Zico: um ídolo de todos os admiradores do futebol!

Zico 60 anos!!!

É sempre uma alegria a passagem de uma data “cheia”, na vida de qualquer pessoa. Obviamente, se falarmos de um ídolo, essa data ganha um brilho maior, especialmente quando sabemos que este ídolo é um cidadão que, com sua arte, tantas alegrias trouxe às pessoas.

Falar de Zico é uma responsabilidade aliada a uma honra porque ele é referência dentro do futebol brasileiro, não somente para os rubro-negros espalhados por todos os lugares do Brasil, mas para outros torcedores também.

Não sou flamenguista, mas sou e sempre fui, desde que aprendi a ser Doente por Futebol, na acepção da palavra, um admirador profundo do Galinho de Quintino. É um misto de admiração pelo futebol jogado e pela sua conduta séria dentro de campo e postura adotada fora das quatro linhas, exemplar.

Sou da linha de raciocínio que acredita que todos, em algum momento da vida, trazem consigo o saudosismo, ainda que muitos não gostem da palavra em si. Sim, amigos, sou um saudosista e sinto saudades por exemplo, de assistir a um jogo com Zico em campo, seja pelo Flamengo, seja pela Seleção Brasileira, com o “camisa 10 da Gávea” atuando e meu saudoso pai, ao meu lado “comentando”.

Meu pai era cruz-maltino (minha mãe santista, por isto tenho torcida e admiração pelos dois clubes), mas, mesmo com sua torcida pelo Vasco e admiração pelo ídolo/jogador Roberto Dinamite, não se privou de ser fã do Galinho também.

Assim, tornei-me um fã de Zico, um dos expoentes do futebol nos anos 80, quando comecei a ser Doente por Futebol. Falar de Zico é lembrar de momentos mágicos que somente esse esporte pode proporcionar, é enxergar além do fator paixão clubística. Falar de Zico é uma ode poética ao futebol como arte em sua essência, é ver um legado cultural importante, além de uma análise em números de uma planilha. É ver a alegria do geraldino, que, com as concepções do “futebol moderno”, vai sendo dizimado, extinto dos estádios, quando deveria ser um objeto de maior discussão, afinal o futebol deve ser do povo num todo.

O Galinho faz 60 anos e eu (assim como outros torcedores) só tenho a agradecer por esta magia que o hoje senhor Arthur Antunes Coimbra nos trouxe. Ainda em dados momentos, me pego em lembranças do seu futebol numa tarde de domingo, eu ali, pela televisão, vendo lances geniais. Não tem como esquecer. Seria uma injustiça com requintes de malvadeza comigo mesmo querer deletar estas lembranças. São inúmeras, como por exemplo, aquele gol pela Seleção Brasileira contra a Iugoslávia (veja o vídeo), no Arruda em 1986! Estádio lotado, a essência maravilhosa do espetáculo e um gol daqueles que só aproxima o torcedor junto ao ídolo e faz aumentar esta relação de paixão.

Como esquecer aquele gol de falta contra o Santa Cruz (veja vídeo abaixo), pela Copa União de 1987? Estádio lotado e o “Senhor Maracanã” emoldura, em forma de gol, um lance como aquele. Falar de gols é até certo ponto fácil, mas há também os passes decisivos, ou como alguns preferem, as assistências. E aí Zico também era acima da média, cansou de oferecer passes “com açúcar” aos seus companheiros. Nos meus pensamentos saudosistas, recordo aquele de calcanhar em que ele devolve para Careca finalizar com a precisão de sempre, na Copa do Mundo do México em 1986, contra a Irlanda do Norte (observe no outro vídeo abaixo, quando Zico recebe a bola, aos 2m50s). Um passe de calcanhar! Genialidade absoluta! Os céticos hão sempre de se lembrar do pênalti perdido contra a França, na mesma Copa. Azar o deles, eu prefiro exaltar a genialidade, até porque, mesmo para errar, é preciso ter e chamar a responsabilidade e ele errou não por irresponsabilidade, mas por infelicidade, isto é importante ressaltar.

Zico é e sempre será exaltado por isto: ser dono de um senso crítico, ter sempre pautado a vida na honestidade, está aí para que todos vejam. Ele é esse “Senhor Maracanã”, o “camisa 10 da Gávea”, um gênio que sempre teve a noção da sua responsabilidade perante as torcidas dos clubes que defendeu e perante o torcedor brasileiro num todo. Você nunca o viu fazendo dancinha para provocar, você nunca o viu desrespeitando os adversários, seja em campo, ou nas arquibancadas. O ser humano que, com esta postura e com seu futebol mágico, encantou a todos que o viram. Quem, como eu, teve esta oportunidade, nunca esquecerá e sempre carregará na memória a imagem desse craque, o estádio lotado, o povo vibrando, o passe primoroso, o gol decisivo, um dos grandes artistas da bola de todos os tempos. Parabéns e meu muito obrigado a você, Zico!

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Natural de Telêmaco Borba-PR e criado em meio à "boemia futebolística", com horas de papo sobre futebol, samba e cervejas na pauta. Influência do pai, que também adorava futebol, e da mãe, que sempre apoiou a iniciativa. Técnico em Eletrônica, formado desde 1999, e fanático por futebol, futsal, futebol de praia, society e todo esporte que tenha no futebol a sua essência.