A Juventus de Marko Pjaca

  • por Lucas Martins
  • 1 year atrás

As experiências aconteceram de maneira bastante veloz na carreira de Marko Pjaca. Desde a estreia na 1ª divisão croata aos 16 anos, na qual o garoto deu uma assistência, tudo tem sido um turbilhão de novos fatos. Em dois anos ele estaria jogando a fase preliminar da Europa League e guiando seu Lokomotiva Zagreb para altas posições.

Na mesma cidade, mas já no poderoso Dinamo, Marko passou a sobrar na liga nacional antes de somar duas décadas de vida. Veio a seleção, mais poder de decisão na terra natal e uma Euro 2016 de puro destaque. Enfim, após uma guerra civil na Bota, a Juventus e seus 23 milhões de euros garantiram a joia do leste europeu. Correto, lindo, perfeito. Porém, como será a Juve de Pjaca? Não é tão difícil imaginar.

Daniele Bottallo / La Presse 21-07-2016 sport, calcio Juventus - Marko Pjaca firma contratto nella foto: Marko Pjaca, Giuseppe Marotta Daniele Bottallo / La Presse 21-07-2016 sport, football Juventus - Marko Pjaca signs contract in the picture: Marko Pjaca, Giuseppe Marotta

Antes, todavia, é importante conceituar o jogador. Marko Pjaca é um ponta de características clássicas, como a belíssima capacidade no ‘um contra um’ e paixão por ter a linha lateral como referência. Tem explosão, variação de ritmo, absoluta verticalidade, condução de bola boníssima. Drible em espaços curtos ou longos, capacidade de giro e finalização. Contudo, ainda amadurece aspectos e por vezes prende muito a pelota, por exemplo.

https://www.youtube.com/watch?v=HRDtsW808Rs

No 3-5-2 de Allegri, considerando a cautela nas alas (o treinador prefere não ter um homem agudo em cada flanco; e Dani Alves deve jogar quase sempre), o croata teria de atuar no ataque. Basicamente, executando a função de Paulo Dybala. Coisa naturalmente possível, pois Marko gostava de abandonar o flanco para cair por dentro em Zagreb.

>>Leia mais: Enfim, o reconhecimento de Leonardo Bonucci<<

Além disso, possui noção espacial e velocidade de raciocínio necessárias para jogar na faixa mais dura do campo. Ser 2º atacante nesta Juventus é dar opção de passe frequente, receber entre as linhas de marcação adversárias e impor sequência ao jogo rapidamente. Parece simples, mas só Dybala foi capaz de fazê-lo na temporada 2015/16. Sem contar que a provável saída de Paul Pogba soma importância ao ofício.

Atuar ao lado do futuro craque argentino é alternativa, mas mudaria a cara do time. Ambos teriam de fazer tarefas de um camisa 9 em momentos, sendo isso complicado para a dupla. Entretanto, passando ao 4-3-3, surge uma luz. Paulo e Pjaca jogariam abertos, haveria o centroavante típico e o sacrifício estaria na defesa – Allegri já fez algo parecido antes. O novato seria utilizado como mais gosta, totalmente à esquerda; Dybala poderia ter liberdade para tabelar da direita ao centro (o que liberaria o corredor para Daniel Alves); e de resto a equipe encaixaria fluidamente, alterando pouquíssimo a mecânica de Massimiliano. Tal contexto provavelmente não vai aparecer nos maiores duelos, até pela ausência dos três zagueiros, mas aos poucos pode ganhar voz.

POSICIONAMENTO 1

Time ainda fictício, com Higuaín; equipe mais provável, no 4-3-3 | Clique e amplie

Um 4-3-1-2 tendo Pjaca e um 9 à frente, com Dybala atrás do dueto, é outra opção. Seja como for, a questão chave é que o novo reforço realmente agregará. O leque bianconero se alarga, há maior repertório. O adeus de Juan Cuadrado deixou um buraco, era o colombiano o fator imprevisível juventino – também pela magia individual. Agora a saudade tende a sumir. Se Pjaca vai render ou não é história, ninguém tem bola de cristal. Mas pela ótica da Juventus, esta era a contratação ideal. Isso nem um futuro fracasso poderá apagar.

Comentários

2000. Um doente por futebol que busca insistentemente entender esse jogo magnífico de forma completa - claro, sem sucesso.