Holandeses não terão vida fácil na Europa League

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Feyenoord foi quem mais se complicou no sorteio: terá pela frente a Roma (Foto: Getty Images)

Feyenoord foi quem mais se complicou no sorteio (Foto: Getty Images)

Os três representantes da Holanda na Europa League conheceram, nesta segunda-feira (15), seus respectivos adversários nos dezesseis avos de final da competição continental, e já sabem que terão um caminho bem difícil pela frente.

A começar pelo atual tetracampeão nacional Ajax. Depois de mais uma vez cair em um grupo complicado na Champions e mais uma vez terminar na terceira colocação, o time comandado por Frank de Boer terá pela frente os poloneses do Legia Varsóvia, que na fase de grupos foi o campeão do Grupo L.

O Legia, vale lembrar, passou perto de jogar a fase de grupos da atual edição da Champions. Na terceira eliminatória, quando enfrentou o Celtic, goleou os escoceses (no placar agregado) por 6 a 1 mas, já perto do final do jogo de volta, o técnico Henning Berg colocou em campo Bartosz Bereszynski, zagueiro que ainda cumpria uma punição de três jogos. Com a escalação irregular, a UEFA determinou W.O. na segunda partida (3 a 0 para o Celtic), resultado que classificou os escoceses. Caso Bartosz não fosse escalado, os poloneses enfrentariam a equipe do Maribor na próxima fase e, pelo menos na teoria, dificilmente não conseguiriam a vaga.

Protesto da torcida do Legia contra a decisão da UEFA (Foto: EPA)

Protesto da torcida do Legia contra a decisão da UEFA (Foto: EPA)

Agora na Europa League, o atual líder do campeonato polonês tem se mostrado uma equipe que não ataca muito, mas que tem uma defesa sólida e que gosta de explorar os contra-ataques. O Ajax provavelmente ditará o ritmo nas duas partidas e deverá tomar cuidado com velocidade de Kucharczyk (ponta esquerda), Zyro (ponta direita) e com o português Orlando Sá, centroavante que dificilmente desperdiça uma chance clara de gol.

O Feyenoord, atual vice-campeão holandês, foi quem mais se complicou nos dezesseis avos de final da Europa League. Pegará a Roma, de Francesco Totti, Gervinho e cia. Mesmo campeões do Grupo G, os Rotterdammers não têm demonstrado regularidade na competição, apresentando desempenhos abaixo do esperado quando atuam longe de seu campo.

Além de possuir um elenco mais capacitado e também ter um orçamento maior que o do Feyenoord, a principal arma da Roma deverá ser o Olímpico. Jogando em casa, foram apenas duas derrotas nas últimas dez partidas, ambas pela Champions League – a goleada histórica sofrida frente ao Bayern de Munique, por 7 a 1, e o jogo que a eliminou da competição milionária, contra o Manchester City, por 2 a 0.

Irregular na fase de grupos, Feyenoord terá que encarar a Roma nos dezesseis avos de final (Foto: Getty Images)

Irregular na fase de grupos, Feyenoord terá que encarar a Roma nos dezesseis avos de final (Foto: Getty Images)

O que pode ajudar os comandados de Fred Rutten a conseguirem a difícil classificação é a vontade da Roma de disputar a Europa League – está bem no campeonato nacional e poderá abdicar da competição continental para se dedicar ao Calcio -, fora também o fator campo: o jogo de volta será no De Kuip, onde a torcida do clube do povo com certeza comparecerá em peso e incentivará seu time a tentar o improvável.

Líder da Eredivisie com uma rodada a menos que o segundo colocado (Ajax), o PSV Eindhoven também terá parada dura pela frente: enfrentará o líder do Russão, Zenit St. Petersburgo, que também vem da Champions. A situação do PSV, todavia, não é tão desesperadora quando comparada à do Feyenoord, por um motivo simples: Memphis Depay.

Depay é a principal arma do PSV para o duelo contra o Zenit (Foto: Getty Images)

Depay é a principal arma do PSV para o duelo contra o Zenit (Foto: Getty Images)

Em grande fase, o artilheiro e principal nome do PSV na Eredivisie e também na Europa League tem tudo para ser o diferencial dos camponeses nos dois confrontos. O que pesa contra o PSV é que a decisão da vaga será na Rússia, onde o retrospecto contra times não só de lá, mas também contra equipes da região do leste europeu, não tem sido tão positivo.

Na fase de grupos, o time de Eindhoven enfrentou duas vezes o Dinamo Moscou e perdeu ambas, enquanto na última edição do torneio, também na fase de grupos, perdeu três partidas, sendo uma para Chornomorets Odesa (Ucrânia) e duas para o Ludogorets Razgrad (Bulgária), o que resultou na sua eliminação precoce.

Será que finalmente chegou a hora dos comandados de Phillip Cocu limparem sua honra contra clubes do leste europeu? Ou não terá jeito, serão eliminados, como aponta a teoria? Veremos o que o destino guarda não só para eles, mas também para Ajax e Feyenoord a partir de fevereiro do ano que vem.

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Estudante de Jornalismo. Foi editor de futebol alemão e holandês na VAVEL Brasil e cofundador da VAVEL Portugal. É blogueiro do Bayern no ESPN FC (projeto da ESPN Brasil) e completamente Doente por Futebol.