Ronaldo: a máquina merengue de marcar gols

 

Desembarcando em Madrid:

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Vice-campeão da Champions com o United, Cristiano Ronaldo desembarcou em Madrid, em meados de 2009 como melhor do Mundo e com a missão de trazer a décima Champions League.

O veloz garoto que havia feito 118 gols em 292 jogos no Manchester dobraria esses números seis temporadas depois, transformando-se em uma máquina de marcar gols e um jogador excepcionalmente completo.

Nos 3×2 sobre o Deportivo, Cristiano Ronaldo se apresentou para o Bernabéu marcando gol, situação que se repetiu seis vezes nos quatro jogos seguintes. Sob a batuta de Manuel Pellegrini, Cristiano marcou 10 gols em seus 10 primeiros jogos vestindo branco. O camisa sete faria 10 gols nos 20 primeiros jogos, perdendo apenas dois (para Barcelona e Lyon) e presenciando a eliminação em Madrid para os Franceses.

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Sem títulos, Cristiano encerrou sua primeira temporada em Madrid com 33 gols em 35 jogos (só não marcou em 12), com direito a 8 dobletes e um hat-trick nos 2.920 minutos jogados em 2009-2010.

https://www.youtube.com/watch?v=mNWhxhNlNyE

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Special One e CR7: dupla portuguesa para resgatar os títulos do Real

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Para 2010-2011, José Mourinho chegou com a mesma obrigação de Ronaldo e outros: vencer a Champions. Ele era o então campeão e profundo conhecedor da competição. Com Mou, Cristiano demorou quatro jogos para marcar e, assim como na primeira temporada, seu tento foi de pênalti, frente ao Espanyol, no Bernabéu. Depois disso, foram mais dois jogos de jejum até embalar uma sequência de 9 gols em 5 partidas.

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Porém, como em 2009-2010, o Barça foi a pedra no sapato de Cristiano. Nos 7 confrontos nas duas primeiras temporadas, o Real acumulou 1 vitória, 4 derrotas e 2 empates, com apenas 2 gols do craque madridista. Mesmo sem triunfar contra o grande rival, Ronaldo seguia marcando (e muito). Em uma sequência de 10 jogos, fez 19 gols.

Após um 5×0 no Camp Nou e uma eliminação na Champions, o Barcelona estava entalado na garganta de CR7. Foi então que o craque do Madrid marcou na final da Copa do Rey, quebrou o tabu e ainda garantiu o primeiro troféu vestido de branco. Ao todo, 53 gols em 54 partidas, 4.619 minutos jogados na temporada 2010-11, com 9 dobletes e 7 hat-tricks.

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Título Espanhol e mais gols do que jogos disputados:

Com Mou e um time mais maduro, Cristiano largou marcando na final da Supercopa da Espanha 2011, mas não levou – o título ficou outra vez nas mãos do Barcelona. Já o início de Liga foi avassalador: 3 gols logo na primeira rodada e promessa de Real forte na briga pela taça. Ronaldo teve dois jejuns de 3 jogos sem marcar, com um hat-trick entre eles (contra o Rayo).

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O Barça voltaria a derrubar o Real de Ronaldo, desta vez na semifinal da Copa do Rey, com um gol do camisa sete nos dois jogos. Fora da Copa, o Madrid de Mourinho podia concentrar forças na Liga. Cristiano completou uma sequência de 18 partidas disputando os noventa minutos, marcando 22 gols.

Na Liga dos 100 pontos e dos 120 gols, Cristiano conduziu o Madrid ao título, com o inesquecível triunfo no Camp Nou no qual o gesto de “calma, calma” foi eternizado. Entretanto, o Madrid ficou na semifinal da Champions: os dois gols de CR7 não foram suficientes para evitar os pênaltis, e o clube caiu diante do Bayern de Munique.

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Em 2011-2012, Cristiano esteve em campo em 55 partidas, totalizando 4872 minutos jogados (foi a temporada em que mais jogou), marcou 60 gols, com direito a 9 dobletes e 7 hat-tricks, e o Real conquistou o título espanhol. Para imortalizar seu nome definitivamente com a camisa branca, faltava apenas o tão perseguido título da Champions, La Décima.

