CLASSICOS DPF – O Grenal do Século

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Sempre que se enfrentam, Grêmio e Inter costumam fazer jogos eletrizantes. Tanto é assim, que o Grenal é considerado por muitos o clássico de maior rivalidade do futebol brasileiro. E certamente um dos m

ais importantes foi disputado em 12 de fevereiro de 89. Jogo que valia a vaga na final do Brasileirão de 88. O jogo que ficou conhecido como o Grenal do Século!Em jogo, um tabu que já durava 12 jogos. O jogo era válido pela semifinal do Brasileirão de 88. Em virtude do calendário apertado, os jogos foram disputados apenas no começo de 89. O Grêmio, nas oitavas de final, eliminou o poderoso Flamengo, com um empate no Olímpico e uma vitória de 1×0 em pleno Maracanã. Já o Inter bateu o Cruzeiro, com empate no Mineirão e vitória em casa por 2×0.Na primeira partida da semi-final disputada no Olímpico, os nervos ficaram à flor da pele. O empate sem gols beneficiava o Inter que tinha melhor campanha durante a competição. Agora atuando no Beira-Rio e com maioria colorada, o Inter jogava por um empate nos 120 minutos (tempo normal e prorrogação).

80 mil pessoas lotaram o Beira-Rio. O mandante era o Inter, logo a maioria era colorada. O Grêmio de Rubens Minelli apostava em Cuca, que vivia grande fase. Já o Inter, do jovem Abel Braga, tinha suas esperanças depositadas na dupla de ataque, Maurício e Nilson.

O jogo começou com o Grêmio melhor, o qual Jogava com inteligência e explorando a velocidade nos contra-ataques. Num deles, o ponta Marcus Vinicius foi lançado nas costas de Luis Carlos Winck e chutou de esquerda, sem chances para o goleiro Taffarel. O gol desestabilizou o Inter, que pouco criava. O tricolor tentou aproveitar e foi acumulando chances que paravam no seguro goleiro colorado.

Ainda no primeiro tempo, o Inter ficou com um a menos. O lateral Casemiro fez falta feia no zagueiro Trasante e acabou expulso. Na sequência o volante Paulo Bonamigo acertou um chutasso de fora da área que explodiu na trave. No finzinho, Cuca e Cristóvão ainda perderam boas chances.

Com um jogador a menos em campo e precisando ao menos do empate, como o Colorado mudaria a partida no segundo tempo?

Logo de cara, o técnico Abelão foi ousado. Trocou o volante Leomir pra colocar o meia-atacante Diego Aguirre. Assim, o Inter conseguiu equilibrar as ações. Aos 16 minutos, o gol de empate. Edu cobrou uma falta na cabeça do centroavante que cabeceou com estilo e decretou igualdade ao marcador.

O gol incendiou o colorado, que passou a pressionar buscando a virada. Aos 25, falta na entrada da área e o lateral Luis Carlos Winck carimbou o travessão de Mazarópi. No minuto seguinte à virada, Maurício fez bela jogada pela ponta direita e cruzou para o artilheiro Nilson. O atacante só empurrou para as redes. Na comemoração, uma provocação aos gremistas, fazendo um “tchauzinho” em direção aos tricolores.

Mesmo apático o Grêmio tentou reagir. Cristóvão ficou cara a cara com Taffarel, mas chutou pra fora. No fim, a última chance veio com uma cabeçada de Serginho que o goleiro espalmou para escanteio.

Com o apito final, veio o alívio colorado, que sofria com um tabu de 12 jogos sem vencer o maior rival. De quebra, conquistou a vaga na final do Brasileirão e se garantiu na Libertadores daquele ano, juntamente com o Bahia.

Ficha Técnica

Internacional 2 x 1 Grêmio
Data: 12/02/1989

Internacional: Taffarel, Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê, Casemiro, Norberto, Leomir (Diego Aguirre), Luis Carlos Martins, Mauricio (Norton), Niilson e Edu Lima.

Grêmio: Mazarópi, Alfinete, Trasante, Luis Eduardo, Airton, Bonamigo, Cuca, Cristóvão, Jorginho (Reinaldo Xavier), Marcos Vinicius e Jorge Veras (Serginho)

Local: Beira-Rio Arbitragem: Arnaldo César Coelho

Gols: Marcos Vinicius para o Grêmio aos 25 do primeiro tempo e Nilson para o Inter aos 16 e aos 26 do segundo tempo.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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