Concachampions 2012/13 – Análise Inicial

  • por Mauricio Fernando
  • 8 Anos atrás

Parece a Liga dos Campeões da Europa, mas não é. Humberto Suazo (Monterrey), Robbie Keane (Los Angeles Galaxy), David Beckham (Los Angeles Galaxy), Landon Donavan (Los Angeles Galaxy), e o herói olímpico Oribe Peralta (Santos Laguna), estrelas que poderiam perfeitamente estar (ou já estiveram) em grandes clubes europeus, desfilam talento nesta competição.

Pouco se divulga ou comenta no Brasil, mas esta semana encerrou-se o 1º turno da Liga dos Campeões da CONCACAF CHAMPIONS LEAGUE – que assim como o calendário europeu de futebol é disputada por temporadas e engloba os clubes filiados a CONCACAF (América do Norte e Central), com o seu vencedor qualificando-se para a disputa do Mundial Interclubes Fifa, tratando-se, neste caso, na competição de clubes mais importante para os clubes das Américas do Norte e Central.

Até 2008, a competição era denominada Copa dos Campeões da CONCACAF, tendo uma variedade de formato ao longo de todos os anos de disputa. A partir de 2008, a confederação organizadora anunciou uma mudança não somente no nome do torneio, mas principalmente na organização do torneio, que passou a ter 24 clubes, que passam por uma Fase Preliminar e posteriormente uma Fase de Grupos, que qualifica as equipes para as Fases Eliminatórias, até que seja conhecido o campeão. Nesta temporada (2012/2013), a CONCACAF reformulou novamente a forma de disputa, eliminando a Fase Preliminar, com os 24 clubes divididos em 8 Grupos, de 3 equipes cada, que dentro dos seus respectivos grupos, fazem jogos de ida e volta, classificando-se o campeão de cada Grupo para as Quartas de final. Outro detalhe importante é que clubes dos Estados Unidos e do México não podem estar no mesmo grupo, não jogando entre si. O emparelhamento dos confrontos a partir das Quartas de final é similar ao da Libertadores da América, com a melhor campanha enfrentando a 8ª melhor campanha e assim sucessivamente. México e Estados Unidos dominantes na competição atualmente, detêm o maior número de participantes na competição (quatro clubes cada).

Disputada desde 1962, a competição já foi vencida por 27 clubes diferentes; destes, 11 clubes venceram mais de 1 vez. Os clubes mexicanos dominam amplamente a competição, com 28 conquistas do torneio, além de 13 vice-campeonatos. Os clubes da Costa Rica possuem 6 títulos e 5 vice-campeonatos.

Os reis da CONCACAF são os mexicanos Cruz Azul (5 vezes campeão e 2 vice-campeonatos) e América (5 vezes campeão), que são seguidos pelo também mexicano Pachuca (4 títulos). Estas equipes constituem nas mais tradicionais da competição. Uma curiosidade interessante, é que desde que a confederação reformulou a disputa, a partir da temporada 2008/2009, somente na temporada 2010/2011, que na final, tivemos um clube fora os mexicanos – o Real Salt Lake – que acabou ficando com o vice-campeonato (derrotado pelo Monterrey).

O atual formato é uma solicitação dos clubes visando obter visibilidade, um menor número de jogos e lucro. O formato anterior era ruim, em especial para os clubes do México e dos Estados Unidos, que possuem as Ligas de maior investimento financeiro. Por outro aspecto, clubes que dificilmente teriam a oportunidade de enfrentar as maiores forças da CONCACAF, tem esta oportunidade, alavancando suas rendas com direitos de arena e afins.

Na atual temporada, ao fim do 1º turno da fase de grupos, o torneio está equilibrado. Equipes como o Olímpia de Honduras, e o Xelajú da Guatemala surpreendem até aqui, e estariam classificados entre os oito primeiros colocados.

As melhores campanhas até o momento, são exatamente a dos três favoritos ao título, Monterrey, Santos Laguna e Los Angeles Galaxy, que merecem maior atenção.

O atual campeão Monterrey, que estará no Mundial Interclubes no fim do ano, venceu os dois jogos, marcou seis gols e ainda não sofreu nenhum. Destaque para o atacante chileno Humberto Suazo.

O Santos Laguna, atual campeão mexicano, e vice campeão da última edição da Concachampions, também venceu suas duas partidas até aqui, com oito gols marcados e um sofrido, destaques para o herói do título olímpico mexicano, Oribe Peralta, artilheiro da última edição, para o experiente goleiro Osvaldo Sanchez, e para o meia Ludueña.

A melhor campanha fica por conta da equipe das estrelas da Concachampions. Duas vitórias, nove gols marcados e dois sofridos, sendo as duas vitórias por goleada. Show dos comandados do experiente Bruce Arena. Beckham dá seu show à parte, dentro e fora de campo é a grande estrela, não só da companhia, que ainda conta com craques do quilate do irlandês Robbie Keane, e do norte americano Landon Donavan. Na última temporada, a equipe parou nas semifinais, mas a torcida e o equipe se fortaleceu, e quem sabe, não poderemos ver o Spice Boy levantar o 1º caneco internacional pelo clube norte-americano?

Completam o grupo dos primeiros colocados, que estariam nas quartas de final, Herediano da Costa Rica, Seattle Sounders, clube norte americano fundado recentemente, e que tem uma torcida bastante atuante, e o Tigres, a mais brasileira das equipes mexicanas, com Edno e Juninho, ambos ex-Botafogo, sendo comandados pelo também brasileiros, Ricardo Ferretti.

As decepções ficam por conta do Real Salt Lake, finalista da temporada 2010-11, e do tradicional Chivas Guardalajara, que estão fora da zona de classificação.

Mas muita coisa ainda tem pra rolar. A fase de grupos termina em outubro, As quartas de final serão disputadas em março de 2013 e as Semifinais e Finais serão disputadas no mês de abril de 2013.

Em quem você aposta? Beckham & Cia. enfim conquistarão o torneio? Opine.

Quer saber mais?

http://www.concacafchampions.com/page/CL/Home/0,,12856,00.html

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21 anos, morador de Maringá-PR. Corintiano de coração, aprendi ainda a ser Liverpool, na Europa. Como Doente por Futebol, acompanho diariamente jogos, jogadores e tudo o que acontece acerca deste apaixonante esporte. Minha função por aqui será de analisar e informar tudo o que rola na América do Sul e no México. Responsável ainda pelas colunas "Craque DPF" e "Futebol na Mídia".

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