DOENTES POR FUTEBOL

Ronaldinho Gaúcho sem motivos para sorrir

Genial: sempre foi a melhor definição para o Ronaldinho Gaúcho. Desde os tempos de Grêmio, quando ainda jogava entre os juniores, sabia-se que ali estava uma estrela. Seus primeiros passos neste sentido foram dados pelas divisões de base da Seleção, e quem o acompanhava naquela época vislumbrava a gloriosa carreira que Ronaldinho teria.



Por ter o mesmo nome do Fenômeno, as comparações, que a imprensa brasileira adora fazer, foram inevitáveis. Mas o jovem não se acanhou. Mostrou toda sua habilidade e alegria e cresceu por conta própria, sem se escorar na imagem de ninguém. Ou quase ninguém, já que sempre pode contar com o irmão Assis ao seu lado.

A inevitabilidade da ascensão de Ronaldinho era tal que até em sua estreia pela Seleção Brasileira principal ele deu show. Quem não se lembra do lindo drible frente à Venezuela, completado com maestria em um dos gols daquele 7 x 0 (no tempo em que o Brasil fazia, e não tomava sete gols!).

ODD Shark



E não só no futebol ele brilhava. Seu carisma era tamanho, mesmo sendo homem de poucas palavras, muitas vezes tímido em frente às câmeras, que virou personagem em quadrinhos. Ronaldinho foi um tremendo sucesso. Ganhou tudo que podia ganhar: Liga dos Campeões, Copa América e Copa do Mundo. Até Libertadores ele ganhou, quando todo mundo duvidava dele e principalmente de seu time, o Atlético Mineiro.

Foi uma conquista épica!

A carreira de R10 é repleta de conquistas, de momentos inesquecíveis para qualquer fã. E é por isso que o seu fim tem tido momentos dos mais melancólicos, incompatíveis para um jogador de seu nível. A sua desastrosa passagem pelo Fluminense deixou bem clara a sua decadência. Desde que seu futebol começou a fraquejar, ainda no Barcelona, nunca mais mostrou o brilhantismo de outrora. É verdade que no Galo ele teve alguns lampejos da bela época, mas seu nome foi muito mais imponente que seu futebol.

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Saiu pela porta dos fundos do Flamengo, envergonhou a diretoria e torcida do Grêmio, deu vexame no México e mais ainda no Fluminense. Por onde tem passado (ou somente sido sondado, como no tricolor gaúcho) tem deixado “inimigos”. Ronaldinho esqueceu o que é jogar futebol, o que é ter amor pelo esporte que lhe deu tudo. Parece mais preocupado em fazer dinheiro, pulando de clube em clube, até não conseguir mais ficar de pé para jogar bola.

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A culpa dessa vergonha não é somente dele, mas também de Assis. Seu irmão, ex-jogador e vivido no meio do futebol, deveria dar suporte e conselho nestes momentos, orientando o craque a respeitar as camisas que veste e ter um fim digno no futebol. Mas, por ser também seu empresário, prefere colocar o ex-craque em leilão. Na verdade, Assis é como um imperador romano, que coloca um pedaço de carne na arena para ver alguns tigres brigarem até a morte pela recompensa.

Ao que tudo indica, Ronaldinho ainda tem mercado. Apesar deste final vertiginoso, seu nome vende camisa, atrai público e paixões. Principalmente em mercados emergentes como os Estados Unidos e Índia, que já contam com vários veteranos. Contudo, não seria impossível vê-lo vestir a camisa de mais um clube brasileiro.

Fico triste ao te ver assim, Ronaldinho. 
Mas guardo na memória, com carinho, as alegrias que um dia você proporcionou a todo apaixonado, a todo doente por futebol.

Teu sorriso jamais será esquecido.

https://www.youtube.com/watch?v=75hQcTzp2gA

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Natural de Belo Horizonte. Torcedor do Cruzeiro e da Juventus. Um Doente por Futebol. Desde pequeno um apreciador do esporte mais popular do mundo, preferindo mais em acompanhar do que jogar (principalmente por não ter talento algum com a bola).