O trabalho de Sabella na seleção argentina

  • por Mauricio Fernando
  • 8 Anos atrás

Alejandro Sabella completou ontem a lista de convocação da seleção argentina e, apesar dos bons resultados alcançados até aqui, novas críticas surgiram, algo corriqueiro para os treinadores da albiceleste. A DPF mostra os motivos.

Pois bem, nota-se inicialmente nas listas de “Pachorra” (apelido de Sabella), a presença de alguns jogadores que trabalharam com ele em outras equipes, especialmente no Estudiantes. A crítica realmente tem fundamento, pois jogadores como o meia José Sosa e o zagueiro Leandro Desábato, chamados novamente pelo técnico, não estão a altura da seleção argentina. Porém, há uma certa implicância, tendo em vista que Enzo Perez, Rojo e o próprio Sosa, já vinham sendo chamados pelos selecionadores anteriores, o que denota que não há necessariamente invenção de Sabella.Outra crítica dos argentinos é a ausência do excelente meia Pastore nas convocações. Esta realmente uma grande falha do treinador, que parece ter problemas com o ex-jogador do Huracán.

Carlitos Tevez é outro jogador que tem estado ausente das convocações, preterido pelo palmeirense Barcos, e agora pelo corintiano Martinez, que foi chamado após a contusão de Lavezzi. Apesar de pouco ter feito pela seleção, o atacante do Manchester City tem uma qualidade inegável, superior a dos nomes que vem sendo chamados, porém são tentativas do treinador e por isso podem ser consideradas válidas.

Pesa a favor do treinador os resultados alcançados até aqui. Em análise do blog do futebol argentino no Globo Esporte (http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino), observa-se que o aproveitamento de Sabella no comando técnico até aqui é de 75% (9 vitórias, 2 empates e 1 derrota) – descartados os jogos do Superclássico da Américas, em que só atuam jogadores “locais” – superior ao início de seus antecessores.

O estilo do técnico também não agrada a muita gente, que o acusa de retranqueiro, porém os números também não mostram isso, neste mesmo balanço do GE, é mostrado que nestas doze partidas, a Argentina marcou 29 gols – boa média de 2,41 – com direito a goleadas sobre Chile (4×1 no ano passado) e Equador (4×0) e vitórias que mostram poder ofensivo sobre Brasil (4×3) e Alemanha (3×1). Um grande mérito que pode ser colocado na conta do treinador é o crescimento do rendimento de Lionel Messi na seleção argentina, que muito tem a ver com essa boa média de gols argentina.

Diante da situação apresentada, quem você acha que tem razão: aqueles que criticam o trabalho de Sabella ou aqueles que o enaltecem? Você acredita que com o crescimento de Messi, a seleção argentina pode quebrar o jejum de quase 20 anos sem título relevante?

Opine e veja os convocados da seleção argentina para os jogos contra Uruguai e Chile pelas eliminatórias da Copa de 2014:

Goleiros: Romero (Sampdoria), Andujar (Catania) e Ustari (Boca)

Laterais: Zabaleta (Man City), Campagnaro (Napoli), Peruzzi (Velez), Rojo (Sporting) e Clemente Rodriguez (Boca)

Zagueiros: Garay (Benfica), Federico Fernandez (Napoli), Sebá Dominguez (Velez) e Desábato (Estudiantes)

Volantes: Mascherano (Barcelona), Gago (Valencia), Braña (Estudiantes), Guiñazu (Inter) e Enzo Perez (Benfica)

Meias: Di Maria (Real Madrid), Sosa (Metalist Kharkiv) e Maxi Rodriguez (Newell’s)

Atacantes: Messi (Barcelona), Aguero (Man City), Higuain (Real Madrid), Barcos (Palmeiras) e Martinez (Corinthians)

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21 anos, morador de Maringá-PR. Corintiano de coração, aprendi ainda a ser Liverpool, na Europa. Como Doente por Futebol, acompanho diariamente jogos, jogadores e tudo o que acontece acerca deste apaixonante esporte. Minha função por aqui será de analisar e informar tudo o que rola na América do Sul e no México. Responsável ainda pelas colunas "Craque DPF" e "Futebol na Mídia".

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