O “dérbi dos dérbis” em Portugal: Sporting x Benfica

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(por Simão Mata)

Sporting Benfica, no estádio Alvalade XXI, num jogo a contar para o campeonato português (jornada 30 de um total de 34). Para o Sporting, já arredado do título nacional, uma vitória representará a possibilidade de chegar ao segundo lugar da Liga Portuguesa. Bem como a sensação de glória por derrotar um eterno rival. Já para o Benfica, uma vitória poderá representar a consolidação do primeiro lugar. E, com isso, a eventual passadeira vermelha para o quarto título consecutivo. O que seria facto histórico no clube das águias.

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Destaques do Sporting

As equipas têm jogado numa organização tática de 4-4-2. Do lado leonino, o avançado holandês Bas Dost é o maior goleador do Campeonato Português. E, a nível europeu, apenas é ultrapassado por Lionel Messi em golos marcados. Dost é, de facto, um avançado temível, rápido, ágil e felino no momento do golo.

 

Nas suas costas, o argentino Alan Ruiz apresenta-se em boa forma. Apagou as dúvidas e reticências que permaneciam sobre ele no início da temporada. Tem marcado ou dado a marcar um bom número de tentos do Sporting nos últimos jogos. Destaque ainda para o extremo direito dos leões, Gelson Martins. Jovem extremo de 21 anos. Veloz no um para um, bom driblador e atualmente a verdadeira “pérola” da formação do Sporting.

 

Encarnados

O Benfica tem o avançado brasileiro Jonas, avançado rápido e imprevisível. A sua imprevisibilidade resume-se a estar completamente “ausente” da partida. E, quando menos se espera, “aparece” e marca o golo da vitória.

 

Ao seu lado no ataque, o grego Kostas Mitroglou apresenta-se como mais um jogador em afirmação plena nesta equipa do Benfica. Um meio campo recheado de bons jogadores. Como Samaris e Pizzi dão retoque a este Benfica auspicioso do tetra. Uma nota para o guardião brasileiro do Benfica, Ederson. Um guarda-redes bastante seguro entre os postes, que tem dado cartas no campeonato português.

 

Comandantes

 

Do lado dos treinadores, a rivalidade é também acirrada. Tendo como arena predileta as conferências de imprensa. Jorge Jesus, do lado do Sporting, antigo treinador do Benfica, é uma personagem polémica no futebol português. Considerado por uns como um “génio da tática e do treino”. E, por outros, como um “incendiador” de conflitos dentro e fora das quatro linhas.

Rui Vitória, que já retirou a conquista de uma Taça de Portugal ao Benfica quando era treinador do Vitória de Guimarães, é um treinador que tem conseguido impor o seu espaço e implementar as suas ideias no clube encarnado. Um treinador aparentemente mais sereno que Jesus. Menos dado a polémicas mediáticas, mas que acaba por refletir alguma insegurança nos momentos cruciais da época.

Um dérbi é sempre um dérbi, com tudo de imprevisível e mágico isso tem. Mas um Sporting Benfica tem sempre algo de mágico em Portugal. Não se resumindo ao “dérbi de Lisboa”. Extravasa muito a capital do País. Percorre Portugal inteira e mundo fora.

Que o jogo seja fantástico e que os adeptos dignifiquem o espetáculo futebolístico.

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