O renascimento de Andrea Pirlo

  • por Tiago Lima Domingos
  • 8 Anos atrás

 

Certamente, ao ver Andrea Pirlo brilhar com a camisa da Juventus desde agosto de 2011, muita gente se perguntou: como o Milan foi capaz de deixar sair um craque como ele e ver num rival o jogador reencontrar o ótimo e refinado futebol. Pois bem, tentaremos aqui explicar o fato de um jogador tido como “acabado” virar um dos melhores jogadores do mundo novamente.

Não é preciso narrar a passagem grandiosa que teve nos dez anos em Milão. Mas nem tudo foram flores nessa década. Nos últimos três anos de Milan nos habituamos a ver um Pirlo vivendo de raros lampejos e frequentando o departamento médico. As quedas física e, sobretudo, técnica eram notórias. A diferença que fazia em campo não era mais vista e foi aí que o rótulo de “acabado” chegou. O Milan vivia a época de rejuvenescer o elenco. Propôs aos “senadores” (os mais antigos do clube, como Seedorf, Gattuso, Ambrosini e Nesta) a renovação de contrato por um ano. Pirlo não aceitou. Queria renovar por mais três. Todos os outros citados renovaram por mais uma temporada. E a história rossonera terminava ali para Pirlo.

Uma mudança de ares seria o ideal para o jogador voltar a se achar na carreira. Disponível no mercado, e saindo a custo zero, Pirlo ganhou a chance de jogar na Juventus, que apostou no jogador. Na máxima do “quem é bom nunca desaprende”, Antonio Conte armou um time privilegiando o craque do time. E não deu outra. O sucesso não demorou mais que uma rodada. Na estreia da Juve no campeonato de 2011/12, goleada sobre o Parma. Com duas assistências e dono do jogo, você deve adivinhar de quem estamos falando. E o que se viu na sequência do campeonato foi um Pirlo liderando uma nova Juventus à conquista do scudetto invicto. Um dado interessante é que Pirlo está invicto pelo Campeonato Italiano desde outubro de 2010, contando a temporada 2010/11 que fez pelo Milan, a temporada invicta da Juventus em 2011/12 e o começo do atual campeonato, em que o time de Turim se mantém invicto.

Se no Milan, o departamento médico era bastante frequentado, na Juventus mudou. Atuou em 37 das 38 rodadas do Calcio. Melhor jogador do campeonato. Líder de assistências (ao todo foram 13 passes para gol). Renascido, o maestro estava de volta. O futebol agradecia. E quem agradeceu mais ainda foi a seleção italiana, pois o mesmo Pirlo que liderou a Velha Senhora passou a liderar a Itália. Com uma Eurocopa fantástica (melhor em campo em três das seis partidas que disputou), levou a Itália à final da competição. Segundo melhor jogador do torneio, atrás apenas de Andres Iniesta. Era a comprovação do que todos esperavam.

Andrea Pirlo voltou! O futebol voltou a ser mais feliz.

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.

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