A seleção da Libertadores 2016 segundo o Doentes por Futebol

  • por Lucas Sousa
  • 1 year atrás

A Libertadores 2016 terminou e o Doentes Por Futebol apresenta a nossa seleção da competição. Justamente dominada pelo campeão Atlético Nacional, com nove nomes, o time também conta com jogadores de Independiente Del Valle e São Paulo. E é claro que não nos esquecemos daqueles que fizeram uma ótima Liberta mas não foram os melhores em suas posições, e fizemos as “menções honrosas” para lembrar outras belas participações.

Confira nosso time abaixo:

Franco Armani

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Nove jogos sem sofrer gols, imbatível na fase de grupos e nome chave da melhor defesa da Libertadores, Armani foi um dos destaques da competição. As boas atuações da defesa do Atlético Nacional passaram pela segurança existente no seu gol: um goleiro sempre bem posicionado, de defesas simples e também capaz de lances espetaculares, como as três finalizações seguidas do Rosário Central barradas pelo arqueiro verdolaga, uma das jogadas mais incríveis do torneio. Sem dúvidas Armani está entre os grandes da posição no continente e provou isso fazendo uma ótima Libertadores.

Menção honrosa: Librado Azcona (Independiente Del Valle)

Daniel Bocanegra

Foto: Conmebol/Site oficial

Foto: Conmebol/Site oficial

Algumas vezes discreto outras fundamental, Bocanegra se destacou pela lateral direita do campeão como um jogador versátil, de boa chegada ao ataque e muita qualidade batendo na bola, especialmente nas cobranças de falta. Numa das equipes que mais utilizavam os laterais para atacar, Bocanegra ocupava bastante o flanco direito e contribuía com cruzamentos e chutes de média distância. Sua qualidade na finalização foi comprovada com os dois gols que fez, um de falta e outro em finalização de fora da área.

Menção honrosa: Víctor Salazar (Rosário Central)

Arturo Mina

Foto: Conmebol/Site oficial

Foto: Conmebol/Site oficial

Um dos principais jogadores do Independiente Del Valle, Mina explodiu para a América do Sul nessa Libertadores. Sua velocidade, eficiência nas coberturas e qualidade no jogo aéreo o levaram a titularidade da seleção equatoriana e a ser um dos zagueiros mais cobiçados da América do Sul, procurado por Atlético-MG, Flamengo e contratado pelo River Plate. Apesar da final inconsistente, foi o principal nome da defesa rayada na competição, muitas vezes se multiplicando para cobrir os erros dos companheiros.

Menção honrosa: Alexis Henríquez (Atlético Nacional)

Davinson Sánchez

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Com apenas 20 anos, Sánchez fez uma Libertadores de gente grande. Se destacou pela imposição física e por pressionar sempre seus adversários, não dando tempo para ele continuar o ataque. Formou uma bela dupla de zaga ao lado de Alexis Henríquez, mesclando juventude e experiência. O zagueiro já é membro da seleção principal da Colômbia e recusou uma proposta para jogar no Barcelona B por acreditar que já está apto para voos maiores. Por isso acertou com o Ajax e pode ser um dos próximos jovens talentos revelados para Europa através dos holandeses.

Menção honrosa: Alejandro Donatti (Rosário Central)

Farid Díaz

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

A lateral esquerda do Atlético nacional também esteve bem servida durante a Libertadores com Díaz. Foi uma arma importante da equipe colombiana pelo lado esquerdo quando subia para jogar com os jogadores ofensivos. Também soube explorar muito bem os espaços deixados pelos pontas verdolagas, que saiam do lado para o centro, para ultrapassar com velocidade e fazer cruzamentos. Aos 33 anos, seu vigor físico para atacar e defender chama a atenção, especialmente por ter sido substituído apenas uma vez na atual temporada.

Menção honrosa: Frank Fabbra (Boca Juniors)

Sebastián Pérez

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Pérez fez uma Libertadores espetacular. Foi o melhor volante da posição e, seguramente, um dos melhores jogadores do torneio. Tem velocidade no combate ao adversário, muita qualidade técnica com a bola nos pés, acelera e cadencia o jogo, participa do ataque e entra na área para finalizar. Resumindo, é um meio-campista completo. Fez ótimas partidas contra o São Paulo, na semifinal, mas não teve uma boa exibição na primeira partida da decisão e, suspenso não jogou a volta, o que não diminui a excelente Libertadores do colombiano.

