CLÁSSICOS DPF – Botafogo campeão 95

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Na última quarta, Santos e Botafogo se enfrentaram pelo Brasileirão e o Santos levou a melhor com uma boa vitória por 2×0. E sempre que as equipes se enfrentam, os torcedores envolvidos relembram a final polêmica que os times realizaram em 1995.

Se hoje as estrelas são Neymar e Seedorf, historicamente os grandes jogadores destas equipes são Pelé e Garrincha, que foram bem

representados naquela final de 95 por Giovanni e Túlio.Nas semi-finais, o Botafogo superou o Cruzeiro com dois empates (1×1 e 0x0). Já o Santos passou pelo Fluminense. Após perder o jogo de ida por 4×1, conseguiu reverter a vantagem e ganhou o jogo de volta por 5×2.A primeira partida da final, disputada no Maracanã, o Botafogo ganhou por 2×1, com gols de Wilson Gottardo e Túlio, com Giovanni descontando pro Santos. Resultado que foi comemorado até pelos santistas, que tinham certeza que reverteriam o resultado jogando no Pacaembu e com apoio da torcida.O jogo de volta foi disputado no dia 17 de dezembro. O Santos, que tinha os jogadores com cabelos pintados, tomou a iniciativa do duelo, buscando a vitória que lhe valeria o título. O Botafogo, que jogava pelo empate, abriu o placar na primeira chance que teve. Sérgio Manoel bateu uma falta da esquerda em direção à área, Jamir tocou de cabeça e a bola sobrou para Túlio, impedido, chutar de pé esquerdo para o gol. Após o gol, o Santos voltou a pressionar e criou chances que pararam em Vagner. Na mais clara – aos 34 minutos – após cobrança de escanteio o camisa 10 santista perdeu com o gol vazio.
No segundo tempo, o técnico Cabralzinho tirou o meia Robert e colocou o atacante Macedo. Já no primeiro ataque surgiu o gol de empate. Após uma dividida, a bola explodiu nas mãos de Marquinhos Capixaba e a bola sobrou pro meia Marcelo Passos fuzilar o goleiro Wagner. Após o empate o Santos pressionou e acumulou chances. A maioria delas com Marcelo Passos, o melhor santista em campo.

O duelo Marcelo Passos x Wagner voltou a se repetir aos 28 minutos. Em falta na entrada da área, o meia bateu no ângulo para boa defesa do arqueiro botafoguense. Aos 34, o lance que marcou a partida: falta na ponta esquerda. Marcelo Passos cobrou e Camanducaia se antecipou à zaga e cabeceou pro gol, mas aí o árbitro Márcio Resende de Freitas anulou o gol (que fora confirmado pelo bandeirinha, que já havia errado no primeiro tempo) alegando impedimento. O erro da arbitragem não alterou o ritmo da partida e o Santos seguiu pressionando.

Aos 37, Giovanni pegou um rebote e bateu forte para Wagner operar outro de seus milagres na noite. Aos 40, novamente apareceu Wagner, que espalmou outra cobrança de Marcelo Passos. Aos 42, na única chegada do Botafogo, Donizete Pantera – que atuou com uma lesão na Coxa – arrancou pela esquerda e chutou forte, com a bola explodindo na trave.

Aos 47, o juiz encerrou o jogo. A bola histórica ficou com o fanfarrão Túlio, que naquele ano foi o artilheiro da competição com 23 gols, três deles na fase final. O catedrático Paulo Autuori conquistava seu primeiro título de expressão no futebol brasileiro. E o Santos lamentava os erros da arbitragem. Erros que ecoam até hoje.

FICHA TÉCNICA:

Santos: Edinho, Marquinhos Capixaba, Ronaldo, Narciso e Marcos Adriano; Carlinhos, Marcelo Passos, Robert (Macedo) e Giovanni;
Camanducaia e Jamelli. Técnico: Cabralzinho.

Botafogo: Wágner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Moisés); Leandro, Jamir, Beto e
Sérgio Manoel; Donizete e Túlio. Técnico: Paulo Autuori.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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