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Mama África: os africanos campeões da Champions – Parte 1

Africanos_Champions_parte 1

Mama África na área!

ODD Shark

Na expectativa do jogo final da Uefa Champions League, no próximo dia 25/05, Mama África traz um especial com os jogadores africanos não naturalizados que já conquistaram o maior interclubes do planeta. Aqui, temos a primeira parte falando sobre estes jogadores.

1) BRUCE GROBBELAAR – ZIMBÁBUE – 1983/84 – LIVERPOOL

Bruce Grobbelaar, goleiro, chegou ao Liverpool em 17/03/1981, por 250.000 euros, para ser reserva de Ray Clemence’s. Com a saída do titular, Grobbelaar estreou pela equipe de Anfield Road no dia 28/08/1981.

Bruce Grobbelaar é um dos maiores goleiros da história do Liverpool. Primeiro africano não naturalizado a vencer a principal competição de clubes da Europa - foto: reprodução/the sunday

Bruce Grobbelaar é um dos maiores goleiros da história do Liverpool. Primeiro africano não naturalizado a vencer a principal competição de clubes da Europa – foto: reprodução/the sunday

Atuou em 627 jogos com a camisa do Liverpool, entre 1981 e 1994. Em 1984, tornou-se o primeiro jogador africano campeão da Uefa Champions League.

Na final, contra a Roma, Bruce Grobbelaar foi um dos personagens na disputa por pênaltis, vencida pelo Liverpool por 4×2. Excêntrico e extravagante, é um dos grandes ídolos da história do Liverpool.

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Ainda foi vice-campeão da UCL da temporada 1984/85, quando seu time perdeu para a Juventus, 1×0. Foi vice-campeão do Mundial de Clubes em 1981 (derrota para o Flamengo, 3×0) e em 1984 (derrota para o Independiente, 1×0).

2) RABAH MADJER – ARGÉLIA – 1986/87 – PORTO

Maior jogador da história da Argélia, Mustapha Rabah Madjer chegou ao Porto em 1985. Antes já havia se destacado pela Argélia na Copa do Mundo de 1982.

Após destacar-se pela Argélia na Copa do Mundo de 1982, Rabah Madjer fez história pelo F.C. Porto - foto: reprodução

Após destacar-se pela Argélia na Copa do Mundo de 1982, Rabah Madjer fez história pelo F.C. Porto – foto: reprodução

Fez história na campanha do primeiro título do Porto na principal competição da Europa, especialmente na final contra o Bayern de Munique, quando fez, de calcanhar, o gol de empate aos 32 minutos do segundo tempo. Ainda deu passe para o gol do título, marcado pelo brasileiro Juary, aos 36 minutos.

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Naquele mesmo ano, entrou definitivamente na história do F.C. do Porto ao marcar o gol do título mundial, aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, na vitória por 2×1 contra o Peñarol.

3) ABEDI PELE – GANA – 1992/93 – OLYMPIQUE DE MARSEILLE

Outro jogador que já foi tema da coluna Mama África (clique aqui para ver), Abedi Pele foi o maior jogador da história de Gana e um dos maiores jogadores do continente. Pele chegou ao Olympique de Marseille em 1987, foi emprestado ao Lille e retornou ao clube do Mediterrâneo para fazer história.

Maior jogador da história de Gana, Abedi Pele (dando trabalho para Maldini), também marcou época com a camisa do Olympique de Marseille - foto: reprodução/fifa.com

Maior jogador da história de Gana, Abedi Pele (dando trabalho para Maldini), também marcou época com a camisa do Olympique de Marseille – foto: reprodução/fifa.com

Meia-atacante titular do clube francês, marcou 3 gols na campanha vitoriosa do time francês na UCL 92/93, além de ser o autor da assistência, via escanteio para o gol do título, marcado por Basile Boli (1×0 contra o Milan). Era uma das peças fundamentais daquele timaço do Olympique de Marseille, tornando-se ídolo da fanática torcida.

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Em 1991, Abedi Pele estava na equipe do Olympique de Marseille vice-campeã européia, que naquela decisão foi derrotada pelo Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, nos pênaltis.

