Osvaldo x Dagoberto

  • por Bráulio Silva
  • 8 Anos atrás

Dagoberto foi tido como uma das grandes contratações do futebol brasileiro. Numa negociação enrolada que envolveu Atlético-PR, os representantes do jogador e o São Paulo, e que se arrastou por alguns meses, acabou transferindo-se por R$ 5,5 milhões para o tricolor paulista, onde ficou por cinco anos.

Osvaldo era um ilustre desconhecido até um ano atrás. Revelado pelo Fortaleza em 2006, foi vendido pro Al-Ahli-ARS. Depois atuou por empréstimo pelo Braga-POR e pelo Ceará, onde teve certo destaque, mesmo com o time sendo rebaixado. No começo de 2012, foi contratado pelo tricolor por R$ 4,5 milhões.

Em campo todos esperavam muito do atacante paranaense. Rápido, envolvente e com faro de gol. Mas no São Paulo de Muricy, não era isso que se via. Apesar dos títulos de 2007 e 2008, Dagoberto demorou para engatar uma boa sequência. Nessas temporadas ele foi às redes por 14 vezes (sete gols em cada temporada). O que convenhamos é pouco para um atacante.

O cearense chegou ao time do Morumbi, cercado de desconfiança. E nas primeiras oportunidades que teve – ainda com Leão – não foi bem. Com a saída de Leão, Osvaldo permaneceu no banco de reservas, mas começou a ser mais utilizado. E o camisa 17 teve grande participação na recuperação do tricolor, quando a equipe deu uma arrancada no campeonato, com cinco vitórias e um empate nos últimos seis jogos. O atacante já é vice-artilheiro do time na competição – sendo que dos sete gols, quatro foram nos últimos jogos.

Dagoberto ficou cinco anos no Morumbi. Conquistou dois brasileiros e no período marcou 61 gols. Sempre dividiu as opiniões. No fim sua passagem pode ser considerada boa. Porém, um pouco abaixo das expectativas. Já Osvaldo aos poucos vem conquistando seu espaço. Será que ele manterá essa boa fase? Vai firmar seu nome na história do tricolor? Ou no fim terá seu nome igualado a Fernandinho, Marlos e Éder Luís que passaram pelo Morumbi sem deixar saudades?

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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