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A última chance de Mourinho:

Já em 2012-2013, Mourinho ganhou uma “terceira vida” no “jogo” de Florentino Pérez. A obsessão do cartola em vencer a décima era tamanha que até os dois fracassos de Mourinho – que ele julgava ser o mais capacitado para vencer a competição – seriam perdoados.

A quarta temporada de Cristiano no Madrid começou com o título da Supercopa da Espanha, vencido em dois jogos contra o Barça, uma vitória e uma derrota, com dois gols de Cristiano. Na Liga, o time demorou três rodadas para vencer, com dois gols de CR7 nos 3×0 sobre o Granada. Na Champions, Cristiano largaria insano, com 6 gols em 6 jogos contra Ajax, City e Dortmund.

O terceiro clássico da temporada teve dois gols de Ronaldo no Camp Nou, o primeiro doblete do craque contra o Barça.

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Cristiano chegou a embalar uma série de 14 gols em 8 jogos. Entre vários tropeços que foram inviabilizando o título na Espanha, o Madrid encontrou o United nas oitavas da Champions e Cristiano voltou ao Old Trafford, onde marcou o gol da classificação madridista, segundo na série de jogos contra os ingleses.

Com confiança, Ronaldo marcou mais três nos confrontos contra o Galatasaray e colocou o Real na semifinal da Champions. Na Copa do Rei, novo doblete contra o Barça, mas desta vez por uma semifinal. Seus gols foram providenciais para eliminar o time de Messi e Guardiola e levar o time à final do torneio. Antes disso, uma triste passagem por Dortmund, onde CR7 até marcou, mas não evitou os 4×1 para o Borussia, que praticamente eliminou o Real da Champions – o que se confirmou mesmo com os 2×0 do Bernabéu.

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Restava a Copa do Rey para salvar o último ano de Mourinho. Contra o Atlético de Madrid, time que se aproximou muito do Barcelona no quesito “rivalidade competitiva”, Cristiano até abriu o placar na grande final, mas não pode fazer muito frente à virada do sólido time de Simeone.

Expulso, CR7 viu o título do Atlético dentro do Bernabéu. Eles se reencontrariam no fim da temporada seguinte.

Cristiano terminou 2012-2013 com 55 gols em 55 jogos, 4.632 minutos jogados, 10 dobletes e cinco hat-tricks, dois a menos que nas duas últimas temporadas.

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Cumplicidade com Carletto e La Décima no horizonte:

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Sem Mourinho, Carlo Ancelotti, outro especialista em Champions, chegou para 2013-2014 com a mesma missão: vencê-la. De início, não se sabia, mas Ronaldo construiria laços muito fortes com o italiano, que trouxe paz e tranquilidade a um vestiário devastado pelo ego de José Mourinho.

Com um novo abrigo tático, mais livre e próximo do gol, Cristiano foi letal. O português demorou dois jogos para balançar as redes, mas quando começou… foram 9 em uma sequência de 5 jogos!

Na Champions, mesmos números: 9 tentos em 5 partidas (recorde em uma primeira fase). Contra o Schalke, nas oitavas da Champions, foram 4 de 9 do então melhor do mundo em dois jogos.

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O troféu, que voltou às mãos de CR7 após quatro anos, trouxe confiança ao astro, que seguiu atrás de gols e mais gols. Na Champions, marcou contra o Borussia nas quartas e duas vezes contra o Bayern na semifinal, batendo o recorde de gols em uma só edição: 15.

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E o mais importante: após bater na trave por doze anos, o Madrid estava de volta a uma final de Champions League. Sem o título espanhol, CR7 se “contentou” com a artilharia do nacional. Mas, na Copa do Rey, voltou a levantar o caneco, em outra final contra o Barça, só que sem a presença do craque, lesionado. Mesmo assim, Ronaldo foi providencial na semifinal, quando marcou duas vezes frente ao Atlético.