Infelizmente, o título europeu do Olympique de Marseille em 1993 ficou em segundo plano devido a escândalos fora de campo envolvendo o presidente da equipe, Bernard Tapie. Com isso, o time de Marselha recebeu como punições o rebaixamento e a exclusão da equipe do Mundial Interclubes de 1993.

4) NWANKWO KANU – NIGÉRIA – 1994/95 – AJAX AMSTERDÃ

Um dos jogadores mais carismáticos do continente africano, Nwankwo Kanu, que também já foi homenageado pela coluna Mama África (clique aqui para ver), atuou por diversos clubes na Europa e foi campeão europeu pelo Ajax, na sua primeira temporada no Velho Continente.

Recém chegado ao Ajax, Nwankwo Kanu ajudou a equipe na conquista da Uefa Champions League 1994/95. foto: reprodução

Recém chegado ao Ajax, Nwankwo Kanu ajudou a equipe na conquista da Uefa Champions League 1994/95. foto: reprodução

Não era titular da equipe, mas participou de 7 jogos na conquista do quarto título europeu do clube holandês. Fez um gol nas quartas de final, no jogo de volta contra o Hadjuk Split, abrindo o caminho na vitória por 3×0. Na finalíssima contra o Milan (vitória por 1×0, gol de Kluivert), substituiu Clarence Seedorf.

Kanu também participou da conquista intercontinental, na vitória nos pênaltis (4×3) sobre o Grêmio, substituindo Marc Overmars. Kanu é um dos jogadores internacionais de maior sucesso dentro do clube holandês.

5) FINIDI GEORGE – NIGÉRIA – 1994/95 – AJAX AMSTERDÃ

Em 1993, chegou a Amsterdã, com 22 anos de idade, um jovem destaque da seleção e do futebol nigeriano, juntamente com o compatriota Nwankwo Kanu. O nome do jogador era Finidi George. Porém, ao contrário de Kanu, Finidi, mais experiente, era titular daquele Ajax campeão europeu em 1994/95.

Finidi George (juntamente com Frank Rijkaard) era um dos destaques do Ajax em 1995 - foto: reprodução/ajax.com

Finidi George (juntamente com Frank Rijkaard) era um dos destaques do Ajax em 1995 – foto: reprodução/ajax.com

Na campanha do título, fez um gol (veja aos 2m56s no vídeo), nas semifinais contra o Bayern de Munique, na goleada por 5×2 no jogo de volta. Atuou durante os 90 minutos no jogo contra o Milan que assegurou o quarto título europeu ao clube holandês.

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Ainda foi campeão mundial contra o Grêmio, em Tóquio, na disputa por pênaltis, quando converteu a quarta penalidade. Jogador extremamente inteligente, era taticamente vital para aquela equipe do Ajax, tornando-se ídolo no período em que atuou no clube.

6) SAMUEL KUFFOUR – GANA – 2000/01 – BAYERN MUNIQUE

Samuel Kuffour é um dos grandes zagueiros da história do Bayern de Munique. Profissionalizou-se no clube alemão em 1993. Em 1995, foi emprestado ao Nuremberg, retornando no ano seguinte, após boa temporada neste clube. Em Munique, Kuffour permaneceu até 2005.

Profissionalizado no Bayern, Samuel Kuffour conquistou todos os títulos com a camisa bávara - foto: reprodução/bayernmuchen.com

Profissionalizado no Bayern, Samuel Kuffour conquistou todos os títulos com a camisa bávara – foto: reprodução/bayernmuchen.com

Em 1998/99, estava presente na incrível decisão da Uefa Champions League perdida para o Manhester United de forma surreal. Na temporada 2000/01, participou da campanha do título bávaro, sendo titular absoluto da equipe naquela conquista.

Em novembro de 2001, escreveu seu nome na história do Bayern de Munique ao marcar o gol do título intercontinental contra o Boca Juniors. O gol foi de cabeça, aos 4 minutos do segundo tempo da prorrogação. O zagueiro ainda foi escolhido o melhor em campo naquela partida.

