A seleção da Bundesliga 15/16 segundo o Doentes por Futebol

Chega ao fim mais uma temporada da Bundesliga. Como de praxe, selecionamos os melhores da competição. Foi, sem dúvida alguma, a votação mais complicada das três que já fizemos. O nível altíssimo impossibilitou a entrada de vários destaques, e quem ganha com isso é a própria liga. O esquema padrão surgiu de acordo com o número de votos computados e funções estabelecidas pelos atletas. Boa leitura!

Arte: DPF

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A disputa não foi tão acirrada como em 2014/2015. Neuer tornou-se quase unanimidade dentre os votantes. Assim como na temporada anterior, não foi quem mais fez defesas. Contudo, ajudou com liderança, segurança, frieza e intervenções importantes. O camisa 1 sofreu apenas 16 gols, ajudando o Bayern a registrar o menor número de gols sofridos em uma edição da Bundesliga.

Menções honrosas: Roman Bürki (Borussia Dortmund), Bernd Leno (Bayer Leverkusen) e Loris Karius (Mainz 05).

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Jogador fundamental para o esquema tático de Pep Guardiola, Lahm voltou a ser mais utilizado na lateral e, como esperado, deu aula aos mais novos. Concedeu profundidade quando o time precisou e, acima de qualquer coisa, foi a cabeça pensante em vários momentos de saída de bola. Jogador completo e extremamente querido. Sua melhor atuação ocorreu na vitória sobre o Ingolstadt.

Menções honrosas: Mitchell Weiser (Hertha Berlin) e Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund).

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Impressiona pelo porte físico, poder antecipação e a personalidade de um gigante para um menino de apenas 20 anos de idade. Foi seguro durante toda a temporada e ganhou a vaga de titular absoluto. Muito forte na bola aérea e eficiente nos desarmes. Fez excelentes partidas contra Augsburg, Werder Bremen e Hannover 96.

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Um dos melhores zagueiros do mundo. Apesar da tumultuada saída dos aurinegros, fez uma temporada impecável. Zagueiro clássico, elegante e de ótimo passe. Por mais que o ataque do Borussia tenha vendido manchetes, lá atrás, Hummels foi soberano e deu muita segurança.

Menções honrosas: Andreas Christensen (Borussia Mönchengladbach), Aytaç Sulu (Darmstadt), Jérôme Boateng (Bayern de Munique) e Joël Matip (Schalke 04).

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Jogador versátil e homem de confiança de Pep Guardiola quando o assunto é saída de bola. Foi zagueiro e lateral, funções que exerceu com extrema eficiência. Suas idas ao ataque, fazendo tabelinhas com Douglas Costas, foram fundamentais para o aspecto tático da equipe. Quando não dava profundidade, infiltrava-se como meio-campista. Obteve 95% dos votos.

Menções honrosas: Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund) e Marvin Plattenhardt (Hertha Berlin).

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A grande revelação da temporada. Chegou e assumiu o posto de titular, barrando Sven Bender. Thomas Tuchel apostou no garoto e não se arrependeu. Mesmo sem tanta força física, Julian tem desenvoltura no desarme, leitura de jogo e, através da qualidade que tem no passe, se muito tornou importante na criação aurinegra. Discreto, porém fundamental. Foi hors concours.

>> Leia mais: Weigl é o homem de confiança de Tuchel<<

Menções honrosas: Mahmoud Dahoud (Borussia Mönchengladbach), Arturo Vidal (Bayern de Munique), Johannes Geis (Schalke 04), Max Meyer (Schalke 04), Danny Latza (mainz 05).

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Temporada de afirmação do armênio. Pelo meio, pela ponta, e até mesmo entrando na área como um autêntico centroavante. Sem sombra de dúvidas, o melhor jogador do Borussia na temporada. Jogar pelos lados do campo favoreceu sua entrada em diagonal, visão de jogo e facilidade no momento do passe. Que ano surreal para o outrora contestado camisa 10.

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Chegou sob o olhar desconfiado da torcida, mas logo impressionou com suas arrancadas pela ponta, várias assistências, dribles e golaços. Encaixou-se perfeitamente no esquema, parecia ser jogador do Bayern há anos. Se era de velocidade e profundidade que Guardiola queria seu time, o brasileiro foi exatamente o jogador certo para exercer tal função. Temporada fantástica.

Menções honrosas: Raffael (Borussia Mönchengladbach), Marco Reus (Borussia Dortmund), Leroy Sané (Schalke 04), Karim Bellarabi (Bayer Leverkusen), Salomon Kalou (Hertha Berlin), Julian Brandt (Bayer Leverkusen), Lars Stindl (Borussia Mönchengladbach), Vladimír Darida (Hertha Berlin), e Lewis Holtby (Hamburgo).

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Tem cheiro de gol, matador. Aubameyang movimentou-se incessantemente, dando opções aos companheiros. Começou a temporada de maneira avassaladora, mas depois, como é normal, oscilou. A bola de segurança dos aurinegros não decepcionou a muralha amarela, tampouco os que apenas apreciam o bom futebol.

Arte: DPF

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Há como esquecer os cinco gols que ele fez contra o Wolfsburg? Um dos melhores centroavantes do mundo – para muitos, o melhor. Temporada assustadora deste polonês bom de bola. Desde a temporada 1976/1977 um jogador não alcançava a marca dos 30 gols no ano – à época, Dieter Müller fez 34 pelo Colônia. Ah, mas qualquer um jogaria bem no Bayern. Será mesmo? Lewangol foi mortal dentro da área.

Menções honrosas: Chicharito Hernández (Bayer Leverkusen), Anthony Modeste (Colônia) e Claudio Pizarro (Werder Bremen)

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A disputa com Mkhitaryan foi boa, mas o que prevaleceu no momento de escolher o melhor do campeonato foi a regularidade. Müller é o jogador mais influente do Bayern. Não é tão letal quanto Lewandowski, porém seu instinto goleador sempre esteve em evidência, mesmo para um meia-atacante – principalmente, nos momentos decisivos. Pode não distribuir tantas assistências, mas assista aos gols do Bayern e perceba: a bola quase sempre parte dele. Na ponta ou pelo meio, Müller desempenhou de forma exemplar as funções designadas por Guardiola.

Menções honrosas: Henrikh Mkhitaryan (Borussia Dortmund) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique).

TUCHEL

Foto: Reprodução/BVB.de

Teve a espinhosa missão de substituir Jürgen Klopp. Indo além, de restaurar o jogo coletivo do Dortmund. Conseguiu. A equipe de Tuchel é mais incisiva, vertical e leve. Thomas usou e abusou das variações táticas – até mesmo com os famosos 3 zagueiros. O Borussia Dortmund foi a equipe que realmente jogou bonito.

Menções honrosas: Pep Guardiola (Bayern de Munique), Martin Schmidt (Mainz 05), André Schubert (Borussia Mönchengladbach), Roger Scmidt (Bayer Leverkusen) e Ralph Hasenhüttl (Ingolstadt).

REVELACAO
Perto da unanimidade, Weigl “disputou” o posto de revelação da Bundesliga com Mahmoud Dahoud, do Borussia Mönchengladbach. Sua serenidade aliada ao futebol refinado foram fundamentais para a escolha.

Golaço do Campeonato: Robert Lewandowski vs Wolfsburg

Seleção formada. Gostou dela? Sinta-se livre para inserir outros nomes e fomentar debate.

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Votantes:

 

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