Paulinho, o Índio da Fiel

  • por Caio Araújo
  • 8 Anos atrás

Ele chegou sem muito alarde ao Corinthians, em 2010, depois de um ótimo Paulistão pelo Bragantino, no qual marcou oito gols. Chegou para uma posição recheada do elenco corintiano, que contava com nomes como Ralf, Elias e Jucilei. Mesmo com a concorrência pesada, foi logo ganhando espaço no time. Sua estreia em jogo oficial foi pela Libertadores, contra o Flamengo, válido pelas oitavas de final – ele já havia atuado em um amistoso contra o Botafogo. Teve atuação discreta e não pôde evitar a eliminação da equipe no torneio continental.

Seu primeiro gol com a camisa corintiana foi no clássico contra o Santos, no Pacaembu, pelo Brasileiro de 2010. O Timão venceu por 4 a 2, e Paulinho foi o autor do quarto gol. Desde então, foram mais 25 gols. Número expressivo para um volante. Apesar de ter como arma principal a chegada ao ataque, Paulinho tem se destacado também por seu vigor físico e sua disciplina tática. Com as saídas de Elias e Jucilei para a Europa, virou titular do time e não demorou para se tornar a principal referência da equipe que foi campeã do Brasileiro e da Libertadores. Com o sucesso em seu clube, logo começou a aparecer nas convocações do técnico Mano Menezes. 

Hoje é um dos nomes incontestáveis para a posição na Seleção. E o assédio da Europa está cada vez maior. A Inter de Milão, que tentou a contratação do volante na última janela de transferências, já deu mostras que fará mais esforços para tentar contar com o jogador após a participação do Corinthians no Mundial de Clubes no Japão. A verdade é que a saída de Paulinho para a Europa cada vez mais se torna inevitável. Uma pena para o futebol brasileiro, mas uma oportunidade de crescimento e evolução para o craque do Timão, que, em pouco mais de um ano e meio, saiu da reserva do Corinthians para chegar à Seleção.

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