Futebol Arte Marcial – Zidane

  • por Bráulio Silva
  • 8 Anos atrás

Zidane foi um dos grandes gênios do futebol. Poucos desfilaram talento parecido com o dele nos campos mundo a fora. Mas o craque também tinha o pavio curto. Tão curto que o nosso personagem de hoje é um dos poucos a terem no currículo duas expulsões em Copas do Mundo – o outro é o zagueiro camaronês Rigobert Song.

A primeira amostra desse lado explosivo de Zizou apareceu na Copa do Mundo na França, em 1998. Destacado como principal jogador da equipe da casa, o maestro francês, então com 26 anos, fazia uma partida de encher os olhos diante da Arábia Saudita. Mas após um carrinho recebido, Zidane pisou no saudita Fuad Amin. Flagrado pelo juiz, ele foi expulso direto. Com isso pegou dois jogos de suspensão.

Após a suspensão, duas partidas sem brilho contra Itália e Croácia. Mas na final o meia brilhou. Dois gols e o título que cravaram definitivamente seu nome entre os grandes do futebol mundial.

Após a frustrada campanha de 2002, Zidane decidiu aposentar-se dos gramados ao fim da trajetória francesa no Mundial da Alemanha, em 2006. Após um começo vacilante com dois empates, a França venceu a fraca seleção de Togo e avançou ao mata-mata.

Era chegada a hora de Zidane brilhar. E como brilhou! Atuações de encher os olhos contra Espanha (onde fez um dos gols), Brasil e Portugal (outro gol). Assim, carregou os franceses até a decisão. Quer um palco melhor do que a final de uma Copa do Mundo para se despedir dos gramados? E Zidane ainda fez mais. Fez o gol da França que inaugurou o placar.

O jogo foi para a prorrogação. E ali, oito anos após sua expulsão e prestes a se aposentar, novamente o craque perdeu a cabeça. Numa das cenas mais épicas da história do futebol, Zizou caiu na provocação do sempre violento Materazzi e respondeu com uma cabeçada no peito do italiano. O cartão vermelho recebido aos 5 minutos da prorrogação foi a última imagem do francês como jogador profissional.


Comentários

Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.