Vencer o PSV era o que o Ajax precisava para levantar a cabeça

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Que o Ajax tem jogado de forma irregular nesta atual edição da Eredivisie não é segredo para ninguém.

Os comandados de Frank de Boer, mesmo ainda faltando nove rodadas para o final, já não conseguiram repetir a supremacia das últimas quatro temporadas, quando se sagraram tetracampeões holandeses com grandes sequências de vitórias. Como consequência disso, acabaram perdendo o posto para o PSV Eindhoven, hoje líder disparado da competição.

Na tarde deste domingo (1/3), todavia, o clube da capital holandesa conseguiu conquistar uma bela vitória frente ao líder da competição – vitória esta que não significa muito em termos de disputa pelo título, mas que serviu como um grande incentivo para que os atuais detentores do Prato possam se confirmar como vice-campeões da competição.

A vitória por 3 a 1, mesmo placar construído pelo PSV dentro da Amsterdam ArenA no primeiro turno da Eredivisie, veio em hora certa para De Boer e seus comandados. Mesmo sendo inferior em quase todos os quesitos – teve menos posse de bola, construiu poucas jogadas de perigo e pouco assustou o adversário -, o Ajax, com uma postura defensiva, foi extremamente objetivo e letal nos contra-ataques. De sete oportunidades, encaixou três, enquanto o PSV, de 22, balançou as redes de Jasper Cillessen em apenas uma ocasião.

https://www.youtube.com/watch?v=dzMkA3fvojY

Esta vitória de hoje não significa que o Ajax acordou e voltará a brigar pelo título, longe disso.

A gordura que o PSV conseguiu adquirir ao longo da competição, junto à regularidade dos comandados de Phillip Cocu, já o faz, ainda que não seja de forma oficial, campeão holandês. A diferença entre ambos caiu para 11 pontos, mas os fatores que seriam necessários para que o PSV perdesse o Prato de Prata para o Ajax, pelo menos até o momento, seriam inéditos.

A chance do Ajax tentar o pentacampeonato é remota, pois o PSV teria que perder pelo menos quatro jogos até o final (em toda a competição, com o de hoje, perdeu três), e os comandados de De Boer teriam que emendar quatro vitórias seguidas (ainda não conseguiu tal feito nesta edição do Holandesão).

O Ajax não pode pensar mais em título. Esta chama foi apagada. É bom evitar este desgaste.

O foco, já há algum tempo, passou a ser a classificação para a próxima edição da UEFA Champions League. E é até bom para o futebol holandês caso isso ocorra. Com a segunda colocação, os comandados de Frank teriam que passar pelos playoffs para, enfim, entrarem em algum grupo. Passando pelos playoffs, algo difícil de não ocorrer, os Amsterdammers seriam o segundo representante da Holanda na fase de grupos – isso não acontece desde a temporada 2010/2011, quando o próprio Ajax tinha sido, na temporada anterior, vice do Holandesão (o campeão da temporada 2009/2010 foi o Twente).

Os triunfos diante do Legia Varsóvia, pela Europa League, já tinham ajudado o Ajax a respirar de forma aliviada nesta metade decisiva da temporada. Mas ainda faltava algo para que a motivação voltasse. Com AZ Alkmaar e Feyenoord nos seus calcanhares, os três pontos conquistados diante o rival de Eindhoven fora de casa, além de o distanciarem dos rivais de Alkmaar e Rotterdam, eram exatamente o antídoto para que ela voltasse com força total e para que os tetracampeões da Holanda pudessem correr, de cabeça erguida, rumo ao vice-campeonato do certame.

As ferramentas necessárias para que o time acordasse já foram adquiridas. Agora, a confirmação do bom momento precisa vir no confronto contra o Excelsior pelo Holandesão, já no próximo domingo (8), e se confirmar nos duelos diante os ucranianos do Dnipro Dnipropetrovsk, pelas oitavas de final da Europa League.

No campeonato, a equipe de Amsterdam é a única da Holanda a representar o país nas duas principais competições europeias que seguem para seus momentos decisivos.

Estudante de Jornalismo. Foi editor de futebol alemão e holandês na VAVEL Brasil e cofundador da VAVEL Portugal. É blogueiro do Bayern no ESPN FC (projeto da ESPN Brasil) e completamente Doente por Futebol.

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