 02/11/2008

– Tafea x Marist em 06/03/2010

– Lautoka x Hekari United em 15/01/2011

 Das cinco maiores goleadas do torneio, três saíram no mesmo dia: 20/09/1999, data da segunda rodada da fase de grupos da edição daquele ano.

Goleadas

 

Sasha Petrovski marcou 7 gols em uma única partida na edição de 2001. Na mesma partida, dois outros jogadores fizeram “hat-tricks”: Scott Chipperfield e Jay Lucas.

No formato atual do torneio, apenas Roy Krishna marcou 5 gols em uma partida.

Mais gols em um jogo

Uma curiosidade no sentido contrário é que, na partida Magenta 8×1 Manu Ura, disputada em 27/03/2010, os oito gols da equipe da Nova Caledônia foram marcados por jogadores diferentes.

Vale lembrar que nesse levantamento foi desconsiderada a maioria dos gols de 1999, pois não há informações sobre os autores.

Melhores e piores

Quatro campanhas na história do torneio podem ser consideradas perfeitas. Das quatro, três foram realizadas por australianos.

Melhores campanhas

As piores campanhas da história aconteceram em 1999 e 2001. Considerando só o período a partir de 2007, quando na maioria das vezes só as sete nações principais participaram, apenas duas vezes um clube saiu da fase de grupos principal sem pontos.

Piores Campanhas

 

A maior invencibilidade da história da competição é do Auckland City, que ficou 27 jogos sem perder entre 2008 e 2012. Após a derrota para o Waitakere por 1×0, em 20/02/2008, o time acumulou mais dois jogos invictos naquela temporada, seis em 2009 (4 vitórias e 2 empates), seis em 2010 (3 vitórias e 3 empates, sendo eliminado de forma invicta), oito em 2011 (6 vitórias e 2 derrotas) e cinco em 2012 (4 vitórias e 1 empate), até a derrota para o Amicale por 1×0 em 31 de março daquele ano. Foram 18 vitórias e 9 empates durante o período.

No outro lado da tabela, o Manu-Ura, do Taiti, nunca venceu um jogo em 13 partidas disputadas. Em 2005, foram três derrotas em três jogos. Em 2008, um empate em quatro jogos, e em 2010 um empate em seis jogos.

Público

Nos maiores públicos da história da competição, domínio absoluto das Ilhas Salomão.

Públicos

Para ver o histórico do torneio, acesse a primeira, segunda e terceira partes do nosso especial.

Sinta-se a vontade também para ver a prévia da edição 2012/2013

Sergio Rocha é torcedor do Madureira e sempre teve o sonho de escrever sobre esportes em geral, embora tenha optado pela carreira de engenheiro civil. No "currículo", cadernos recheados de resultados esportivos e agendas da década de 90, quando antes da internet acessava rádios de diversos locais do país buscando os resultados esportivos do Acre à Costa Rica. Além de fanático por futebol, é fanático por praticamente todos os esportes, e no tempo livre que sobra sempre busca os últimos resultados esportivos do PGA Tour ou dos futures da ATP. Além disso, coleciona quadrinhos da Disney e é louco por astronomia.

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