Il Capitano – O Capitão

  • por Victor Gandra Quintas
  • 8 Anos atrás

Foto: Agência EFE – Premiação de Melhor Jogador do Mundo / 2006.

Em 2006, desacreditada e sem confiança, a Itália conquistava seu tetracampeonato mundial de futebol. Erguendo a taça estava Fabio Cannavaro, um dos maiores zagueiros de sua geração.
O jogador completa hoje 38 anos. Destes, 13 foram dedicados à Azzurra. Cannavaro sempre foi referência no que fazia, apesar da estatura baixa para a posição que ocupava. Desdobrava-se em campo, sempre com bom posicionamento e capacidade de marcação. Demonstrando muita qualidade, o jogador conseguia desarmar seus adversários sem abusar das faltas, mostrando classe e categoria para um jogador de defesa. Assim, na conquista heróica da Itália, Cannavaro pôde formar, com Pirlo e Totti, a espinha dorsal daquela que seria uma campanha extraordinária.

Aquele seria o seu ano, atingindo o auge da sua carreira com o prêmio Bola de Ouro, da France Football, e o Prêmio FIFA de Melhor Jogador do Mundo daquela temporada. Trata-se de um feito primoroso, já que foi o segundo defensor a conquistar o prêmio (antes Lothar Matthäus o recebera em 1991), e o segundo italiano agraciado (Roberto Baggio foi o primeiro em 1993).

Fora da Azzura, Il Capitano começou sua carreira no Napoli, onde esteve por três anos (entre 1992 e 1995). Logo depois se transferiu para o Parma, onde conquistaria seu primeiro título internacional, a Copa Uefa de 1999. Ainda em Parma, foi campeão da Copa da Itália e da Supercopa Italiana. Após passagem sem muito alarde pela Internazionale, chegou à Juventus, onde seria bicampeão do Calcio, porém os títulos foram revogados pela federação pelos escândalos envolvendo manipulação de resultados, fato este que culminou no rebaixamento da Vecchia Signoria para a Serie B.

Com a queda, Cannavaro foi um dos jogadores que decidiram deixar a equipe de Turim, causando a ira de muitos torcedores. Buscou novos ares. Chegou ao Real Madrid com status de estrela mundial, bem no ano da conquista da Copa do Mundo. Na equipe merengue, conquistou o campeonato nacional por duas vezes seguidas e a Supercopa da Espanha.

Após a trajetória no país ibérico, retornou à Juventus com palavras de amor ao clube e querendo ainda mostrar qualidades. Mas, aos 35 anos, pouco mostrou no futebol, inclusive sendo notícia fora das páginas de esportes, quando caiu em exame antidoping em 2009, pois havia tomado uma injeção de cortisona, no dia anterior a uma partida, para evitar uma reação alérgica a uma picada de abelha.

Jogou ainda a Copa do Mundo de 2010, mas o desempenho fraco da seleção, associado à idade avançada de seus jogadores, não permitiu a Cannavaro usufruir de um bom campeonato.

Fato é que Cannavaro, apesar dos problemas no final da carreira, sempre será lembrado como um dos maiores zagueiros da história do futebol, nascido e crescido na escola italiana, com raça e disposição. Merece, acima de tudo, o respeito e os cumprimentos pela bela carreira.

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Natural de Belo Horizonte. Torcedor do Cruzeiro e da Juventus. Um Doente por Futebol. Desde pequeno um apreciador do esporte mais popular do mundo, preferindo mais em acompanhar do que jogar (principalmente por não ter talento algum com a bola).

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