O caminho do Real Madrid até a final da Champions 15/16

O Real Madrid viveu uma dura transição na arrancada da Champions League. Do multicampeão e bem quisto no vestiário Ancelotti, ao muito contestado Rafa Benítez. Do mercado, voltaram Casemiro e Lucas Vazquez dos empréstimos com multa, foram contratados Kiko Casilla, Danilo e Kovacic. Participação tímida de um dos maiores protagonistas das janelas europeias. Porque havia uma base mantida.

O novo comandante desenhou um 4-2-3-1, inutilizado em Madrid desde a era Mourinho. Modric e Kroos na dupla de volantes, Bale no centro da linha de três, com Cristiano e Isco/James abertos e Benzema avançado. Marcação falha, que fizeram com que o Shakhtar incomodasse. Com Kovacic no lugar do Bale após lesão, duas linhas de quatro mais bem postadas. Três gols de Cristiano e um de Benzema no primeiro triunfo.

O 4-4-2 contra o Shakhtar -Reprodução: EI Maxx

O 4-4-2 contra o Shakhtar -Reprodução: EI Maxx

Contra o Malmo, mudanças forçadas por lesão e visando descanso: Nacho e Varane na zaga, Arbeloa na esquerda, Casemiro com Kroos e Kovacic no centro, Isco com Cristiano e Benzema na frente. 4-3-3. Vitória tranquila, mas sem jogar tão bem. Dois de Cristiano Ronaldo.

Pressão no campo de ataque contra o Malmo - Reprodução: EI Maxx

Pressão no campo de ataque contra o Malmo – Reprodução: EI Maxx

Em Paris, manutenção do 4-3-3. Sem Bale e Benzema, Lucas Vazquez e Jesé com Cristiano na referência. Solidificação de Casemiro no centro do campo. Empate por zero a zero com bons trechos de domínio madridista durante o jogo.

Na visita parisiense a Madrid, inversão no panorama em relação ao jogo da ida. Pressão do PSG com alta intensidade e muitas chances de gol. Sem Benzema e Bale outra vez, Nacho foi o artilheiro da partida. Vitória magra do Real de Benítez, dominado em casa.

Kroos mais avançado no jogo contra o PSG - Reprodução: EI Maxx

Kroos mais avançado no jogo contra o PSG – Reprodução: EI Maxx

Benitez seguiu rotacionando. Na visita a Ucrânia, Casillas no gol, Pepe ao lado de Varane na zaga, Nacho na esquerda, Kovacic no meio e Bale de volta ao ataque. Dois de Ronaldo, um de Modric e um Carvajal. Quatro gols em setenta minutos de uma boa atuação. Apagão com três tentos do Shakhtar em onze minutos, mas ainda assim, vitória do Madrid.

https://www.youtube.com/watch?v=u6T_OlVHpco

Na visita do Malmo ao Bernabéu, Benítez não contou com oito titulares desde o começo, por diversos motivos. Contudo, Cristiano Ronaldo estava lá. Quatro gols do Português, três de Benzema com mais um do jovem promissor Kovacic. Oito a zero. Melhor campanha da primeira fase.

Benitez caiu, Zidane assumiu e o sorteio mandou o Madrid a Roma nas oitavas. Sem Bale, o francês relembrou os tempos de Ancelotti, montando duas linhas com James e Isco abertos, Modric e Kroos por dentro com Cristiano avançado ao lado de Benzema. Um golaço do português e um tento de Jesé.

O 4-4-2 de Zizou na Itália - Reprodução: EI Maxx

O 4-4-2 de Zizou na Itália – Reprodução: EI Maxx

Vantagem administrada no Bernabéu. Outra vez sem Benzema, James foi escolhido para o trio de frente com Bale e Cristiano. No meio, a trinca preferida de Zizou: Casemiro, Kroos e Modric. Mais um do português, com outro de James para carimbar a vaga as quartas. O Madrid de Zidane era mais vistoso.

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Mas foi surpreendido em Wolfsburg. Com o onze de gala, tendo Danilo na vaga de Carvajal, o Madrid não apareceu para o jogo na Alemanha.

Atuações abaixo do trio BBC, gols de Ricardo Rodriguez e Arnold e obrigação de remontada no Bernabéu.

Sem problema, porque Cristiano Ronaldo estava lá. Com Carvajal de volta, autor da assistência do primeiro gol, o maior artilheiro da história da Champions marcou três, numa noite onde o Madrid teve a alma e o espirito necessários para chegar a uma semifinal europeia.

Pressão total do Madrid contra o Wolfsburg - Reprodução: EI Maxx

Pressão total do Madrid contra o Wolfsburg – Reprodução: EI Maxx

Em Manchester, o Real sofreu com a ausência de Cristiano Ronaldo. Não houve poder de fogo, embora Kroos e Modric tenham conduzido o time de forma magistral. De toda forma, o time não foi ferido para a volta no Bernabéu.

O 4-3-3 do Madrid na ida da semifinal - Reprodução: EI Maxx

O 4-3-3 do Madrid na ida da semifinal – Reprodução: EI Maxx

Com Cristiano, mas sem Casemiro e Benzema, novo recital de Kroos e Modric. O dupla de meio campistas conduziu o time de forma intensa nos passes e nos movimentos. Na frente, o gol de Bale definiu, sem sofrimentos apesar da vitória magra, mais uma final para o Madrid.

Saída rápida do Madrid, para evitar a pressão do City Reprodução: BT Sport

Saída rápida do Madrid, para evitar a pressão do City Reprodução: BT Sport

O Real Madrid está em Milão. Em seus doze jogos, os madridistas triunfaram nove vezes, empataram duas e perderam apenas uma. Foram vinte e sete gols marcados e apenas cinco sofridos – nenhum deles em casa.

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Chegam conduzidos por Cristiano Ronaldo, autor de dezesseis gols em onze jogos e sob a batuta de Zidane, o técnico que mexeu onde parecia obvio, mas também conseguiu reerguer o vestiário.

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: raimonteiro96@gmail.com