E foi justamente o Atlético de Madrid que o Real encontrou na final da Champions League. O jogo foi duro e quase perdido, mas o tento de Sergio Ramos de cabeça acabou com a força do Atlético.

Na prorrogação, o Real marcou mais três, uma com Cristiano. Enfim campeão da Champions League com o Madrid, CR7 fechou a temporada 2013-14 com dois troféus e 51 gols em 47 jogos, além de 3 hat-tricks e 2 dobletes.

https://www.youtube.com/watch?v=zZH7MuG42f4

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Mais recordes e mais uma bola de ouro

Na temporada seguinte (2014-2015), o Madrid de CR7 estreou vencendo a Supercopa da UEFA, com dois gols dele. Na Supercopa da Espanha, a taça ficou do outro lado de Madrid, com o Atlético. Em La Liga, início avassalador: Cristiano chegou a dezembro com 25 gols em 14 jogos. No Mundial, o melhor do mundo passou em branco, mas levou a taça para casa.

O ano de 2015 começou com Cristiano recebendo sua terceira bola de ouro. O time de Ancelotti, entretanto, declinou, vencendo apenas um dos quatro primeiros jogos do ano, ficou fora da Copa do Rei ainda nas oitavas de final e deixou o Barcelona encostar na liderança. Isso também refletiu em Ronaldo, que passou a marcar menos gols, amargando um jejum de três jogos sem balançar as redes, e viu Messi se aproximar e tirar uma diferença que era quase abissal.

Foto: Facebook Oficial Real Madrid

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O time perdeu a liderança em jogos seguidos para Athletic, Schalke e Barcelona. A relação com a torcida ficou ruim, mas a resposta veio com gols: 5 nos 9×1 sobre o Granada. Contra o Rayo no duelo seguinte, Ronaldo marcou seu gol de número 300 com a camisa do Madrid.

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Nos duros duelos contra o Atlético pela Champions, Cristiano voltou a ser fundamental. Com uma assistência, ele serviu Chicharito no solitário gol do confronto que levou o Real à semifinal.

Sonho da “undécima” vivo, ainda mais quando o sorteio apontou a Juve na semifinal. Em Turim, os italiano endureceram, mas o gol de Cristiano trouxe esperança ao time.

No Bernabéu, o camisa sete voltou a marcar, mas um tento só não foi suficiente frente ao gol de Morata, que levou os italianos à final contra o Barça. Sem título à vista, Cristiano se focou nos gols. Foram três hat-tricks nas quatro últimas rodadas do Espanhol. Contra o Getafe, três gols em 34 minutos.

https://www.youtube.com/watch?v=nQ4yQIGcPb4

Tais números fizeram Ronaldo passar Di Stéfano (307) e se fixar em 2º lugar como maior artilheiro da história do Madrid, com 313 gols em 300 jogos, atrás apenas de Raúl, com 323 em 742. Ronaldo tem média superior a um gol por partida e terminou a temporada 2014/15 com 61 tentos em 54 jogos, a melhor média gols/partida desde que chegou a Madrid.

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A máquina não para: 501 gols na carreira e artilharia máxima da história blanca

 

https://www.youtube.com/watch?v=XXUtCpRTHAI

O garoto que chegou ao Madrid com uma Champions e uma Bola de Ouro, devorou números e recordes em 7 anos na capital espanhola. Voltou a vencer a Champions, foi artilheiro da competição por três vezes, ganhou também o Espanhol, do qual foi artilheiro mais três vezes, e também voltou a ser considerado o melhor do mundo por mais duas vezes.

Ronaldo foi o primeiro jogador do Século XXI a ultrapassar a marca dos 500 gols na carreira:

; Falou em artilharia? Falou em Ronaldo, atualmente o gajo é o maior artilheiro das seguintes competições:

  Será que os inúmeros recordes acima são suficientes para ele? Com certeza não, a máquina de marcar quer sempre mais.

https://www.youtube.com/watch?v=cXOxxVpG8Po

 

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: raimonteiro96@gmail.com