6 Heróis improváveis em finais do Mundial Interclubes

Ganhar o Mundial Interclubes é um feito incrível para qualquer equipe. Embora se diga que os times europeus não dão o mesmo valor ao torneio do que sul-americanos, a competição ainda assim é um título de prestígio no futebol. Muitas vezes é a grande oportunidade para alguns atletas de seleções não tão fortes se tornarem campeões mundiais. Embora a responsabilidade para decidir esteja nos pés das estrelas, as edições anteriores do Mundial já consagraram alguns jogadores inesperadamente. Confira alguns exemplos:

Dalmo

No ano de 1963, Santos e Milan decidiram o título mundial, na extinta Copa Intercontinental, que reunia o campeão da Libertadores e o vencedor da Liga dos Campeões da Europa. De um lado Pelé, Pepe, Coutinho, Zito e outros craques. Pelo Milan, Amarildo, Rivera, Mazzola e Trappattoni eram os destaques. O regulamento previa duas partidas, com um mando de campo para cada equipe e um terceiro jogo em local definido por sorteio em caso de desempate. No jogo de ida, em Milão, vitória dos italianos por 4 x 2. Na volta, no Maracanã, o Santos devolveu o placar, forçando a realização do terceiro jogo. Na partida decisiva, novamente no Rio de Janeiro, coube ao lateral esquerdo Dalmo, cobrando pênalti, marcar o único gol do jogo e dar o título aos brasileiros. A escolha óbvia seria Pepe, batedor oficial na ausência de Pelé, machucado, mas o ponta esquerda cedeu a vez para Dalmo, que bateu com perfeição e escreveu seu nome na história do Santos.

Evani

Evani não foi um jogador que marcou época. Seus maiores feitos no esporte foram no Milan, onde atuou de 1980 a 1993, fazendo parte de uma das maiores gerações da história da equipe italiana. E foi essa equipe, que contava com nomes como Maldini, Baresi, Donadoni, Rijkaard e Van Basten, que em 1989 decidiu o título mundial contra os colombianos do Atlético Nacional, do folclórico goleiro Higuita. A competição já contava na época com o formato de decisão em partida única. E após um empate em 0 x 0 no tempo normal, foi Evani quem, de falta, no penúltimo minuto da prorrogação, marcou o gol do título dos italianos, alcançando o ponto mais alto da sua carreira.

Roy Keane

Foto: Reprodução - Roy Keane marcou o gol do título em 1999.

Foto: Reprodução – Roy Keane marcou o gol do título em 1999.

A decisão do Mundial Interclubes de 1999 colocou o forte Palmeiras treinado por Luiz Felipe Scolari e com o aporte financeiro da Parmalat, com jogadores como Marcos, Arce, Zinho e Alex contra o Manchester United de Beckham, Scholes e Giggs, comandado por Sir Alex Ferguson. O jogo foi equilibrado, com chances para os dois lados. Mas o herói da partida acabou sendo o irlandês Roy Keane. O volante, jogador de muita marcação, forca física e nem sempre leal, aproveitou falha de Marcos após cruzamento de Giggs e empurrou para o gol vazio, marcando o gol do primeiro título mundial do Manchester United.

Kuffour

Foto: Reprodução - Kuffour foi o herói da conquista do Bayern de Munique.

Foto: Reprodução – Kuffour foi o herói da conquista do Bayern de Munique.

Um dos maiores zagueiros ganeses de todos os tempos, Samuel Kuffour jogou até 2005 no Bayern de Munique. O maior momento da carreira do defensor foi na final do Mundial Interclubes de 2001, onde os alemães enfrentaram o Boca Juniors, liderado por ninguém menos do que Juan Román Riquelme. Em um jogo tenso, como toda final, o único gol da partida foi marcado por Kuffour na prorrogação. Após cobrança de escanteio, confusão e bate rebate na área, a bola sobrou para o zagueiro, que chutou como podia para o gol e deu o título ao Bayern de Munique. O gol acabaria por coroar um grande ano do clube, acabando de uma vez por todas com o trauma da dramática derrota para o Manchester United na final da Liga dos Campeões em 1999.

Mineiro

Foto: Reprodução - Mineiro comemora o gol contra o Liverpool.

Foto: Reprodução – Mineiro comemora o gol contra o Liverpool.

Volante discreto, eficiente e regular, Mineiro não foi um atleta que fazia gols, como Paulinho. O forte do ex-jogador sempre foram suas qualidades defensivas. Apesar dos poucos gols marcados na carreira, um deles foi responsável pelo seu maior momento como jogador de futebol. Na final do Mundial Interclubes em 2005, São Paulo e Liverpool disputaram o título em uma partida equilibrada, sem grande brilho. Sobrou para Mineiro resolver, após receber belo passe de Aloísio e bater entre as pernas do goleiro Reina. O São Paulo ainda contou com grande atuação de Rogério Ceni, garantindo a vitória por 1 x 0.

Adriano Gabiru

Foto: Reprodução - Gabiru alcançou seu maior momento na carreira no título de 2006.

Foto: Reprodução – Gabiru alcançou seu maior momento na carreira no título de 2006.

Adriano Gabiru foi o responsável por marcar o gol do único título mundial da história do Internacional, em 2006. Contra o Barcelona de Ronaldinho e Deco, o Internacional era a zebra, depositando suas esperanças em Fernandão e no jovem Alexandre Pato. Na final, os espanhóis tomaram a iniciativa e pressionaram o Internacional, que soube se defender e aproveitar a sua única chance clara na partida. Aos 36 minutos do 2º tempo, Iarley tocou para Adriano Gabiru bater na saída de Valdés e dar a vitória para os brasileiros. Gabiru, irregular na sua passagem pelo Internacional, saiu do clube gaúcho logo no ano seguinte, e sequer foi convidado para a festa de comemoração de 1 ano da conquista.

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Doente por futebol desde que se conhece por gente. Formado em Educação Física e estudante de jornalismo. Apaixonado por jogos e times clássicos. Considera Zidane, Ronaldo, Romário e Messi os maiores que viu jogar.