Jonas, o negócio do ano em Portugal

  • por Levy Guimarães
  • 3 Anos atrás
Foto: SL Benfica / Oficial

Foto: SL Benfica / Oficial

A diretoria do Benfica se encontrava em estado de desespero no encerramento da janela de verão, ao fim de agosto do ano passado. Depois de perder Rodrigo e Óscar Cardozo, negociados, o elenco encarnado tinha Lima como única opção minimamente confiável para o ataque, e com a janela já fechada, o técnico Jorge Jesus parecia condenado a se virar com opções tão escassas para a linha de ataque. Até que surgiu a oportunidade de trazer a custo zero Jonas, que estava de saída do Valencia.

Não é exagero nenhum dizer que a contratação do atacante ex-Grêmio, Santos e Lusa salvou a temporada do Benfica. Logo de cara, ele se encaixou como uma luva no tradicional 4-4-2 de Jorge Jesus, sendo o companheiro que Lima precisava para dividir a responsabilidade de fazer os gols da equipe e tabelar para dar mais intensidade e objetividade ao jogo das Águias – papel que era de Rodrigo até a temporada 2013/2014.

Desde setembro, já são 22 gols em 27 jogos, média de 0,8 por partida (a melhor da carreira até o momento), e de várias maneiras: pé esquerdo, direito, de cabeça e alguns belos gols de fora da área. Além disso, é visível o quanto o time mudou desde de que se tornou titular absoluto, no final de dezembro e início de janeiro, período em que os Encarnados se consolidaram na liderança do Campeonato Português, com o melhor ataque, após 27 rodadas disputadas.


O período em que Jonas vem brilhando coincide com a melhor fase do Benfica na temporada. A equipe de Jorge Jesus enfim voltou a apresentar o futebol dinâmico, veloz e objetivo de períodos anteriores e se coloca como favorito a ser bicampeão nacional. Jonas também tem sido crucial nas copas nacionais. É o artilheiro tanto da Taça de Portugal como da Taça da Liga (nesta, o Benfica é finalista contra o Marítimo). Ao lado de Nico Gaitán, pode-se dizer que é o principal jogador da equipe no momento.

Ademais, é possível constatar a importância do brasileiro para o Benfica também quando se olha o desempenho do time na Liga dos Campeões, torneio que Jonas esteve impossibilitado de disputar. Que se pese o nível de dificuldade dos adversários, é claro, foram míseros dois gols marcados pelo campeão português em seis partidas na fase de grupos, o que resultou num pífio último lugar na chave.


A excelente temporada de Jonas pelo Benfica é mais um capítulo da carreira sólida que o atacante de 31 anos vem construindo, após boas passagens por Grêmio e Valencia. Apesar de já não ser nenhum garoto, não seria absurdo nenhum cogitá-lo na seleção, dada a falta de boas opções para a camisa 9 da amarelinha. Ou será que Robinho e Luiz Adriano têm justificado melhor dentro de campo suas convocações do que Jonas?

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Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.