Brasil nos 4 cantos: Rodrigo Teixeira

  • por Gustavo Ribeiro
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Formado nas categorias de base Vasco, Rodrigo Teixeira atuou praticamente toda a carreira no exterior, principalmente em clubes sul-americanos. Aos 35 anos, Teixeira atualmente defende o Guaraní, do Paraguai, e vai disputar a primeira fase da Copa Libertadores. Se passar, o Guaraní entra no Grupo 5, o mesmo do Cruzeiro.

Rodrigo Teixeira foi revelado nas categorias de base de Vasco, onde foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1998. Apesar do bom desempenho, não teve chances na equipe profissional, que já contava com atacantes do porte de Edmundo e Donizete, e em 2000 se transferiu para o São Cristóvão, pelo qual teve sua primeira experiência profissional. No ano seguinte, foi jogar no Ceahlaul, da Romênia, onde ficou até 2002.

Em 2003, Rodrigo Teixeira se transferiu para o Esmeraldas Petrolero, do Equador, que disputava a segunda divisão. Sendo um dos destaques do time, despertou interesse de clubes da primeira divisão e acabou se transferindo para o Barcelona (Equador), onde ficou até 2004. Foi aí que começou a passear pelo continente: jogou no Júnior Barranquila (Colômbia), Caracas (Venezuela) e Cúcuta (Colômbia).

Em 2007, Teixeira voltou para a Europa, desta vez para a Alemanha, onde defendeu o SV Wehen na disputa da segunda divisão, mas não conseguiu se adaptar e foi dispensado. Na temporada seguinte, transferiu-se para o Aboomoslem, do Irã. Sem muito sucesso no futebol iraniano, logo voltou ao à América do Sul, mas desta vez para o Equador, onde fechou contrato com o Deportivo Cuenca. Antes, o atacante teve uma rápida passagem pelo Fênix, do Rio de Janeiro.

No Deportivo Cuenca, Teixeira reencontrou seu futebol. Embora não tenha atuado muito bem no Campeonato Nacional (marcou apenas cinco gols), foi importante na Libertadores daquele ano. Na primeira fase, o time passou pelo Deportivo Anzoátegui, vencendo o segundo jogo por 2×0, com dois gols do atacante brasileiro. O Cuenca não foi muito longe, acabou eliminado na oitavas de finais, mas Teixeira teve um bom desempenho e foi um dos artilheiros da competição com 7 gols em 10 jogos.

Como consequência desta boa fase, Teixeira despertou o interesse de vários clubes, entre eles o Caracas. No começo de 2010, o atacante brasileiro tinha tudo acordado para assinar contrato com o time da Venezuela, mas em vez disso, fechou com o Guaraní, do Paraguai. E foi aí que viveu seu auge. O time foi campeão do Apertura, e Teixeira foi artilheiro da competição com 16 gols, empatado com o paraguaio Pablo Zeballos, do vice-campeão Cerro Porteño. Infelizmente, houve um declínio na segunda metade do ano, o time caiu de produção, terminando apenas na quarta  posição com 36 pontos, e Texeira anotou apenas 3 gols no Clausura.

Mesmo não encerrando a temporada da melhor maneira possível, Teixeira despertou o interesse de alguns clubes e acabou fechando com o Barcelona, do Equador, onde ficou só até o meio do ano. Logo depois, voltou ao Paraguai, desta vez para defender as cores do Nacional. No Clausura, o time terminou na quarta posição e Teixeira marcou apenas 5 gols em 18 jogos. Na Sul-Americana, o Nacional foi eliminado na segunda fase, e o jogador marcou apenas 2 gols.

Já mais velho, Rodrigo Teixeira tem atuado como centroavante de área, diferente do começo da carreira, quando tinha mais velocidade e preparo físico para recuar e ajudar na criação das jogadas e até na marcação.

Depois de um difícil 2011, Teixeira apostava tudo em 2012, já mais adaptado ao clube e mais entrosado com o time. Mas a temporada não foi como se esperava, com uma modesta quinta colocação no Apertura e uma eliminação na fase de grupos da Libertadores. No Clausura, o time melhorou e terminou na vice-liderança. Teixeira foi o artilheiro da equipe com 9 gols.

Mas o bom final de temporada não foi o suficiente para mantê-lo no elenco. No começo de janeiro de 2013, Teixeira voltou ao Guaraní, pelo qual havia conquistado o Apertura em 2010. A volta fez bem ao atacante, que levou o time aurinegro ao vice-campeonato do Apertura (ele foi o vice-artilheiro do campeonato com 10 gols). Mas, como sempre, Rodrigo não conseguiu manter a regularidade durante o ano. No Clausura, começou a amargar o banco de reservas e, dos 15 jogos disputados, saiu do banco em 11 deles.

Para o próximo ano, Rodrigo Teixeira tem propostas de alguns times, mas pretende continuar no Guaraní para disputar a Libertadores. Aos 35 anos e já tendo passado por Alemanha, Irã, Equador, Venezuela, Colômbia, Teixeira parece não estar muito disposto a encerrar sua carreira de cigano pelo futebol sul-americano.

Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.

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