Neymar e o peso de ser “o cara” nos Jogos Olímpicos

  • por Elcio Mendonça
  • 1 year atrás
Foto: Rafael Ribeiro/CBF - Neymar seguirá como o capitão nos Jogos Olímpicos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF – Neymar seguirá como o capitão nos Jogos Olímpicos

O Brasil é um país capaz de transformar uma competição de categoria de base em uma obsessão. A tal busca pelo inédito ouro, mesmo que em um torneio sub 23, será a tônica do futebol masculino nos Jogos Olímpicos.

Tanto que a CBF não poupou esforços para chegar com força total no Rio 2016. Abriu mão de ter Neymar na Copa América Centenário para contar com o atacante do Barcelona nas Olimpíadas. Fez lobby para os clubes europeus liberarem atletas, assim como pressionou os times nacionais, mesmo sem o Brasileirão parar durante o torneio.

A Canarinho chega forte, praticamente com força total, principalmente em comparação aos principais concorrentes, que sofreram com os vetos da equipes do Velho Continente. Como não se trata de uma competição da FIFA, não há a obrigatoriedade de liberar os atletas, mesmo os menores de 23 anos.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF - Ta favorável! Micale contará quase com força máxima

Foto: Rafael Ribeiro/CBF – Ta favorável! Micale contará quase com força máxima

Some isso ao fato do Brasil nunca ter vencido o torneio, jogando em casa e com o fantasma do 7 a 1 batendo à porta. Cenário ideal para uma pressão exagerada. Imagine, então, como será para o camisa 10 do time, “o cara” e capitão, que também esteve presente na última Copa do Mundo.

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Neymar, em condições normais, já é o principal alvo do time. O mais exaltado nas vitórias, mas também o mais criticado nas derrotas. Em um momento de baixa do futebol brasileiro, é normal que seja ainda mais cobrado. Cercado por jovens, terá uma responsabilidade ainda maior com a amarelinha.

Ser o principal nome em uma seleção tem o seu peso, que o digam Messi ou Cristiano Ronaldo. Mas muitas das críticas são válidas. O camisa 10 foi displicente em sua última competição oficial com o Brasil, a Copa América 2015, e não raramente abusa das jogadas individuais, quebrando a harmonia da equipe.

Os Jogos Olímpicos exigirão maturidade do antigo “Menino da Vila”, dentro e fora de campo. Uma boa chance para mostrar que ele poderá liderar a Canarinho no Mundial da Rússia. Com o 10 inspirado, o caminho do ouro, sem dúvida alguma, fica mais fácil.

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Jornalista pós graduado em Gestão Aplicada ao Esporte e um doente por futebol. Trabalha atualmente como gerente executivo de esportes na RedeTV! e já passou por Esporte Interativo, Náutico, Portuguesa e Santo André.