Um raio cai, sim, duas vezes no mesmo lugar

  • por Lulu
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"É o momento de pensar. O que vou dizer aos torcedores? Que a única maneira de seguir insistindo é trabalhando. Mas é um momento de pensar de minha parte", comentou Diego Simeone | Foto: Atlético de Madrid (site oficial)

Foto: Atlético de Madrid (site oficial)

“É o momento de pensar. O que vou dizer aos torcedores? Que a única maneira de seguir insistindo é trabalhando. Mas é um momento de pensar de minha parte”.

A máxima “jogou como nunca e perdeu como sempre” se fez presente novamente. Às vezes não é a tática, o dedo do treinador, a parte física, o poderio técnico e a destreza individual, mas sim o desiquilíbrio emocional. O nervosismo e o afobamento estão presentes no novo revés do Atlético de Madrid. E no jogo dos detalhes, diferente de quando encarou o Barcelona e o Bayern, o time sucumbiu.

No primeiro tempo Juanfran teve uma atuação lamentável e confundiu raça com intimidação, partindo pra truculência descabida. Foi assim que surgiu o gol do Real Madrid, graças a uma falta desnecessária do lateral direito. Aí quis o destino que Bale raspando de cabeça em jogada ensaiada e Sergio Ramos, voltassem a assombrar o rival, justo em cima do zagueiro Savic, que tomou o lugar de José Giménez devido a péssima atuação do uruguaio no jogo derradeiro das semifinais.

No segundo tempo, após bela cavadinha de Gabi, que jogou muito, Juanfran melhorou e foi o autor da assistência para o gol de Carrasco, que desmantelou Danilo e entrou como um diferencial agudo nas investidas ofensivas do time de Simeone. Porém, o lateral direito do Atlético pecou no momento da decisão por pênaltis. Não por ter perdido o seu, faz parte, acontece. Mas sim por ter se precipitado.

Pois mal posicionou a bola e já foi chutando, sem respirar, encarar Keylor Navas e entender melhor a importância da situação. Quis tirar logo o peso das costas e pôs em si o estigma da derrota.

Assim como Griezmann. O francês até fez uma partida razoável, diferente de Fernando Torres. Com calma e personalidade converteu seu pênalti nas cobranças alternadas. No entanto, perdeu um batendo atipicamente no segundo tempo, que poderia ter mudado o rumo da história.

Em suma, o resultado foi justo. O Real e o Atlético alternaram o domínio da partida, criando chances e tornando o duelo parelho. Só que somando as nuances, pendeu para o clube colchonero a infelicidade.

https://www.youtube.com/watch?v=5KOswQSF-mE

Culminada com o gol de Cristiano Ronaldo, que não jogou quase nada no tempo regulamentar e prorrogação, mas consolidou tudo com a precisão que lhe é característica. Ponto final!

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.

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