A final do Mundial Interclubes em 1999

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Hoje o Palmeiras amarga o segundo rebaixamento de sua história. Mas há exatos 13 anos, no dia 30 de novembro de 1999, numa realidade totalmente diferente, o clube alviverde preparava-se para o jogo mais importante dos 85 anos de sua gloriosa história. Depois de conquistar a Libertadores no meio do ano, os palestrinos encarariam o Manchester United de Beckham e cia, em jogo válido pelo Mundial Interclubes.

O clima no Palmeiras era de extrema confiança. O time era forte e tinha totais condições de enfrentar de frente o time britânico. Felipão era considerado o Rei do mata-mata. Era a segunda vez que estava no Estádio Nacional de Tóquio, já que em 1995 ele tinha sido derrotado pelo Ajax, defendendo o Grêmio.

O medo palmeirense residia nos pés de David Beckham. Dele saíam todas as jogadas perigosas do United. Já o Palmeiras apostava nos lances de Alex e na velocidade de Paulo Nunes.

O jogo começou com relativo equilíbrio. As equipes se estudando e a primeira grande chance foi da equipe brasileira. Num contra-ataque, Marcos lançou e a bola chegou até Asprilla, o qual driblou um marcador e serviu Alex, que tentou encobrir o goleiro, mas o gol foi evitado em boa defesa do goleiro. O lance despertou os palmeirenses que criaram mais duas ótimas chances em bolas paradas, com Galeano e Roque Júnior.

Quando o Palmeiras estava melhor em campo, Giggs foi lançado nas costas de Arce, driblou Júnior Baiano e cruzou. Marcos falhou e a bola sobrou para Keane, sem marcação, só empurrar para as redes. O gol assustou o Palmeiras. Dois minutos depois, Butt recebeu na entrada da área e soltou uma bomba que assustou o goleiro Marcos. No finzinho da primeira etapa, Alex cabeceou e a zaga afastou em cima da linha.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou bem melhor. Logo no começo, Asprilla recebeu e chutou pressionado pelo goleiro. Na sequência, Alex recebeu em posição duvidosa e completou para as redes. O bandeira assinalou impedimento.

Com Oséias no lugar de Asprilla, o Palmeiras seguia pressionando. O camisa 10 perdeu duas ótimas oportunidades. Na primeira, ele chutou e a bola passou rente à trave. Na segunda oportunidade, Alex, sem marcação, cabeceou pra fora após ótimo passe de Júnior. O gol palmeirense parecia questão de tempo. O United explorava os contra-ataques que eram sempre bem bloqueados pelo sistema defensivo do time brasileiro.

Já na parte final da partida, após outro escanteio, a bola sobrou pra Oséias que chutou forte, para ótima defesa de Bosnich. Logo depois, Euller foi ao fundo e cruzou para Alex, que bateu travado pela zaga. No escanteio, a bola sobrou na entrada da área. Novamente Alex chutou e o goleiro espalmou.

Dali até o fim do jogo, os ingleses souberam administrar a pressão e o Palmeiras não soube furar o bloqueio dos diabos vermelhos. Era a primeira vez que um time inglês conquistava o Mundial Interclubes. E a terceira vez consecutiva que um brasileiro ficava com o vice (depois de Cruzeiro, em 1997, e Vasco, em 1998).

Ficha técnica:

Palmeiras: Marcos; Arce, Junior Baiano, Roque Junior e Junior; Galeano (Evair), Cesar Sampaio, Zinho e Alex; Paulo Nunes (Euller) e Asprilla (Oséias).

Manchester United: Bosnich; Gary Neville, Stam, Silvestre e Irwin; Butt, Keane e Scholes (Sheringham) ; Beckham, Solskjaer (Yorke) e Giggs.

Gol: Keane, aos 34 minutos do primeiro tempo.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.