Os anos de Zico no Japão.

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 5 Anos atrás

Em 1991, Zico recebeu convite para voltar a jogar futebol. O jogador já estava aposentado desde 1989 e mantinha a forma defendendo a Seleção Brasileira de Masters, em amistosos pelo Brasil e pelo mundo. A relação com o Japão vinha desde a conquista do Mundial Interclubes pelo Flamengo, em 1981, quando o meia flamenguista foi eleito o melhor em campo. Ele era adorado pelos japoneses e os mesmos estavam dando os primeiros passos rumo à profissionalização do futebol.

Zico foi convidado pelo Sumitomo Metals e disputou a temporada 1991-92 pelo pequeno clube. Em 1992, o Japão não teve Campeonato Nacional, sendo o ano usado como transição para a primeira edição da J-League, em 1993.

O Kashima chegou à decisão da J-League, mas perdeu para o Verdy Kawasaki, que tinha o também brasileiro Bismarck, que esteve no grupo que disputou a Copa de 1990. Zico disputou ainda 7 jogos no ano de 1994, mas já não tinha mais condições físicas para continuar e decidiu pela aposentadoria definitiva. O brasileiro tem uma estátua na entrada do estádio do Kashima, demonstrando toda a importância que teve para a história do clube, hoje um dos mais importantes do futebol japonês e reduto de brasileiros.

Zico fez 66 gols em 86 jogos disputados no Japão, sendo um deles o que o próprio Galo considera o mais bonito da carreira, o ”Gol Escorpião”.

 

O ”Gol Escorpião”.

Gols de Zico no Japão

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.