A volta do “aposentado” Luca Toni

  • por Tiago Lima Domingos
  • 8 Anos atrás

 

Não sei vocês, mas eu sempre tive admiração por grandes matadores do futebol, mesmo que sem muita técnica. Mário Gomez, Pippo Inzaghi, entre outros. E dentre esses outros se encontra Luca Toni. O italiano campeão do Mundo em 2006 surgiu tarde no mundo do futebol. Vindo a aparecer com sucesso apenas em 2003/2004 quando foi fundamental no acesso do Palermo à série A italiana marcando 30 gols em 45 jogos. Ou seja, apareceu para o mundo do futebol só aos 26 anos de idade.

A partir dessa temporada, Toni só cresceu. Com a subida do Palermo pra primeira divisão anotou mais 20 gols em 35 partidas. Deixava a região da Sicília rumo à Fiorentina com ótima marca no clube rosanero: 50 gols em 80 jogos. A 1ª temporada na Viola foi especialíssima na carreira. Jogou todos os 38 jogos do campeonato, marcando incríveis 31 gols. Chuteira de ouro da Europa em 2006 (foi o 1º italiano a conquistá-la e superou Batistuta que com 26 gols era, ao lado de Kurt Hamrin, o maior goleador do clube numa mesma temporada). Temporada que se encerraria no título mundial na Alemanha, quando Toni foi titular e marcou dois gols nas quartas de final na campanha do tetra italiano. Jogou a temporada seguinte ainda na Viola e anotou mais 16 gols em 29 jogos. Deixava a Itália rumo à Alemanha com 47 gols em 67 jogos na Fiorentina. Bayern de Munique era o destino.

Na Alemanha, viveu outra grande temporada. Logo na estreia no país, anotou 24 gols em 31 jogos da Bundesliga se tornando artilheiro do campeonato. Foi também artilheiro da Copa Uefa com 10 gols em 11 jogos. No total da temporada marcou 39 vezes em 46 partidas. Vinha a temporada 2008/09 e o jogador começava a entrar no declínio da carreira com algumas pequenas lesões. Mas mesmo assim foram 18 gols em 36 jogos. Porém, a partir da temporada 09/10 o declínio se acentuou. No Bayern perdeu espaço, perambulou nesses dois anos e meio entre Roma, Genoa e Juventus. Todos sem sucesso.

Aí veio a “aposentadoria”. Em janeiro de 2012 foi contratado pelo Al Nasr. Já estava com quase 35 anos. O rótulo de aposentado veio logo. Toni não tinha mais físico para jogar em alto nível. A transferência para o Oriente Médio foi vista, e com razão, por meras questões financeiras e não técnicas. Mais seis meses lá. Sete gols em 14 jogos. E ao fim da temporada, rescindiu o contrato.

Era 31 de agosto. A janela se passara e Toni não encontrava clube. Até que no último dia de fechamento do mercado, o velho amor o chamou. A poucas horas do fim da janela a Fiorentina resolveu contratá-lo. Com salário de 500 mil euros anuais, Toni e Fiorentina aceitaram o desafio. E por enquanto vem dando certo. O jogador não é peça-chave da boa campanha do clube no campeonato, mas dá suas contribuições. Alterna entre banco e titulares. Não joga todos os minutos, mas marcou quatro vezes em dez jogos. Toni saiu da fila do INSS para ser importante novamente. Aos 35 anos, podemos dizer que Luca Toni voltou.

 

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.

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