E não é que não foi uma surra?

  • por Henrique Joncew
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Lahm ergue o troféu que ratifica o Bayern como o melhor time do mundo (AFP Photo/Gerard Julien)

Lahm ergue o troféu que ratifica o Bayern como o melhor time do mundo (AFP Photo/Gerard Julien)

O Bayern de Munique conquistou seu terceiro mundial com um placar de 2 a 0 contra o Raja Casablanca em Marrakesh, muito longe da goleada história que se esperava. O jogo até teve claro domínio bávaro, principalmente na posse de bola (73% a 27%), mas os africanos não abriram mão do direito de atacar.

 Logo no começo, o Bayern lançou todo o seu volume de jogo sobre o Raja. A equipe treinada por Pep Guardiola desorientou o adversário com suas características trocas de passe, movimentação e marcação por pressão. Perdidos em campo, os comandados de Faouzi Benzarti foram presa fácil para os gols de Dante e Thiago Alcântara, este último o melhor da partida. Com menos de meia hora de jogo, tudo indicava que os gols dos bávaros não parariam de acontecer e que o recorde de maior goleada em uma final (Barcelona 4×0 Santos) seria quebrado.

 Mas, se as favas estavam contadas, a equipe-sensação do Mundial mostrou que algumas teriam que ser devolvidas. Não que o Raja tenha dominado o jogo. Muito pelo contrário: Thiago, Ribéry, Alaba, Shaqiri e Rafinha chegavam com frequência à frente, com passes envolventes, enquanto o time da casa mal tomava a bola e tornava a perdê-la . Mas os gols pararam de sair e o Bayern foi se limitando à troca de passes progressivamente.

 Na segunda etapa, enquanto os alemães mantinham o jogo cadenciado, com algumas chegadas mais verticais e os africanos postaram melhor sua defesa. O Bayern chegava, ainda que com menos facilidade, mas perdia suas chances, enquanto o Raja se encontrou em campo e passou a explorar os flancos com o capitão Moutouali e com Mabide (que substituiu Chtibi), obrigando Neuer a participar da partida com boas defesas. O centroavante Iajour também procurou o gol diversas vezes antes de ser substituído por Soulaimani.

 Não teve zebra, não teve surra. O Raja Casablanca sai com uma boa campanha e com muitos novos simpatizantes. Mas o troféu é do de quem mandou absoluto no mundo do futebol em 2013. O troféu é do Bayern. É do Super Bayern.

FICHA TÉCNICA: Bayern de Munique x Raja Casablanca

Local: Le Grand Stade – Marrakesh, Marrocos.

Data e horário: 21/12/2013, às 17h30min (horário de verão de Brasília).

Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA).

Auxiliares: Emerson de Carvalho (BRA) e Marcelo van Gasse (BRA)

BAYERN DE MUNIQUE

Neuer; Rafinha, Dante, Boateng, Alaba; Lahm [C], Kroos (Martínez); Shaqiri (Götze), Thiago, Ribéry; Müller (Mandzukic).

Técnico: Josep Guardiola.

RAJA CASABLANCA

Askri; El Hachimi, Oulhaj, Benlamalem, Karrouchy; Guehi, Erraki, Moutouali [C], Chtibi (Mabide), Hafidi (Kachani); Iajour (Soulaimani).

Técnico: Faouzi Benzarti.

Gols: Dante (7min) e Thiago (22min), no primeiro tempo.

Cartão amarelo: Oulhaj, Soulaimani.

Geólogo. Fã de futebol, Fórmula 1, paleontologia, astronomia e pirataria desde criança. Belo horizontino, cruzeirense e líbero, armador ou atacante canhoto. Tem Zidane e Velociraptor como grandes ídolos e modelos de vida. Gosta de batata frita, do espaço e de combater o crime à noite sob o disfarce de Escorpião Negro.

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