46 anos do Craque Neto

  • por Mauricio Fernando
  • 7 Anos atrás

Herói? Anti-herói? Cada um tem sua opinião, mas certamente ele é um patrimônio do povo, pela história que fez e vem fazendo, dentro e fora dos campos.

Como jogador, sua carreira começou no Guarani. Por lá se destacou, saiu, voltou, se destacou de novo. Gol de bicicleta em final – pode Arnaldo?. Saiu para o Palmeiras, não foi bem, e em uma troca das mais lembradas da história do futebol brasileiro, foi parar no rival Corinthians. Logo virou herói da massa. Conquistando o que a torcida esperava há anos: o Campeonato Brasileiro, em 1990, primeiro título nacional do timão, com a marca fundamental dele, craque da conquista. Jogou nos quatro grandes do estado de São Paulo, mas isso não diminui o seu status de um dos maiores da história do timão.

Porém, Seleção Brasileira para ele é sinônimo de frustração. Medalha de prata com nas Olimpíadas de Seul/88, foi tido como injustiçado por sua ausência na Copa de 90, momento em que estava no auge. Sebastião Lazaroni preferiu não contar com o craque. Mídia e torcida lamentaram, ele ficou magoado.Ao longo da carreira como jogador, seu nome foi envolvido em algumas polêmicas. Tido como preguiçoso, assume que não corria muito em campo, isso se deve muito ao fato de ter jogado acima do peso durante batante tempo. “Eu era boleiro, não atleta”, costuma dizer. Foi precursor deste “hábito”, que motivou um atrito com Emerson Leão, treinador em sua passagem pelo Palmeiras. As pazes foram feitas recentemente, na televisão. E tem mais. Uma cusparada no árbitro José Aparecido de Oliveira, em 1991, lhe rendeu quatro meses de suspensão.

Sua carreira como jogador terminou relativamente cedo, em 1999, com 33 anos. No ano seguinte iniciou sua nova jornada, estreando como comentarista na Bandeirantes, logo no 1º Mundial de Clubes da FIFA, em 2000, e ele se mostrou pé quente. Timão campeão.

Em 2002 aceitou uma nova tarefa, ser gerente de futebol do Guarani, outro clube em que ele é ídolo. Mas apesar disso, a tarefa não foi nada fácil, devido a uma crise financeira instalada no clube, o que fez com que acabasse saindo do clube no ano seguinte.

Voltou aos comentários na Rede TV!, Record, e, enfim, em 2005, voltou ao Grupo Bandeirantes, onde está até hoje, como comentarista, e agora apresentador. Estilo inconfundível nos comentários, simplicidade, ele sabe como entreter o povo. Reconhece não saber nada de tática, diz que analisa apenas jogos e jogadores. Tem também algumas manias como a de pedir que qualquer jogador que tenha um certo destaque seja convocado para a seleção brasileira. “Sua seleção teria 150 jogadores”, bem define Milton Neves. Milton que, aliás, é companheiro do nosso homenageado nos pós-jogos, em transmissões que garantem boas risadas ao telespectador.

Com fontes privilegiadas nos clubes de São Paulo, especialmente no Corinthians, onde é ídolo, costuma dar “furos jornalísticos”, ou tenta fazê-los, já que nem sempre o que ele diz se concretiza. Mas não podemos deixar de esquecer que ele, em 2009, anunciou, em primeira mão, a vinda de Ronaldo para o Corinthians.

Grandes polêmicas também o rondaram na atual carreira, como o problema com o goleiro Marcos e a recente discussão com Benjamim Back, que pediu demissão da Band, mas acionou o craque por danos morais pelo ocorrido.

Nascido no dia 09 de setembro de 1966, de Santo Antônio de Posse para o Brasil. José Ferreira Neto, ou simplesmente, o Craque Neto, uma das personalidades mais marcantes do nosso futebol. Ídolo no Corinthians e no Guarani, frustrações na seleção, apresentador irreverente e, independente de nossa equipe não concordar com muitos de seus comentários, é inegável reconhecer sua popularidade e grande quantidade de seguidores espalhados pelo Brasil. Amado ou odiado, seria mesmo ele, o comentarista mais comentado do país? Ele é bom “garotinho”?

Parabéns, Neto, pelos seus 46 anos de muita história pra contar!

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21 anos, morador de Maringá-PR. Corintiano de coração, aprendi ainda a ser Liverpool, na Europa. Como Doente por Futebol, acompanho diariamente jogos, jogadores e tudo o que acontece acerca deste apaixonante esporte. Minha função por aqui será de analisar e informar tudo o que rola na América do Sul e no México. Responsável ainda pelas colunas "Craque DPF" e "Futebol na Mídia".

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