Parabéns Nedved

  • por Victor Gandra Quintas
  • 7 Anos atrás

Em 30 de agosto de 1972, na antiga Tchecoslováquia, nascia Pavel Nedved. Para muitos o maior Tcheco da história do Futebol, para outros o sucessor de Masopust. Não importa. Nedved, com sua própria capacidade, escreveu seu nome nas páginas deste esporte sagrado.

Fote: Site oficial da Juventus - Nedved no amistoso entre os ex-jogadores de Juventus e Borussia Dortmund.

Fote: Site oficial da Juventus – Nedved no amistoso entre os ex-jogadores de Juventus e Borussia Dortmund.

Já aos 5 anos demostrava o amor pelo esporte. Assim, seus pais Vaclavu e Anna Nedved inscreveram-no no pequeno time da cidade. Como todo jovem, teve passagem em outros pequenos clubes de sua região, até que aos dezoito anos foi parar onde Masopust fez história: Dukla Praga.

Após um ano foi para o Sparta Praga, onde seu grande talento finalmente o ajudou a disputar títulos, sendo campeão nacional por três vezes. E foi nesta época que a Tchecoslováquia dividiria-se em República Tcheca e Eslováquia.

Fez sua estreia pela República Tcheca 1994, contra a Irlanda, vencendo por 3×1. Depois disso, Nedved viria a se tornar um dos pilares da seleção nacional.

Dois anos depois, disputaria a Eurocopa e marcaria seu primeiro gol, na vitória contra a Itália vice-campeã do mundo. Se não bastasse, a República Tcheca conseguiu a façanha de passar para as fases finais, ultrapassando também a Rússia. Passou por Portugal, França e só parou diante da Alemanha na final. No entanto, foi uma jornada épica para uma seleção ainda jovem nacionalmente, com o jogador atraindo a atenção do mundo, sobretudo da poderosa Lazio, que contava com grandes nomes do futebol na época.

E foi na Itália que Pavel Nedved, o Mago Tcheco, viveu seus melhores anos. Na equipe azul de Roma permaneceu por cinco temporadas, participando de 204 partidas e marcando 54 gols. Conquistou, dentre vários títulos, um Campeonato Italiano, uma Copa dos Campeões e uma Supercopa Européia.

Em 2000 a República Tcheca disputaria sua segunda Eurocopa, com Nedved no comando do time. No entanto, a seleção não conseguiu ter a mesma participação da Eurocopa anterior, tendo somente uma vitória (sobre a Dinamarca), vitória essa que não foi suficiente para avançar às oitavas de final.

No ano seguinte, apesar do crescimento futebolístico, a Lazio atravessava grave crise financeira e Nedved teve que ser negociado. Com propostas de grandes clubes europeus como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão, o Tcheco optou em se transferir para a Juventus de Turim por € 36,6 milhões, tornando-se a 18º maior transação do futebol mundial.

Pavel chegava à Vecchia Signoria para substituir ninguém mais ninguém menos que Zinedine Zidane, que saíra para o Real Madrid naquela temporada. Apesar da pressão que sua chegada exerceria sobre ele, Nedved não decepcionou.

Sua passagem pela Juventus foi a melhor da carreira: 327 partidas, com 50 gols marcados, chegou sendo campeão do Calcio.

Mas foi na temporada seguinte que atingiu seu auge na carreira: em 2002/2003 Nedved ajudou a levar a equipe de Turim à final da Liga do Campeões da Europa contra o Milan, mas infelizmente, por um cartão amarelo na semifinal, ficaria de forma da decisão, onde a equipe milanesa, com atuação inspirada do goleiro Dida, levaria a taça. No entanto, a temporada não foi ruim para o jogador, já que a Juventus levaria o título nacional novamente e Pavel ganharia a Bola de Ouro da Revista France Football.

Outro fator marcante na carreira do jogador foi em 2004. Aos 32 anos, participando das festividades do centenário da FIFA, Pavel Nedved foi considerado, juntamente com Josef Masopust, o maior futebolista Tcheco da história.

Ainda em 2004, participaria de sua terceira e última Eurocopa. O jogador tomara a decisão de abandonar a seleção nacional após o término da competição. Considerada uma das grandes favoritas à conquista do título, a República Tcheca infelizmente cairia diante da Grécia nas semifinais.

Após a Euro, juntamente com Ibrahimovic, Del Piero, Cannavaro e cia, conquistaria o bicampeonato italiano, mas o escândalo de manipulação de resultados fez com que a Juventus perdesse os títulos e caísse para a Serie B do Calcio em 2006.

Neste ano, Nedved foi convencido pelo então treinador da seleção nacional à voltar à equipe para disputa da sua primeira Copa do Mundo com a República Tcheca. A seleção já não possuía o poder dos anos anteriores e acabaria por fracassar, ficando ainda na fase de grupos. Assim, o mago decidira encerrar definitivamente sua carreira na seleção nacional.

Nedved foi um dos jogadores que decidiram permanecer na Juventus após a queda e voltaria à elite na temporada seguinte, sempre com suas qualidades mais marcantes favorecendo o time: a técnica e a raça.

Pavel atuou pela Juventus até 2009, aos 36 anos, quando anunciou sua aposentadoria do futebol profissional. Foi o estrangeiro que mais vestiu a camisa do clube. Seu jogo de despedida foi contra a Lazio, onde a Juventus venceria por 2×0 (O tcheco assistiu para o segundo gol).

Ao final da partida, com uma faixa com os dizeres “Grazie Pavel”, a torcida pode dizer adeus a um de seus maiores ídolos. Figo e Maldini também abandonariam suas carreiras naquele dia.

Nos dias atuais, Nedved é um dos diretores e conselheiro do clube de Turim, cargo que assumiu em 2010.

https://www.youtube.com/watch?v=ztOSmME_Pws

FICHA:

Nome: Pavel Nedved

Nascimento: 30/ago/1972 em Cheb, Tchecoslováquia
Posição: Meia
Site oficial: www.pavelnedved.cz

Clubes: Dukla-CZE (91-92), Sparta Praga-CZE (92-96), Lazio-ITA (19-01) e Juventus-ITA (01-09)
Princiapais Títulos: 3 Campeonatos Tchecos (93, 94, 95) e 1 Copa da República Tcheca (96), 2 Coppa Italia (98,00), 4 Supercopas Italianas (98, 00, 02 e 03), 1 Recopa Europeia (99), 1 Supercopa Europeia (99), 3 Campeonatos Italianos (00, 02, 03) e 1 Campeonato Italiano Serie B (07)

Comentários

Natural de Belo Horizonte. Torcedor do Cruzeiro e da Juventus. Um Doente por Futebol. Desde pequeno um apreciador do esporte mais popular do mundo, preferindo mais em acompanhar do que jogar (principalmente por não ter talento algum com a bola).

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