7) GEREMI NJITAP – CAMARÕES – 1999/00 E 2001/02 – REAL MADRID

Geremi Njitap, que era conhecido apenas como Geremi, entrou para a história como o primeiro africano a vencer a Uefa Champions League por duas oportunidades (feito igualado por outros dois africanos apenas). Chegou ao clube merengue em 1999, após um giro pelo Paraguai (Cerro Porteño) e pela Turquia (Gençlerbirligi).

Geremi tornou-se o primeiro jogador africano a vencer por duas vezes a Uefa Champions League - foto: reprodução/marca.com

Geremi tornou-se o primeiro jogador africano a vencer por duas vezes a Uefa Champions League – foto: reprodução/marca.com

Na primeira conquista, participou de oito jogos e não atuou na final contra o Valencia (vitória por 3×0). No jogo decisivo, ficou na reserva do inglês Steve McManaman e do argentino Fernando Redondo (capitão do Real Madrid no jogo final).

Na temporada do bicampeonato pessoal, Geremi atuou em 5 jogos e marcou 1 gol, no jogo de ida das quartas de final contra o Bayern de Munique (derrota por 2×1), no Olympiastadion. Na final, contra o Bayer Leverkusen (vitória por 2×1), Geremi não jogou, devido a lesão.

8) BENNI McCARTHY – ÁFRICA DO SUL – 2003/04 – PORTO

Benni McCarthy é o primeiro e único sul-africano a vencer a Uefa Champions League. Tal honra deu-se com a camisa azul e branca do Porto, clube em que atuou de 2002 a 2006, certamente em um dos melhores momentos da sua carreira.

Decisivo contra o Manchester United, no primeiro jogo das oitavas-de-final, McCarthy transformou-se em ídolo do Porto foto: reprodução/abola

Decisivo contra o Manchester United, no primeiro jogo das oitavas-de-final, McCarthy transformou-se em ídolo do Porto – foto: reprodução/abola

Teve participação importante na conquista da Uefa Champions League, marcando 4 gols em 11 jogos, sendo 2 destes gols na vitória do jogo de ida das oitavas de final, contra o Manchester United (2×1), conforme você pode observar a partir dos 29 segundos do vídeo abaixo. Na final (vitória por 3×0 contra o Monaco), atuou por 33 minutos, substituindo o brasileiro Derlei.

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Em dezembro do mesmo ano, sagrou-se campeão mundial interclubes, na vitória do Porto sobre o Once Caldas, nos pênaltis. Converteu a quinta cobrança na ocasião, entrando definitivamente na história do clube português.

9) DJIMI TRAORE – MALI – 2004/05 – LIVERPOOL

Nascido na França, mas malinês por ser filho de malineses, destacou-se no francês Stade Lavallois, da segunda divisão, antes de chegar ao Liverpool, em 1999. Defendeu o clube até 2006, com um empréstimo na temporada 2001/02 para o Lens.

Jogador versátil, extremamente regular e com um ótimo preparo físico, Traore participou de 10 jogos da vitoriosa campanha. Atuou os 120 minutos da fantástica decisão contra o Milan, quando o Liverpool venceu nos pênaltis (3×2), após empate no tempo regulamentar em 3×3.

Peça tática importante no time de Rafa Benítez,Djimi Traore viveu seu melhor momento no Liverpool de 2005 - foto: Getty Images

Peça tática importante no time de Rafa Benítez,Djimi Traore viveu seu melhor momento no Liverpool de 2005 – foto: Getty Images

Geralmente escalado para compor o lado esquerdo do Liverpool, Traore participou do jogo semifinal do Mundial de Clubes de 2005, na vitória sobre o Saprissa por 3×0. Não atuou na final (derrota para o São Paulo, 1×0), ficando no banco de reservas como opção do treinador Rafa Benítez.

Por hoje é só. Aguardem a segunda parte do especial!

O conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor. O Doentes por Futebol respeita todas as opiniões discordantes e tem por missão promover o debate saudável entre ideias.

Natural de Telêmaco Borba-PR e criado em meio à "boemia futebolística", com horas de papo sobre futebol, samba e cervejas na pauta. Influência do pai, que também adorava futebol, e da mãe, que sempre apoiou a iniciativa. Técnico em Eletrônica, formado desde 1999, e fanático por futebol, futsal, futebol de praia, society e todo esporte que tenha no futebol a sua essência.