DPF Entrevista: Bruno Andrade, atacante do Willem II

Bruno Andrade, atacante do Willem II, deu entrevista exclusiva ao Doentes por Futebol (Foto: Reprodução/Toin Domen)

Bruno Andrade, atacante do Willem II, deu entrevista exclusiva ao Doentes por Futebol (Foto: Reprodução/Toin Domen)

O Willem II está de volta à Eredivisie. Após realizar ótima campanha na segundona holandesa, com 24 vitórias, sete empates e sete derrotas, o clube comandado por Jurgen Streppel conquistou o título da Eerste Divisie, depois de ter caído ao final da temporada anterior.

Um dos grandes responsáveis pelo ótima campanha e consequentemente pelo acesso direto do clube do sul da Holanda foi o jovem Bruno Andrade, de 25 anos. Revelado nas categorias de base do Audax São Paulo (na época Pão de Açúcar), o brasileiro foi vice-artilheiro de seu time na última segundona holandesa, com 14 gols anotados.

Bruno não tem o Willem II como primeira experiência internacional. Seu primeiro clube fora do Brasil foi exatamente na Terra das Tulipas, no Helmond Sport, após ser emprestado pela Reggina por uma temporada – não chegou a atuar pelo clube italiano.

Mesmo com a agenda cheia, Bruno Andrade aceitou, de bom grado, conceder uma entrevista para o Doentes por Futebol, onde falou sobre sua adaptação na Holanda, as expectativas para a temporada e também sobre a seleção brasileira.

Confira a entrevista na íntegra:

Bruno Secco (DPF): Bruno, qual foi o principal fator que o motivou a deixar o futebol brasileiro tão cedo? Falta de oportunidade? Vontade de apostar na carreira internacional?

Bruno Andrade: Minha principal motivação foi ver jogadores como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e outros fazendo sucesso nas principais ligas europeias. Desde criança tive essa vontade de me destacar como eles.

Bruno Secco (DPF): Jogar na Holanda não é uma novidade para você, afinal, atuou no Helmond Sport de 2008 até 2011. Pode nos dizer como foram esses três anos de experiência?

Bruno Andrade: Foi uma de minhas melhores experiências, profissionalmente falando. Além de ter aprendido o idioma, também aprendi bastante sobre o sistema tático holandês, o que facilitou bastante a minha adaptação.

Bruno Andrade em ação pelo Helmond Sport justamente contra o Willem II, clube que defenderia dois anos depois (Foto: Reprodução/BD.nl)

Bruno Andrade em ação pelo Helmond Sport, justamente contra o Willem II, clube que defenderia dois anos depois (Foto: Reprodução/BD.nl)

Bruno Secco (DPF): Quanto ao idioma, possui alguma dificuldade ou já fala bem o holandês?

Bruno Andrade: Falo bem, porém, só fui aprender depois de dois anos. O holandês não é uma língua fácil de se falar.

Bruno Secco (DPF): Como foi seu começo no Willem II?

Bruno Andrade: Foi mais fácil que no Helmond Sport. Já sabia a língua e também já tinha trabalhado com o Jurgen (treinador) anteriormente, o que ajudou muito para me adaptar ao time.

Bruno Secco (DPF): Qual a sensação de ter sido um dos goleadores do Willem II na última temporada? Dever cumprido?

Bruno Andrade: Sensação de um objetivo realizado. É muito bom ser campeão no primeiro ano de clube, ainda mais sendo um dos artilheiros do time e do campeonato.

O Willem foi campeão da Eerste Divisie 13/14 e conquistou acesso direto à elite holandesa (Foto: Reprodução/Instagram Bruno Andrade)

O Willem foi campeão da Eerste Divisie 13/14 e conquistou acesso direto à elite holandesa (Foto: Reprodução/Instagram Bruno Andrade)

Bruno Secco (DPF): Você notou diferenças entre as condições de treino que tinha quando atuava no Brasil e agora atuando na Holanda? Pode nos dizer quais são elas?

Bruno Andrade: Notei. O ritmo e a velocidade de jogo mudam bastante. Na Europa, é muito mais rápido e com muito menos espaço para pensar. A temperatura também influencia, já que no RJ sempre faz calor, o que faz o jogo ser mais cadenciado.

Bruno Secco (DPF): Quais serão os objetivos do Willem II na Eredivisie 14/15? Almeja uma vaga em competições europeias?

Bruno Andrade: A princípio, pretendemos ficar entre os dez primeiros colocados. De acordo com panorama do campeonato, veremos se será possível alcançar alguma competição europeia.

Bruno Secco (DPF): Em 2013/2014 você marcou 14 gols com a camisa do seu clube. Para esta nova temporada, tem alguma meta de gols para ser batida?

Bruno Andrade: Pretendo marcar o máximo de gols que eu puder, estou sempre buscando o gol. O campeonato é mais difícil e meu desempenho depende de como o time se comporta.

Bruno Andrade comemora um de seus vários gols anotados na última temporada; brasileiro disputará a Eredivisie nesta temporada (Foto: Reprodução/Cardipress)

Bruno Andrade comemora um de seus vários gols anotados na última temporada; brasileiro disputará a Eredivisie nesta temporada (Foto: Reprodução/Sport1.nl)

Bruno Secco (DPF): Em quem você se inspira dentro de campo?

Bruno Andrade: Gosto muito do Cristiano Ronaldo, do seu estilo de jogo e também seu modo rápido de pensar. Me inspiro nele. E tenho o Ronaldo Fenômeno como o maior ídolo.

Bruno Secco (DPF): Quais são os planos para sua carreira no futuro?

Bruno Andrade: Ir bem com o Willem II nesta temporada e chegar o mais longe possível nas competições que disputaremos, para que mais para frente eu possa alcançar um clube de grande repercussão.

Bruno Secco (DPF): Qual é o seu pensamento em relação à Seleção Brasileira? Tem o sonho de um dia chegar lá?

Bruno Andrade: A seleção precisa de renovação. Taticamente está abaixo, e sofreu por isso na Copa. Temos jogadores de qualidade e um nome que ainda bota medo nos adversários, mas devemos urgentemente nos atualizar taticamente. Sobre jogar nela, é um sonho. É difícil, mas se eu fosse chamado, seria um grande prazer defendê-la.

Bruno Secco (DPF): Se tivesse oportunidade, se naturalizaria holandês e defenderia a Laranja?

Bruno Andrade: Acredito que sim. É uma seleção forte e estável, que gosta de jogar um bom futebol e vem mostrando isso nos últimos anos.

Bruno Secco (DPF): Pode mandar uma mensagem para todos os nossos leitores que acompanham futebol holandês?

Bruno Andrade: Um grande abraço para quem está ligado no “Doentes por Futebol”. Acompanhem o futebol holandês, pois tenho certeza que sairão muitos gols e jogadas bonitas, e sobretudo torçam pelo Willem II. Abraço a todos e obrigado pela oportunidade!

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Estudante de Jornalismo. Foi editor de futebol alemão e holandês na VAVEL Brasil e cofundador da VAVEL Portugal. É blogueiro do Bayern no ESPN FC (projeto da ESPN Brasil) e completamente Doente por Futebol.

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