Lucas, de Cotia até a França

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Por Bráulio Silva e José Eduardo Volpini



Lucas surgiu no São Paulo, em 2010. Ainda com o apelido de Marcelinho, era o camisa 10 do time que conquistou a Copa São Paulo daquele ano. No meio do imbróglio que envolveu a saída de Oscar do clube, Lucas foi preservado junto com Casemiro e ambos alternavam treinos entre os profissionais e jogos com os juniores.

Formado em Cotia, recebeu a primeira oportunidade depois da eliminação da Libertadores e da saída de Ricardo Gomes. Aos poucos, foi entrando no segundo tempo. Num jogo contra o Vasco, teve sua primeira oportunidade como titular. O primeiro gol veio contra o Atlético-MG.

Com 10 jogos entre os profissionais, pediu para abandonar o apelido e jogar com o nome de batismo. “Foi um pedido meu para o clube mudar o nome na camisa e da inscrição do campeonato porque quero que as pessoas comecem a me chamar pelo nome próprio e não pelo apelido. Isso foi incentivado pelos meus pais também, que sempre sonharam em ver o Lucas jogando pelo São Paulo”

Desde então Lucas jogou mais de 120 jogos pelo Tricolor, marcou 32 gols, chegou a seleção, disputou as Olímpiadas e foi vendido por preço recorde para o PSG.

Com dribles rápidos e arrancadas, Lucas, aos poucos, conquistou seu espaço no tricolor. Tornou-se titular absoluto em 2011, ainda mais depois de ter sido – ao lado de Neymar – destaque da seleção sub-20 que ganhou o Sulamericano no início do ano, com direito a três gols no jogo decisivo contra o Uruguai. Em 2012, virou jogador indispensável para o SPFC.

O craque sonha em deixar a equipe com um título no seu currículo. E a única chance que lhe resta é a Copa Sulamericana, competição em que o São Paulo está nas semi-finais, quando enfrenta a Universidad Católica – CHI.

Sempre elogiado nos bastidores, o camisa 7 se mostra diferenciado dentro e fora de campo. E mesmo após ser vendido continua se dedicando ao máximo pelo clube que o revelou.

Em janeiro, Lucas chegará no Paris Saint Germain com a responsabilidade de ter sido o jogador mais caro da última janela de transferências. O valor do jogador claramente foi inflacionado, mas isso é normal em clubes comandados por bilionários – ainda sim, o valor é alto e terá peso caso as atuações não sejam boas.

Chegar no meio de temporada não é algo fácil. O time já conta com seus titulares e será mais complicado realizar testes, até pela dificuldade que o time encontra na temporada.

O time de Carlo Ancelotti disputa o título nacional, mas não convence. Na temporada passada, perdeu para o Montpellier. Nessa temporada é o segundo colocado na fase de grupos da Champions League e o terceiro colocado no campeonato francês. Uma campanha dessa para um time que contratou Ibrahimovic e Thiago Silva é considerada como fracasso, por isso o técnico italiano pode sair do time em janeiro, principalmente se os resultados não melhorarem.

Ou seja, o cenário para o brasileiro Lucas pode ser de turbulência, mas ele pode ser o que falta ao time. Caso o PSG melhore com o são paulino, terá destaque e será eleito como a grande mudança que os franceses precisavam.

E na fase de mata-mata da Champions League, ele tem tudo para ser importante. Ancelotti em 2006/07 ganhou a competição com um time que realizava contra-ataques com maestria, muito em virtude da estrela do time – Kaká. A grande característica do camisa 7 tricolor é essa, então caso o time atue dessa maneira – e contra os grandes é melhor atuar assim – Lucas será essencial.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.

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