Brasil conquista o heptacampeonato Mundial; Itália fica com o 3° lugar

  • por Alexandre Reis
  • 8 Anos atrás

 

 

Na manhã deste domingo (18), aconteceu o encerramento do Mundial de Futsal da Tailândia 2012. O Brasil conquistou o hepta campeonato (pela FIFUSA em 1982 e 1985 e pela FIFA em 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012). A Itália ficou com o 3° lugar, repetindo o feito do ano passado. A Colômbia, que participou pela primeira vez do Mundial, ficou com o honroso 4°lugar. Perdeu alguma coisa dos jogos? Confira o resumo do que aconteceu:

DISPUTA DO 3° LUGAR: Itália 3-0 Colômbia

Italianos comemoram o 3° lugar depois dos 3-0 ante a Colômbia (Foto: Lars Baron – Getty Images)

Um início de jogo dominante da Itália, mantendo sempre a posse de bola, marcando no seu campo de ataque a saída da Colômbia e assustando com as finalizações de Saad e Merlim. A Colômbia, mais limitada taticamente, se retraiu na defesa e só veio oferecer perigo à meta de Mammarella aos 6 minutos, quando finalizou pela primeira vez. Na segunda metade do primeiro tempo, depois da entrada do quarteto reserva, os italianos perderam um pouco do ritmo e permitiram a ascensão dos colombianos no jogo, que equilibraram a posse de bola e começaram a chutar ao gol com mais frequência, principalmente com Toro e Reyes. Entretanto, o empate sem gols prevaleceu. Um primeiro tempo com muita movimentação, mas fraco em emoções e em qualidade.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, a Itália passou a assustar ainda mais a meta de Lozano, sempre com Saad e Merlim, exigindo do arqueiro colombiano defesas mais plásticas. A entrada de Lima no time italiano manteve a continuidade das finalizações, mas uma Colômbia compacta na quadra defensiva segurou o empate até os 7 minutos, quando após cruzamento de escanteio pela esquerda, Romano acertou um belíssimo voleio e abriu o marcador, sem chances para Lozano. Com o ataque da Colômbia completamente inoperante (finalizou 3 vezes no segundo tempo), bastou a Itália manter a excelente troca de passes e o ótimo posicionamento, visivelmente superiores. Aos 17 minutos, o ótimo goleiro colombiano foi expulso por colocar a mão na bola fora da área e impedir que o jogador italiano progredisse na jogada. Com 1 a menos, a facilidade dos italianos no jogo triplicou, não demorando muito a ampliar. Passados 40 segundos da expulsão de Lozano, Fortino fez 2-0 livre de marcação na pequena área depois de uma rápida troca de passes e a assistência de Lima. Sem esboçar qualquer tipo de reação (bem ao exemplo do jogo contra o Brasil na semifinal), a Colômbia, que pela primeira vez participou de um Mundial, se divertia com as firulas de Reyes. No final e novamente com Fortino – artilheiro da Itália no Mundial com 8 gols, a seleção italiana marcou seu 3° gol nos últimos segundos e ficou com o 3° lugar do Mundial da Tailândia 2012, repetindo o feito de 2008 no Brasil. A estreante Colômbia termina a competição muito bem na 4ª colocação e foi além das expectativas, que apesar da limitação tática mostrou ser uma equipe bastante técnica, se portando relativamente bem contra equipes superiores.Campanhas:Itália: 7 jogos, 6 vitórias (9-1 Austrália, 3-2 Argentina, 5-2 México, 5-1 Egito, 4-3 Portugal e 3-0 Colômbia) e 1 derrota (1-4 Espanha). Fez 30 gols (média de 4,3 gols por partida) e sofreu 13 (média de 1,9 por partida).Colômbia: 7 jogos, 3 vitórias (11-3 Ilhas Salomão, 2-1 Irã e 3-1 Ucrânia) e 4 derrotas (2-5 Guatemala, 0-2 Rússia, 1-3 Brasil e 0-3 Itália). Fez 19 gols (média de 2,7 gols por partida) e sofreu 18 (média de 2,6 gols por partida).
Brasil 3-2 Espanha
FINAL: Brasil 3-2 Espanha

Ari acompanha de perto o reserva Lin (Foto: Lars Baron – Getty Images)

 

Um começo nervoso para as duas seleções, como era de se esperar. O Brasil mantinha a tática de todo início de jogo adiantar a marcação e abafar o toque de bola espanhol, enquanto a Espanha usava Fernandão como pivô para retrair a defensiva brasileira. E funcionou. Depois dos 5 minutos iniciais, mais tranquila e com mais espaços, a seleção espanhola começou a ter uma maior posse de bola (54%) e assustar a meta de Tiago, que fez duas importantes defesas. Com a leve superioridade espanhola, o Brasil aderiu à tática defensiva de jogar sem a bola e esperar o adversário no campo de defesa, sentindo dificuldades, já que não se portou dessa forma durante toda a competição. Com isso, a meta de Juanjo pouco foi ameaçada, com apenas 8 chutes, sendo poucos no gol. A Espanha seguia ameaçando com Fernandão e com descidas rápidas de Ortiz e por muito pouco não abriu o placar.

