Atlético Nacional chega à decisão com o melhor futebol da Libertadores

  • por Elcio Mendonça
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Foto: Divulgação/Atlético Nacional - Borja marcou os 4 gols contra o São Paulo na semifinal

Foto: Divulgação/Atl. Nacional – Borja marcou os 4 gols contra o São Paulo na semifinal

Melhor campanha da Libertadores, com nove vitórias, dois empates e uma derrota. Dono do melhor ataque (23 gols) e da defesa menos vazada (5 gols). Time que mais trocou passes no torneio (4615 passes) e o que mais finalizou (72 chutes). Os números mostram que o Atlético Nacional não chegou por acaso à final da competição continental.

Mas, além das estatísticas, o que se viu dentro de campo reforça a qualidade dos colombianos. Os Verdolagas mostraram o futebol mais bonito até o momento na Copa. Um modelo ofensivo e veloz, com ênfase na troca de passes.

O estilo não esconde a influencia de Juan Carlos Osorio, que treinou os alviverdes entre 2012 e 2015, mas há muito do sucessor Reinaldo Rueda na equipe. Rueda, curiosamente, vive a sua primeira experiência à frente de um clube desde 2002. Neste período passou pelos time sub 20 e principal da Colômbia, além de levar Honduras e Equador às Copas de 2010 e 2014, respectivamente.

O Atlético Nacional conseguiu passar sem sustos pela pausa devido à Copa América Centenário. Havia um receio de que o time sofresse um desmanche, mas perdeu apenas os atacantes Ibarbo, que se transferiu para o Panathinaikos, e Copete, contratado pelo Santos.

Por outro lado, reforçou-se muito bem trazendo Borja, artilheiro do Apertura Colombiano pelo modesto Cortuluá. Marcou 19 gols em 22 jogos, se tornando o maior marcador na história da competição. Superou Jackson Martinez, que anotou em 18 tentos com a camisa do Independiente Medellin, em 2009.

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net - Os Verdolagas voltam à final 21 anos após o vice para o Grêmio

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net – Verdolagas voltam à final 21 anos após o vice para o Grêmio

Montado no 4-2-3-1, o Verde Paisa busca um jogo mais vertical, explorando a velocidade dos seus homens de frente. Perez, o volante pela esquerda, é quem costuma fazer transição para o ataque. À frente dele, uma linha com Marlos Moreno, Macnelly Torres e, nos jogos contra o São Paulo, Berrío, que ficou com a vaga de Guerra.

Guerra, inclusive, é o jogador que mais chama a atenção nos Verdolagas. Recuperado de uma pancada no joelho, não foi titular nas duas partidas da semifinal, mas entrou sempre no segundo tempo. Trata-se de um jogador com um excelente passe e muita inteligência. Pode jogar centralizado, como um 10, ou aberto pela direita. Especula-se que ele está na mira de Fluminense, Palmeiras e Santos.

Outro ponto a favor dos colombianos é o fator campo. O Atlético Nacional ganhou os seis jogos que realizou no Atanasio Giradot, palco do jogo decisivo da Libertadores, que poderá dar o segundo título da competição aos alviverdes, campeões em 1989.

Jornalista pós graduado em Gestão Aplicada ao Esporte e um doente por futebol. Trabalha atualmente como gerente executivo de esportes na RedeTV! e já passou por Esporte Interativo, Náutico, Portuguesa e Santo André.

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