A safra é boa, falta trabalho e credibilidade

  • por Lucas Machado
  • 2 Anos atrás

Muito tem se falado que uma das maiores crises da seleção e do futebol brasileiro é causada pela má qualidade da safra. Celeiro de craques como Romário, Rivaldo, Pelé, Ronaldinho, Ronaldo, Gérson canhotinha de ouro, Rivellino, Zico, Falcão, entre inúmeros outros, o Brasil, é bem verdade, ultimamente não tem revelado ídolos das dimensões destes citados (até pela transformação do futebol como um todo), mas ainda é o país que mais revela em quantidade e qualidade.

A pouco mais de um ano das Olimpíadas do Rio, a coluna “A Base do futuro” traz para você uma lista repleta de bons jogadores, que têm potencial para trazer de volta o respeito e a credibilidade perdidos na seleção principal:

– Tiago (Grêmio), Fabinho (Mónaco), Marquinhos (PSG), Marlon (Fluminense) e Douglas Santos (Atlético-MG); Rodrigo Dourado (Internacional), Lucas Silva (Real Madrid); Felipe Anderson (Lazio), Rafinha Alcântara (Barcelona) e Fred (Shakhtar); Vinícius Araújo (Valência).

;SELEÇÃO SUB-20 - 4-2-3-1

– Jean (Bahia), Auro (São Paulo), Luan (Vasco), Wallace (Monaco) e Wendell (Bayer Leverkusen); Rodrigo Caio (São Paulo); Kenedy (Fluminense), Anderson Talisca (Benfica), Valdívia (Internacional) e Luan (Grêmio); Erik (Goiás).SELEÇÃO SUB-20 - 4-1-4-1

https://www.youtube.com/watch?v=KZ5RFSE1BsA

Enquanto a primeira lista mantém o tradicional e habitual 4-2-3-1, a segunda se desenha no 4-1-4-1, tão utilizado na Europa e adotado por Rogério Micale no Mundial sub-20.

Danilo liderou o Brasil até a final do Mundial Sub-20 2015. O excelente volante foi um dos grandes destaques do torneio, ficando com o prêmio de segundo melhor jogador.

Danilo liderou o Brasil até a final do Mundial Sub-20 2015. O excelente volante foi um dos grandes destaques do torneio, ficando com o prêmio de segundo melhor jogador.

Dos jogadores que disputaram o Mundial sub-20 na Nova Zelândia, apenas o zagueiro Marlon (Fluminense) e o goleiro Jean (Bahia) foram lembrados. Atletas qualificados como Jorge (Flamengo), Danilo (Sporting Braga), Gabriel Jesus (Palmeiras), Andreas Pereira (Manchester United) e Gabriel Jesus (Palmeiras) ficaram de fora.

A máxima de que a safra não é boa, definitivamente não é verdadeira. Dois bons times montados e que, se bem armados e treinados, bateriam de frente com qualquer seleção sub-23 do mundo.

Além deles, temos como opções os seguintes atletas:

Carlos (Atlético-MG); Douglas Coutinho (Atlético-PR); Alisson (Cruzeiro); Samir e Jajá (Flamengo); Gerson (Fluminense); Geferson e Vitinho (Internacional); João Pedro (Palmeiras); Gustavo Henrique e Gabigol (Santos); Dória, Boschilia e Lucão (São Paulo); Gilberto (Botafogo) e Nathan (Chelsea).

Repensar as escolhas de treinadores na seleção brasileira; melhorar, aumentar e qualificar o calendário das categorias de base; diminuir a influência de empresários nos clubes; tecer uma rede de contatos e pré-definir estilos de jogo entre base e time (seleção) principal; criar equipes sub-23 e campeonatos da categoria. Essas são algumas das ideias que ajudariam a seleção brasileira a reconhecer e utilizar melhor seus jovens talentos.

O problema principal não está na safra, mas sim nas pessoas que a administram.

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