A Guerra dos Clones

Genética esportiva de vanguarda favorece o Sport no Brasileirão

 

É possível dizer que, desde o início de 2010, o Sport inaugurou uma nova era no futebol brasileiro. Quando contratou o volante Tobi junto ao São Caetano, o Leão da Ilha passou a contar com um exímio marcador: com sua raça e sua privilegiada condição física, conquistou a torcida do Sport e foi essencial na campanha de 2011, que culminou com o acesso à Série A.

Secretamente, então, iniciou a primeira experiência de clonagem e aprimoramento genético no futebol mundial. Cientistas de ponta trabalharam exaustivamente e desenvolveram a evolução da espécie: Diego Ivo. Dez centímetros a mais, muito mais força física e mais bola no pé, além da mesmíssima disposição para lutar e desarmar adversários – a experiência foi um verdadeiro sucesso.

Mas era necessário mais qualidade. O sistema defensivo melhorou, sobretudo a partir do momento em que o Mestre Obi-Wand Lemos assumiu o controle do clube. Mas ainda faltava qualidade na frente, para criar e concretizar as jogadas. A clonagem havia dado jeito na defesa, mas por que não repeti-la para consertar o ataque? Foi a partir desse raciocínio que a diretoria do Sport decidiu usar de novo do procedimento para reforçar seu elenco, desta vez caprichando ainda mais no acréscimo de técnica e poder de decisão.E eis que surgiu Hugo: a terceira geração, a evolução definitiva. Desde sua estreia, o Sport tem crescido de rendimento e o time passou melhorou muito seu aproveitamento em jogadas ofensivas. Forte fisicamente, briga com os zagueiros e dá bons passes para que a velocidade do ataque seja explorada.

O pior ataque da competição conseguiu fazer três gols nos últimos dois jogos, e o cenário do clube, que era nada animador, hoje já dá mostras de que é possível escapar do rebaixamento. Porém, o nível técnico do time ainda está aquém do esperado. Quantos outros clones serão necessários para salvar o Leão da Série B?

(Pedro Galindo)

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.

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