CLÁSSICOS DPF – O Dia que o Papão calou a Bombonera

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Na última semana, o Paysandu conseguiu o acesso para a segunda divisão do Brasileirão. Para homenageá-los, a DPF relembra o dia da maior glória do Papão da Curuzu. O dia que o Paysandu foi até La Bombonera e venceu por 1-0 o Boca Juniors, gol de Iarley.

O Paysandu já havia surpreendido ao conseguir uma vaga a Libertadores de 2003, através da extinta Copa dos Campeões. Jogando a maioria dos jogos no Mangueirão, o Papão enfrentou na primeira fase: Fluminense, Corinthians e Náutico. Nas quartas de final, eliminou o Bahia. Na semifinal, o Palmeiras.

A final, contra o Cruzeiro, foi disputada em dois jogos. Na primeira partida, no Mangueirão, vitória dos mineiros por 2-1. No segundo jogo, no estádio do Castelão, vitória do Papão por 4-3. A decisão foi para os pênaltis e os paraenses levaram a melhor, ganhando por 3-0 e conquistando a inédita vaga para a Libertadores de 2003.

Na Libertadores, como cabeça de chave do Grupo 2, os paraenses fizeram uma excelente campanha. Nos seis jogos iniciais, foram quatro vitórias e dois empates, com direito a uma goleada histórica de 6-2 em cima do Cerro Portenho, na casa do adversário.

Nas oitavas, duelo diante do temido Boca Juniors. E todos diziam que o Papão iria sucumbir diante da pressão da Bombonera.

Artilheiro da competição até então, o experiente Robgol causava preocupações ao time de Carlos Bianchi. Não por acaso foi provocado ao extremo e, aos 21 do primeiro tempo, foi expulso junto com o lateral Rodriguez.

Antes disso, o Papão já havia conquistado boa chance com Iarley, que parou nas mãos do goleiro Abbondanzieri. O tempo foi passando e os brasileiros resistindo à pressão e assustando os xeneizes nos contra-ataques.

O segundo tempo mal começou e a pressão do Boca foi se intensificando. Aos 10 minutos, o volante Vanderson perdeu a cabeça e deu uma cotovelada em Schelotto. Com um a menos, o Paysandu se fechou ainda mais. Mas aconteceu o que muitos consideravam impossível. O volante Sandro roubou a bola e puxou o contra-ataque. Avançou pelo meio e achou Iarley na esquerda. O atacante invadiu a área do Boca, driblou e bateu de pé direito, abrindo o placar.

O gol diminuiu o ímpeto dos argentinos. Mesmo com o eterno apoio da torcida, o Boca sentiu o gol e pouco criou. Na melhor oportunidade, Schelotto cabeceou para boa defesa do goleiro Ronaldo.

E assim foi até o final. Com o Paysandu resistindo à pressão, calando a Bombonera e entrando para a história. Depois do Santos de Pelé, o Paysandu de Iarley e Vélber bateria o Boca na Bombonera pela Libertadores.

Confira a ficha técnica do jogo histórico:

Boca Juniors 0x1 Paysandu

BOCA JUNIORS
Pato Abbondanzieri; Ibarra (Calvo), Burdisso, Crosa e Rodríguez; Battaglia (Moreno), Cascini, Cagna (Perez) e Donnet; Schelotto e Delgado.
Técnico: Carlos Bianchi

PAYSANDU
Ronaldo; Rodrigo (Gino), Jorginho, Tinho e Luis Fernando; Vanderson, Sandro, Lecheva (Bruno) e Iarley; Vélber (Rogerinho) e Róbson.
Técnico: Dario Pereyra.

Gol: Iarley, aos 22 minutos do segundo tempo.

Vídeo:

Jogo completo:

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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