Menção honrosa: Alexander Mejía (Atlético Nacional)

Paulo Henrique Ganso

Foto: São Paulo/Facebook oficial

Foto: São Paulo/Facebook oficial

O grande maestro do São Paulo na Libertadores foi Ganso. Comandou a equipe em diversos jogos, sendo essencial na articulação e construção de jogadas do tricolor. Fez uma partida excepcional contra o Toluca, na goleada por 6 a 0, por exemplo. Quando não esteve em campo, como na semifinal, o time paulista sofreu muito ofensivamente, sem ideias e vivendo de cruzamentos. Por diversos momentos, vimos Ganso controlar o meio-campo como sempre esperamos do camisa 10, que finalmente parece decolar na carreira.

Menção honrosa: Júnior Sornoza (Independiente Del Valle)

Alejandro Guerra

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Alejandro Guerra foi o craque do Atlético Nacional e da Libertadores 2016. Jogador muito acima da média do futebol sul-americano, de qualidade técnica diferenciada, visão de jogo e chegada ao ataque. Guerra comandou as ações ofensivas dos verdolagas com maestria e foi o melhor em campo em diversas oportunidades. Infelizmente não teve muito tempo em campo nos últimos quatro jogos, começando no banco em três ocasiões, mas o nível apresentado nas outras partidas credencia o venezuelano a ser o melhor jogador da competição.

Menção honrosa: Walter Montoya (Rosário Central)

Marlos Moreno

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Atacante muito rápido e do tipo que parte para cima do marcador sem medo, Moreno foi um dos grandes destaques individuais da Libertadores. O jovem de 19 anos chamou a atenção no ótimo ataque verdolaga, brilhando com jogadas individuais e gols. Fez uma primeira fase espetacular, talvez o melhor do torneio nos primeiros seis jogos, e caiu um pouco de rendimento no mata-mata, oscilação normal para um jogador na sua idade. O futebol e a personalidade demonstrada impressionaram Pep Guardiola, que pediu sua contratação para o Manchester City.

Menção honrosa: Bryan Cabezas (Independiente Del Valle)

Jonathan Calleri

Foto: São Paulo/Facebook oficial

Foto: São Paulo/Facebook oficial

Calleri cumpriu as expectativas criadas pela torcida e foi o homem-gol do São Paulo na Libertadores. Foi muito decisivo ao marcar gols importantes na campanha da equipe, especialmente na fase de grupos, contra River Plate e The Strongest, levando o tricolor ao mata-mata. De quebra, deixou seu nome marcado na história da competição e do clube: foi o artilheiro da Libertadores 2016 com nove gols e o maior artilheiro do tricolor em uma única edição do torneio continental.

Menção honrosa: José Angulo (Independiente Del Valle)

Miguel Borja

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Foto: Atlético Nacional/Facebook oficial

Para um jogador que fez apenas quatro jogos na Libertadores ser considerado um dos melhores da competição ele tem que fazer algo muito, muito importante. O atacante Borja fez “apenas” cinco dos seis gols do Atlético Nacional nas últimas quatro e decisivas partidas da Libertadores. Borja teve uma ascensão meteórica até o topo da América como um jogador fundamental na campanha verdolaga. Atuações espetaculares e uma das melhores histórias do futebol em 2016.

Menção honrosa: Marco Rúben (Rosário Central)

Reinaldo Rueda

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

Foto: Atlético Nacional/Site oficial

O grande comandante do time campeão merece ser exaltado. Rueda fez um trabalho fantástico a frente o Atlético Nacional montando uma equipe forte e que joga um futebol bonito. Merece muitos elogios por revelar alguns jovens, como Sánchez e Moreno, e tirar máximo proveito de outros jogadores já experientes, como Guerra e Henríquez. Com essa conquista e, principalmente, pelo belo futebol apresentado pelos colombianos, Rueda se consolida como um dos melhores treinadores do continente.

Menção honrosa: Pablo Repetto (Independiente Del Valle)

Revelação: Miguel Borja

De desconhecido a autor de um dos gols mais importantes da história do Atlético Nacional em poucos meses. Aos 23 anos, Borja é a grande revelação da Libertadores após anotar cinco gols na semifinal e final. Imagina o que ele poderia ter feito se estivesse no elenco desde o início?

Participaram da votação:

Elcio Mendonça

Fernando Carreteiro

Giovani Dalla Valle

Giovanni Ghilardi

José Victor Lima

Lucas Sousa

Rodrigo Bueno (Fox Sports)

Rogerio Bibiano Santos

Tiago Lima Domingos

Comentários

Mineiro e estudante de jornalismo. Admira (quase) tudo que cerca o futebol inglês, não esconde seu apreço por times que jogam no contra-ataque (sim, sou fã do Mourinho) e acha que futebol se discute sim. Também considera que a melhor invenção do homem já ultrapassou os limites do esporte.