1972 – A campanha (quase) perfeita

Foto: Schalke 04 - Os Azuis Reais pararam no Bayern em 1972

Foto: Schalke 04 – Os Azuis Reais pararam no Bayern em 1972

Começamos nosso passeio pelo Túnel do Tempo de fracassos do Schalke 04 no longínquo ano de 1972. Naquela época, o time de Gelsenkirchen já tinha atletas como Norbert Nigbur (goleiro), Klaus Fitchel (defensor) e Klaus Fischer (atacante e maior artilheiro da história do clube), ídolos do da equipe de Gelsenkirchen.

Os Azuis Reais tiveram campanha praticamente impecável durante toda temporada, principalmente no 1º turno. Ao término de disputa da metade inicial do torneio, o Schalke liderava a competição com 28 pontos de 34 disputados, três de vantagem para o vice-líder Bayern. Com 14 gols sofridos, a equipe comandada por Ivica Horvat também possuía a defesa menos vazada.

No decorrer do campeonato, o time de Gelsenkirchen conseguiu emendar seis jogos invictos em duas oportunidades. Na primeira vez, entre a 6ª e a 11ª rodada, fez 13 gols e não sofreu nenhum. Porém, na sétima partida, o Schalke tomou sete do Borussia Mönchengladbach.

Alguns triunfos também foram marcantes na campanha Azul Real, como o 5×1 sobre o Hannover (com quatro gols de Fischer), 6×2 sobre o Colônia (com cinco gols de Klaus Scheer) e o magro 1×0 sobre o Bayern.

Porém, as onze rodadas de desfecho da nona edição da Bundesliga foram letais para o Schalke. Nesse período foram somados apenas 14 dos 22 pontos disputados (na época, as vitórias valiam dois pontos). Na mesma série de jogos, o Bayern, principal adversário ao título, conquistou 20 dos 22 pontos. E para ter como parâmetro, o próprio Schalke, nas primeiras 11 rodadas, somou 19 pontos.

Os Azuis Reais ainda mostraram um pouco de força quando venceram o Stuttgart por 2×1 na penúltima rodada. Na ocasião, o Bayern havia derrotado o Borussia Dortmund pelo placar mínimo e obrigou o Schalke a vencer os Suábios, só que o tento que deu a vitória por 2×1 ao time azul saiu apenas aos 45 minutos do 2º tempo, em pênalti convertido por Fischer.

A última rodada estava reservada para um confronto entre bávaros e azuis em Munique, porém, nem deu graça. O Bayern foi para o intervalo com 2×0 de vantagem, sofreu um gol no princípio da etapa complementar, mas fez outros três, fechando a conta em 5×1 e conquistando o terceiro de seus 23 títulos alemães.

Pro Schalke só bastou à lamentação. O time de Gelsenkirchen venceu tanto quanto os bávaros, foi o segundo que menos empatou, teve a melhor defesa, terminou invicto em casa (somou 33 dos 34 pontos disputados), mas pecou longe dela. Oito dos nove tropeços foram fora de casa. Acabou sem o título.

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Uma mistura maluca de pessoa. Academico de jornalismo, catarinense de origens italianas e espanholas, mas apaixonado pela bola que rola na terra da Torre Eiffel e pela gorduchinha que pinta os gramados cheios de chucrute da Alemanha. Não escondo minha preferência por times que tem uniformes nas cores amarelas e pretas, mas sempre com análises bem embasadas... ou não. Mas acima de tudo, sou um Doente Por Futebol.