Stephan El Shaarawy – O futuro da Itália e do Milan

  • por Tiago Lima Domingos
  • 8 Anos atrás

 

O nome não é muito (ou nada) italiano. Tem origem no pai, egípcio. Até por isso ganhou o apelido de “Piccolo Faraone”, no bom português: “Pequeno Faraó”. A mãe é italiana, mas precisamente da província de Savona. Daí a ligação com a Itália. E foi na Bota que a promessa mundial sempre viveu e deu os primeiros passos rumo ao sucesso. O Genoa, conhecido como bom formador de jovens jogadores, foi o primeiro clube de sua carreira. Foi no clube de Gênova que Stephan estreou na Série A, com apenas 16 anos de idade. Mas o Genoa ficaria marcado na história apenas como formador do jogador. Já que ali atuara em apenas três partidas.

O empréstimo ao Padova, na Série B, e a aparição para toda Itália.

Como é de costume na Itália, foi emprestado a equipes menores para pegar mais experiência e jogar com continuidade. Apareceu o Padova na sua carreira, que disputava e ainda disputa a Série B italiana. Foram nove gols em 30 partidas. Mas sua passagem ficou marcada por ter tido participação direta na vitória que levou o Padova à final do play-off da competição anotando dois gols no empate em 3×3 com o Varese. Entretanto, o Padova não subiu, pois perdeu a final para o Novara naquela época.

A chegada ao Milan e o amadurecimento.

Vendo o garoto brilhar na B italiana, coube ao Milan olhá-lo com carinho. O clube que desde a temporada 2011/12 adotou como filosofia apostar em formar craques ao invés de comprá-los, dada a crise financeira da Itália, teve em El Shaarawy sua principal referência. E o valor investido não foi baixo. Sete milhões de euros mais 50% do passe de Alexander Merkel por metade do passe do jovem atacante italiano, ainda pertencente ao Genoa. Chegou ao Milan para a temporada 2011/12, mas teve que esperar uma temporada para começar a brilhar. A concorrência de Ibrahimovic, Cassano, Pato e Robinho impossibilitava-o de jogar muitas partidas. Mas nas poucas vezes em que esteve em campo notou-se a sua qualidade e viu-se que ali encontrava-se um jogador diferenciado.

Chegava então a temporada 2012/13, e a responsabilidade batia à sua porta. Não tinha mais Ibrahimovic, nem Cassano no clube. Além disso, com Pato e Robinho invariavelmente no departamento médico, El Shaarawy teria muitas chances na equipe principal. E o garoto agarrou a oportunidade com unhas e dentes.

Hoje, o status de realidade convém mais do que o de promessa. O cabelo moicano, zombado por Ibra, Berlusconi e outros, é a marca da personalidade do que vemos em campo. Não é muito exagerado falar que hoje o Milan é dependente do “Faraó”. Afinal, são dez gols em 13 partidas do Campeonato Italiano. Artilheiro máximo à frente de nomes como Cavani, Klose, Di Natale, entre outros. Na Liga dos Campeões, marcou um belo gol diante do Zenit para se tornar o mais jovem jogador da história do clube rossonero a marcar na maior competição de clubes do mundo. Um início melhor que o de Ibra nas duas últimas temporadas e números na Itália melhor que ninguém menos do que Ronaldo ‘Fenômeno’. Já chamado pra integrar a Seleção Italiana principal, não demorou mais que três partidas para anotar seu primeiro gol com a Azzurra.

Como inspiração o atacante tem outro grande ídolo do Milan: Kaká. Rápido, habilidoso e dono de uma boa finalização, explodiu mais rápido do que todo mundo imaginava. A pouca idade ainda o fará oscilar, mas cada vez mais estamos vendo o futuro do futebol italiano nos pés do “Pequeno Faraó”. Com apenas 20 anos assumiu a responsabilidade de guiar um novo Milan e já assume papel de protagonista com tão pouca idade. Quem viver, verá: El Shaarawy nasceu pra brilhar!

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.

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