Thomas Müller – O colhão alemão

  • por Tiago Lima Domingos
  • 7 Anos atrás

 

A nova geração alemã é ótima. Jogadores jovens dotados de muita qualidade técnica, habilidade e malemolência. Talvez nunca houve tantos alemães bons de bola numa mesma geração.

Mas, pelo menos por enquanto, o que sobra de técnica, falta do chamado colhão. Ou ter “aquilo” roxo. Ou ainda, o bendito poder de decisão. Reus, Götze, Özil, Schürrle…

Porém, no meio de tantos jogadores desse porte, surge um que é justamente o contrário desses, e que nos faz lembrar os antigos jogadores alemães. Thomas Müller não prima pela habilidade e técnica, muito embora não seja um grossão qualquer. Utiliza seus recursos com objetividade. E de vez em quando arrisca suas graças pelo campo.

Artilheiro de uma Copa do Mundo, gol em final de Champions League. Müller já tem nome na história do futebol, no alto de seus apenas 23 anos.

Mas o texto não vem pra exaltar apenas feitos de um passado recente. Na atual temporada os números impressionam: terceiro artilheiro da Bundesliga com sete gols, líder de assistências com sete passes pra gol, dez gols em 18 jogos da temporada.

Se a Alemanha quer voltar aos tempos de outrora e não passar em branco numa era em que tem uma das melhores gerações de sua história, a chave para isso pode ser Thomas Müller, o alemão “cintura-dura” mas com sangue do passado glorioso da Nationalelf.

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.

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