Na etapa complementar, os papéis se inverteram. A superioridade espanhola no início do jogo se converteu em erros e o time comandado por Lopez Venancio permitiu o crescimento do Brasil no jogo. As finalizações antes escassas foram frequentes, com Neto e Simi. A Espanha, esperando a seleção brasileira na quadra de defesa, pouco assustava com Medelín. Esperou demais. Aos 4 minutos, após cobrança de escanteio, Neto fuzilou de perna esquerda para o gol, sem chances para Juanjo. Com a desvantagem no placar, o equilíbrio veio á tona. O Brasil mantinha o ritmo imposto no início; a Espanha buscava com mais objetividade o ataque, voltando a explorar Fernandão e continuando a acionar Medelín, que aos 10 minutos, após cobrança de falta, exigiu de Tiago uma bela defesa. No rebote, Torras chutou para o gol com o goleiro brasileiro já caído e empatou. E não demoraria muito a virar. Depois da cobrança do lateral pera direita, Alcardo, com falha de Fernandinho, chutou com violência no canto direito de Tiago e colocou a Fúria à frente do placar.

Com dois gols em 1 minuto, o Brasil foi para o tudo ou nada. Aos 13 minutos, Sorato sacou Tiago e colocou Rodrigo como goleiro linha. E funcionou. Novamente com o brilhantismo e o talento de Falcão, o Brasil empatou aos 16 com uma finalização perfeita no ângulo de Juanjo, sem chances de defesa. Com o empate, Espanha e Brasil se acanharam e pouco arriscaram, terminando o tempo normal em 2-2, a exemplo da última final em 2008 contra a mesma Espanha.

Prorrogação, a virada e o título

Neto comemora o gol do título (Foto: Pornchai Kittiwongsakul/AFP)

Tensão. No lado do Brasil, a vontade do reserva Raphael e a tranquilidade do fixo Ari foram fundamentais para o time manter uma boa postura. Pelo lado espanhol, o filme de 2008 parecia reprisar. Por fim, aos 18 minutos, a Espanha comete a 6ª falta. Tiro livre. Rodrigo não aproveita a chance de colocar o Brasil à frente, bate no canto direito do goleiro espanhol e erra. Com o limite de faltas estourado, mais espaços para Fernandinho e Neto surgiram. O primeiro finalizou por cima após passe de Neto. Mas o segundo, não. Com inteira justiça, o gol do título veio a 20 segundos do fim com o melhor jogador da competição: Neto. Foi o tiro no peito dos espanhóis, que não tiveram forças para empatar. O Brasil é pentacampeão mundial da Copa do Mundo FIFA. A Espanha, que foi campeã em 2000 e 2004, agora acumula dois vices, ambos contra a seleção brasileira.
Campanhas: 
Brasil: 7 jogos e 7 vitórias (4-1 Japão, 13-0 Líbia, 3-1 Portugal, 16-0 Panamá, 3-2 Argentina, 3-1 Colômbia e 3-2 Espanha). Fez 45 gols (melhor ataque da competição) e sofreu 7 (2ª melhor defesa, atrás de Rússia).
Espanha: 7 jogos, 5 vitórias (8-3 Panamá, 5-1 Marrocos, 7-1 Tailândia, 3-2 Rússia e 4-1 Itália) e 1 empate (2-2 Irã). Fez 31 gols (média de 4,5 gols por partida) e sofreu 13 (média de 1,9 gols por partida).Premiações individuais:Luva de ouro: Mamarella (Itália)
Chuteira de bronze: Fernandinho, com 7 gols (Brasil)
Chuteira de prata: Fortino, com 8 gols (Itália)
Chuteira de ouro: Éder Lima, com 9 gols (Rússia)
Bola de bronze: Ricardinho (Portugal)
Bola de prata: Kike (Espanha)
Bola de ouro: Neto (Brasil)
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Estudante de Jornalismo, apaixonado por futebol. Seja a final da Copa do Mundo, as semifinais de uma Copa Rural, um jogo da Liga dos Campeões ou eliminatória da 4° divisão de algum campeonato amador do interior.

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