117 anos do Flamengo

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 7 Anos atrás

 

No dia 17 de Novembro de 1895 nascia o Flamengo. O Clube, que nasceu voltado apenas para o remo, foi fundado por um grupo de amigos apaixonados pelo esporte, que nem nos seus momentos de maiores devaneios seriam capazes de imaginar que estavam criando não um clube, mas uma força da natureza, uma doença da qual não se cura e nem se busca a cura.

No fim do Século XIX, o esporte mais popular do Rio de Janeiro era o Remo, pouquíssimas pessoas praticavam futebol. Mas já na virada do Século, o futebol tomou de assalto os corações das pessoas e remadores do clube jogavam futebol no Fluminense – fundado em 1902 e como clube de futebol. Por alguns anos isso foi uma tradição no Rio de Janeiro, mas já em 1906 o Flamengo dava seus primeiros passos no esporte mais apaixonante do planeta, mas apenas de forma amistosa e com pouquíssimos registros. Até que em 1911, o Fluminense viu seus principais jogadores entrarem em atrito com a direção e deixarem o clube, ainda sem rumo definido.

Primeiro pensou-se na possibilidade de se filiarem ao Paysandu, depois ao Botafogo, ideias rapidamente descartadas. Até que Borgeth – responsável pelo Departamento de Esportes Terrestres do Flamengo – sugeriu que o clube tivesse um time de futebol para acolher os revoltosos. No dia 24 de Dezembro de 1911, nascia oficialmente o futebol no Flamengo.

O time só entraria em campo oficialmente mais de quatro meses depois, jogo que aplicaria a maior goleada da sua história, 16×2 contra o time da Mangueira.

Mas foi naquele dia, 17/11/1895, que o clube mais amado e odiado de todos os tempos nasceu. Os fundadores resolveram que a data oficial de nascimento seria 15/11/1895, feriado, para que todos os futuros torcedores pudessem celebrar a data de nascimento do clube.

Esses foram os que criaram uma nova força da natureza e nem sequer se deram conta disso: Domingos Marques de Azevedo, Francisco Lucci Cola, Nestor de Barros, Felisberto Cardoso Laport, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, Eduardo Sardinha, Emido José Barbosa, José Félix Cunha Meneses, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo.

Mais de 30 milhões de pessoas – entre eles o autor – agradecem a esses visionários. Muito obrigado!

“Oh, meu Mengão! Eu gosto de você! Quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser Rubro-Negro! Conte comigo, Mengão! Acima de tudo, Rubro Negro!”

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.

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