Allan, mais um volante de qualidade para a seleção

  • por Lucas Martins
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Maurizio Sarri foi capaz de aliar ordem e caos para brilhar na temporada 2015/16 do Calcio, dentro disso, o brasileiro Allan funcionou como o maior trabalhador nas engrenagens napolitanas. Em todas as facetas, em qualquer situação, o ex-meio-campista do Vasco foi uma carta coringa imprescindível para Sarri. Entretanto, apesar de tamanha entrega, a esperada chamada da seleção brasileira insiste em tardar.

Escalação base do Napoli em sua temporada 15/16

Escalação base do Napoli em sua temporada 15/16

Sucesso em 2015 / 2016:

Allan terminou a última Serie A com três gols e cinco assistências, mas estes números definitivamente não são importantes. Pois o trabalho do volante carioca é muito mais complexo, impossível de caber em algo tão básico. Em resumo, sua função era fazer tudo.

Clique e amplie | Allan executando a saída de bola dos partenopei, com Hamsik marcado

Comandar a saída de bola, oferecer opção de passe, atrair marcação. Invadir a área adversária, tabelar pelo centro, aproximar do lateral-direito. Trocar de posição com o ponta, inverter com o centroavante. Isso apenas ofensivamente, porque defendendo foram outras mil tarefas. Allan recebeu a responsabilidade de ser o compensador geral, o coração que faria do Napoli um conjunto intenso de verdade.

É que na prática quem liderava a saída era Hamsik, por exemplo. Todavia, quando Marek esteve impossibilitado de recuar e qualificar o passe inicial, o brasileiro ex-Udinese cumpriu sem grandes travas.

>>Leia mais: O Napoli de Sarri que encanta um povo<<

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Clique e amplie | Allan troca de posição com Higuaín para atacar o espaço vazio

Allan Marques Loureiro possui entendimento de jogo, é um volante que pensa para executar à sua maneira. Não dá para esperar que, sozinho, ele faça uma equipe vencer os maiores campeonatos. Porém, num contexto minimamente ajustado, o meia mostrou ser um ganho de competitividade claro. Fora isso, a capacidade física do atleta é um ponto descomunal. Há resistência para começar uma jogada, pisar na área oponente, definir o lance e voltar pressionando o adversário. Como se houvessem três ou quatro “Allans” pelo gramado, cobrindo o terreno inteiro entre as intermediárias.

Seleção brasileira é o futuro para Allan:

Tite não convocou o napolitano nesta primeira oportunidade, optando por Paulinho. Chamou quem conhecia pessoalmente, no dia a dia, para certamente encaixar numa função já idealizada pelo treinador. É uma forma de enxergar as coisas, acima de tudo é necessário respeitar as opções do técnico – elas não são por acaso, obviamente.

Haverá mais convocatórias, outras chances de ver Allan vestindo a amarelinha. Porque seu tempo é agora, enquanto permanece no auge. O Brasil não pode se dar ao luxo de perder mais este boníssimo volante.

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2000. Um doente por futebol que busca insistentemente entender esse jogo magnífico de forma completa - claro, sem sucesso.

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