O projeto de Gallo precisa priorizar o talento

Dê um sorriso Gallo: você tem uma boa geração em mãos (Gazeta Press)

Dê um sorriso Gallo: você tem uma boa geração em mãos (Gazeta Press)

O comandante Alexandre Gallo, com um ano e meio de casa, deu boa entrevista coletiva semana passada, onde demonstrou conhecimento sobre o que se passa no mundo do futebol, falou com desenvoltura sobre as diferentes gerações que tem em mãos e colocou ideias de como trabalhar essas gerações, sobretudo naquilo que ele considerou um gap, com os nascidos em 1993 e 1994, que estão sem pai nem mãe até o Rio 2016. Aliás, Gallo será o técnico para o Rio 2016, numa decisão acertada de “Dr Marco Polo”.

Pois bem, nesta terça Alexandre convocou a seleção sub-20 para um torneio na Espanha, visando o Sul-Americano de 2015. Com acertos e erros, foi ainda uma boa convocação, embora abaixo da Panda Cup, onde tivemos atletas mais técnicos e menos parrudos. (e uso parrudo, algo, talvez, pouco “científico” para a linguagem acadêmica da fisiologia e do treinamento desportivo, pois o Pitacos do Mo terá como prioridade a balaca e a irreverência).

Eis os nomes, opiniões e sugestões:

Goleiros
Georgemy (Cruzeiro) – chamaria.
Marcos Felipe (Fluminense) – chamaria e titular do time.

Zagueiros
Igor Rabello (Botafogo) – não chamaria – Leo Pereira (Atlético/PR)
Eduardo (Internacional) – não chamaria – qualquer um
Lucão (São Paulo) – chamaria, para compor o grupo
Marlon (Fluminense) – titular e referência técnica da zaga

Laterais
Auro (São Paulo) – titular
Lorran (Vasco) – não chamaria – Breno (Grêmio)
Pará (Bahia) – não chamaria – Matheus Müller (Palmeiras)
William (Internacional) – chamaria

Meias
Boschilia (São Paulo) – titular do time
Danilo (Braga-POR) – chamaria, embora muito maturado
João Afonso (Internacional) – não chamaria – Serginho (Santos)
Eduardo Henrique (Atlético-MG) – chamaria, jogador espigado
Matheus Biteco (Grêmio) – chamaria, bom volante
Nathan (Atlético-PR) – um grande talento que precisa renovar com o CAP

Atacantes
Gabriel (Santos) – ele é o Gabigol
Gerson (Fluminense) – marrento, mas chamaria
Kenedy (Fluminense) – não chamaria – Carlos (Atlético/MG)
Mosquito (Atlético-PR) – não chamaria – Bruno Gomes (Inter)
Thalles (Vasco) – chamaria para compor o grupo
Yuri Mamute (Botafogo) – não chamaria – Ewandro (São Paulo)

O talento de jogadores menos desenvolvidos fisicamente precisa ser priorizado. Por outro lado, há testes nesse grupo convocado e só teremos noção melhor do que Gallo pensa na lista final do Sulamericano. Por enquanto, alguns jogadores maturados ainda tomam o lugar de quem tem técnica e, obviamente, muito mais a oferecer ao futuro do futebol brasileiro.

Texto de Pitacos do Mo

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Formado em Educação Física, fundador do site Olheiros e apreciador do futebol de base desde sempre.