10 anos sem Marc-Vivien Foé

  • por Caio Araújo
  • 4 Anos atrás

O dia 26 de junho de 2003 reserva um dos capítulos mais tristes da história do futebol mundial. Há exatos 10 anos, Camarões e Colômbia jogavam uma das semifinais da Copa das Confederações na França, mas o resultado foi o que menos importou naquele jogo. Apesar de os camaroneses conseguirem a vaga na final, ninguém comemorou o feito.

O jogo transcorria normalmente até os 27 minutos do segundo tempo, quando o camaronês Marc-Vivien Foé desabou no gramado com os olhos abertos, preocupando a todos que viram a cena. Foé tentou ser reanimado no gramado, em vão. No hospital, o jogador ainda chegou vivo, mas morreu minutos depois, mesmo com todas as tentativas da equipe médica. A autópsia constatou que a causa da morte foi cardíaca. O atleta sofria de uma doença chamada cardiomiopatia hipertrófica, que afeta o miocárdio, um músculo do coração. A doença é a principal causadora de mortes súbitas em atletas jovens.

Foto: Reprodução - Foé morreu com 28 anos

Foto: Reprodução – Foé morreu com 28 anos

Após a morte de Foé, houve diversas manifestações. A camisa 23 do Manchester City e a 17 do Lyon, números que o camaronês usava nesses times, foram aposentadas. No City of Manchester, estádio do time inglês que Foé defendeu, também tem um pequeno memorial em sua homenagem.

Minutos antes de o camaronês cair no gramado, durante o intervalo da semifinal, uma frase que se tornou famosa foi proferida no vestiário como uma forma de incentivo entre os jogadores: “Garotos, mesmo se for preciso morrer no gramado, nós temos que vencer esta semi-final”. O que ninguém esperava, é que isso realmente aconteceria.

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